TRXF11 pretende captar R$ 10 bilhões, informa gestão

Crédito: Money Times
O fundo imobiliário TRXF11 planeja captar até R$ 10 bilhões, segundo o gerente de portfólio da casa, Raul Grego Lemos. O objetivo é aproveitar um momento favorável para a aquisição de imóveis, marcado por juros elevados e menor concorrência entre compradores. Lemos afirmou que o fluxo de oportunidades da gestora é capaz de absorver esse montante. Essa captação está alinhada à estratégia de expansão do fundo no atual ciclo de mercado.
Por que captar agora?
Com a NTN-B mais alta e menos compradores no mercado, a gestora consegue negociar taxas de capitalização (cap rates) mais atrativas, explicou Lemos. Isso significa que o fundo pode adquirir imóveis com potencial de retorno maior. Além disso, o poder de barganha da gestora aumenta diante de menos interessados. O momento é visto como propício para compras, reforçou o gerente.
Vantagens do cenário atual
- Cap rates mais atrativos devido aos juros altos.
- Menor concorrência entre compradores.
- Maior poder de negociação para a gestora.
Pagamento em cotas: modelo que atrai vendedores
Lemos lembrou que, desde as primeiras operações com pagamento parcial em cotas do TRXF11, o volume de oportunidades recebidas aumentou. O pagamento parcial em cotas tem sido uma marca do FII em vários negócios. Esse modelo atrai proprietários de imóveis de diferentes segmentos. Eles passaram a considerar as cotas do fundo como alternativa de pagamento. Isso ocorre em um ambiente de crédito mais restrito, no qual a liquidez das cotas é um atrativo. O crescimento do fundo despertou esse interesse, de acordo com o gestor.
Negócios recentes do TRXF11
Aquisição do portfólio da Cyrela
Segundo Lemos, do ano passado para cá, vieram muitos ativos interessantes. Entre eles, ele citou o portfólio da Cyrela. O executivo afirmou que os vendedores passaram a confiar na gestão e na cota do fundo. Essa confiança é resultado da atuação consistente do TRXF11. A transação a que Lemos se referiu é a maior já realizada pelo fundo.
O TRXF11 assinou memorando com a Cyrela (CYRE3) para adquirir um portfólio de cinco propriedades. O valor total do negócio é de R$ 2,14 bilhões. A Cyrela aceitou metade do pagamento em dinheiro e a outra metade via entrega de cotas do TRXF11. Dessa forma, a operação combina desembolso de caixa com a emissão de cotas. A fonte não detalhou as condições restantes para a conclusão do acordo.
Acordo com a Log Commercial Properties
Além da Cyrela, o TRXF11 assinou memorando com a Log Commercial Properties (LOGG3). O acordo prevê a aquisição de 70% do complexo logístico ‘Log Recife II’ por R$ 210 milhões. A Log Commercial Properties é da Família Menin. O pagamento também será dividido entre moeda corrente nacional e cotas do TRXF11. Essa estrutura segue o mesmo modelo utilizado na negociação com a Cyrela. A gestora não detalhou o cronograma para a conclusão dessa transação.
Capacidade de captação e próximos passos
De acordo com Lemos, o fluxo de oportunidades da gestora consegue absorver uma captação de R$ 10 bilhões. Isso indica que existem oportunidades suficientes para aplicar os recursos de forma seletiva. A gestora não detalhou os critérios de seleção dos ativos. A captação, no entanto, ainda depende das condições de mercado. A fonte não detalhou prazos ou a forma de captação.
Em suma, o TRXF11 planeja captar até R$ 10 bilhões para aproveitar o momento de juros altos e menos concorrência. O fundo já assinou memorandos com Cyrela e Log, e os pagamentos serão parcialmente feitos em cotas. Segundo Lemos, o fluxo de oportunidades da gestora é capaz de absorver esse montante. Conforme o gestor, os recursos serão empregados na aquisição de imóveis. A fonte não detalhou os próximos passos do plano de captação. A fonte também não confirmou se a operação já foi aprovada pelos cotistas.
Perguntas Frequentes
Por que o TRXF11 quer captar até R$ 10 bilhões?
O TRXF11 quer captar até R$ 10 bilhões para aproveitar um momento considerado favorável para aquisição de imóveis, em meio a juros elevados e menor concorrência entre compradores. Segundo o gerente de portfólio Raul Grego Lemos, com a NTN-B mais alta e menos compradores no mercado, a gestora consegue negociar cap rates mais atrativos e ter um poder maior de barganha.
Como o TRXF11 pretende usar os recursos captados?
Os recursos devem ser usados em aquisições, como o portfólio da Cyrela (R$ 2,14 bilhões) e o Log Recife II (R$ 210 milhões). Segundo Lemos, o pipeline da gestora consegue absorver uma captação de R$ 10 bilhões, e o pagamento parcial em cotas tem sido a marca do fundo em vários negócios.
Quais negócios recentes o TRXF11 fez com pagamento em cotas?
O TRXF11 assinou memorando com a Cyrela para adquirir cinco propriedades por R$ 2,14 bilhões, com metade paga em dinheiro e metade em cotas. Também assinou com a Log Commercial Properties para adquirir 70% do Log Recife II por R$ 210 milhões, também com pagamento dividido entre dinheiro e cotas. Essa estratégia aumentou o volume de oportunidades recebidas pela gestora.




























