Casas Bahia: IA como arma secreta na reestruturação

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Casas Bahia reestruturação: IA como arma secreta

A Casas Bahia acelerou sua reestruturação com o uso intensivo de inteligência artificial. Sob a liderança de Renato Franklin, a varejista reduziu custos, elevou margens e ampliou a produtividade da equipe. Dessa forma, a tecnologia se tornou uma arma secreta no plano de turnaround.

Reestruturação em marcha

Renato Franklin chegou à Casas Bahia em maio de 2023 para liderar um complexo turnaround. Em seguida, a estratégia, ancorada no mantra da “volta ao básico”, já começa a dar resultados. Ademais, a empresa enxugou custos, elevou margens e aumentou a produtividade de 10 mil vendedores. Nesse processo, a inteligência artificial tornou-se uma arma secreta, com cerca de mil agentes de IA em operação.

A reestruturação, no entanto, não se limita a cortes. Além disso, envolve a adoção de novas tecnologias e a mudança de cultura organizacional. Assim sendo, a IA não é apenas uma ferramenta, mas um alicerce para as próximas etapas do plano.

O papel da IA na reestruturação

A IA teve papel essencial na reestruturação da Casas Bahia. Em pouco mais de três anos, a varejista adotou a tecnologia em diversas áreas, incluindo vendas em lojas físicas e investimentos em mídia. Dessa forma, a expectativa é que ela ganhe ainda mais destaque nos próximos passos da rede.

Adoção entre colaboradores

Atualmente, 16 mil funcionários usam IA frequentemente, de um total de quase 30 mil. Ou seja, isso representa mais da metade do quadro de colaboradores. Além disso, para Renato Franklin, sem IA, a área de tecnologia teria três vezes mais pessoas, o que demonstra o impacto direto na estrutura de custos.

Tecnologia enxuta e produtiva

Em 2023, a área de tecnologia da Casas Bahia tinha aproximadamente três mil profissionais. Hoje, por outro lado, esse número caiu para cerca de 800. A redução, contudo, não comprometeu a entrega. De acordo com Franklin, o time de tecnologia conseguiu triplicar o volume de entregas.

Combinação de nuvem e agentes de IA

Essa produtividade é resultado da combinação entre a migração para a nuvem e o desenvolvimento de agentes de IA baseados em modelos como Claude, da Anthropic, e Gemini, do Google. Dessa forma, esses agentes automatizam tarefas e liberam os profissionais para atividades mais estratégicas.

Custos e eficiência

A redução de custos é evidente também no capex. Por exemplo, a Casas Bahia o reduziu de R$ 1 bilhão, há três anos, para R$ 331 milhões em 2025. Isso significa, portanto, que a empresa está investindo de forma mais eficiente, com foco no que gera retorno.

Ganho de agilidade

No dia a dia, a IA acelera processos. Por exemplo, o que levava de três a quatro dias agora demanda uma hora. Esse ganho de agilidade, consequentemente, é fundamental para uma operação que atende milhões de consumidores.

Foco no cliente e no básico

O mantra da “volta ao básico” é centrado em eletrodomésticos, móveis e no crediário. A ideia é reforçar o que a empresa sempre fez de melhor, com o suporte da tecnologia. Assim sendo, três premissas guiam as iniciativas de IA: ampliação da receita, redução de custos e melhora da experiência do cliente.

Projeto Bah.IA

Para colocar isso em prática, a Casas Bahia lançou, no fim de 2024, o projeto Bah.IA, que ajuda vendedores com informações em tempo real. Ou seja, a ferramenta permite que os atendentes ofereçam respostas mais rápidas e precisas. Além disso, com uma base de 116 milhões de CPFs, a personalização do atendimento é um passo importante.

Lições para o comércio regional

Para o comércio de Araçatuba e da região noroeste paulista, o caso da Casas Bahia evidencia o potencial da IA no varejo. Dessa forma, pequenos e médios negócios podem se inspirar na jornada da companhia para identificar oportunidades de eficiência. Além disso, a transformação digital, como mostra a experiência da varejista, não depende apenas de grandes investimentos, mas de estratégia e foco no cliente.

Perguntas Frequentes

Quantos agentes de inteligência artificial a Casas Bahia possui em operação?

A Casas Bahia possui cerca de mil agentes de IA em operação, desenvolvidos a partir de modelos como Claude, da Anthropic, e Gemini, do Google.

Qual foi o impacto da IA na área de tecnologia e nos custos da Casas Bahia?

A área de tecnologia encolheu de aproximadamente 3 mil profissionais em 2023 para cerca de 800 atualmente, e o time triplicou o volume de entregas. Além disso, o capex caiu de R$ 1 bilhão para R$ 331 milhões em 2025, e processos que levavam de 3 a 4 dias agora demandam 1 hora.

O que é o projeto Bah.IA da Casas Bahia?

O Bah.IA foi lançado no fim de 2024 e ajuda vendedores com informações em tempo real. Dessa forma, atualmente, 16 mil dos quase 30 mil funcionários da Casas Bahia usam IA frequentemente.

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