Empresa faturou R$ 3,5 milhões ao vender jipe para assistência

Crédito: Diário do Comércio
Vendeu jipe para assistência e criou rede que faturou R$ 3,5 milhões
Em 2014, Rodrigo Correia vendeu um jipe de 1964 que ganhou do pai por R$ 13 mil para abrir uma pequena assistência de celulares em Jundiaí, no interior de São Paulo. Ou seja, o veículo, um presente do pai, Jesus Correia, era um item de valor afetivo.
No entanto, Rodrigo decidiu abrir mão do bem para investir no próprio negócio. Dessa forma, a unidade inicial recebeu o nome de Senhor Smart e, com o tempo, se tornou uma rede de assistência técnica para smartphones e tablets. Consequentemente, anos depois, essa rede chegou a faturar R$ 3,5 milhões.
Raízes no conserto
Aprendizado na infância
Rodrigo passou boa parte da infância e adolescência ajudando o pai a consertar televisões. A loja de assistência técnica do pai ficava em Campinas, interior paulista. Por exemplo, aos 13 anos, ele ganhou seus primeiros ‘trocados’ desmontando aparelhos para os técnicos consertarem.
Assim sendo, essa vivência prática, adquirida ao longo dos anos, acabou se tornando a base para o futuro empreendimento. Ademais, o trabalho com o pai era uma rotina que misturava aprendizado e convivência.
Antes de abrir a Senhor Smart, Rodrigo já conhecia de perto a rotina de uma assistência técnica. Ou seja, o contato com aparelhos eletrônicos na casa e na loja do pai foi fundamental. Sobretudo, essa bagagem técnica, anos mais tarde, seria aplicada no próprio negócio.
O jipe que virou capital
O valor sentimental do presente
O jipe era um presente do pai, Jesus Correia, e carregava um forte valor afetivo. No entanto, Rodrigo entendeu que o momento exigia uma decisão ousada. Dessa forma, a venda do veículo representou o capital inicial para o negócio. Por outro lado, o restante veio do dinheiro da rescisão trabalhista.
Em 2014, Rodrigo vendeu o jipe de 1964 que havia ganho do pai. Isto é, o valor da venda foi de R$ 13 mil, pagos por um conhecido. Em seguida, ele pediu as contas do emprego e juntou o dinheiro da rescisão com os R$ 13 mil. Assim sendo, com esse montante, abriu a primeira loja de assistência de celulares em Jundiaí.
A unidade, batizada de Senhor Smart, teve uma abertura que o próprio fundador definiu como ‘sucesso instantâneo’. Ou seja, o negócio nasceu dessa combinação de recursos.
O reencontro com o veículo
Recompra após dois anos
Dois anos depois de abrir a Senhor Smart, Rodrigo comprou de volta o carro que havia vendido para um conhecido. O valor da recompra, no entanto, foi de R$ 15 mil, enquanto a venda inicial havia sido de R$ 13 mil.
O veículo, um jipe de 1964, foi recuperado pelo empreendedor. Portanto, ele reaviu o item de valor afetivo que havia sido essencial para o início do negócio. Ademais, o valor pago na recompra superou o recebido inicialmente.
Assim sendo, o gesto de reaver o jipe mostrou o quanto aquele bem ainda significava para o fundador. A recompra, por outro lado, aconteceu após o negócio já ter se consolidado. Ou seja, foi uma forma de resgatar a memória do pai sem esquecer o caminho percorrido.
Expansão e aceleração
Crescimento da rede
Desde o início, a Senhor Smart se destacou no setor de assistência técnica para celulares. Consequentemente, o crescimento foi constante. Por exemplo, em 2019, a rede já contava com 40 unidades em dez estados brasileiros.
Parceria com a aceleradora
Em 2020, Rodrigo conheceu a aceleradora de franquias 300 Franchising Exponencial, dos irmãos Leandro e Leonardo Castelo, da Ecoville. Dessa forma, a Senhor Smart passou a adotar a metodologia de expansão do grupo. Além disso, de acordo com uma postagem deste ano no Instagram, a rede conta com mais de 80 lojas espalhadas por todo o país. A evolução, portanto, continua.
Saldo da trajetória
Em resumo, a venda do jipe, que começou com R$ 13 mil, deu origem a um negócio com mais de 80 lojas. Ademais, o faturamento de R$ 3,5 milhões foi alcançado ao longo dos anos. Isto é, a trajetória combina afeto, ousadia e expansão no mercado de assistência técnica. O reencontro com o veículo depois de dois anos marca o equilíbrio entre o passado e o futuro do empreendedor. Portanto, o exemplo mostra como um item pessoal pode financiar um sonho. Ou seja, essa é a essência do empreendedor.
Perguntas Frequentes
O que Rodrigo Correia fez para abrir sua primeira assistência de celulares?
Rodrigo vendeu um jipe antigo de 1964, presente do pai, por R$ 13 mil. Em seguida, ele juntou esse valor ao dinheiro da rescisão trabalhista e abriu a loja em Jundiaí, SP.
Qual foi o faturamento da rede de assistência técnica criada por Rodrigo Correia?
Anos depois, a rede chegou a faturar R$ 3,5 milhões. Por exemplo, em 2019, já contava com 40 unidades em dez estados; hoje, são mais de 80 lojas, segundo postagem no Instagram.
Rodrigo Correia conseguiu recuperar o jipe que vendeu?
Sim. Dois anos após abrir a Senhor Smart, ele comprou de volta o veículo de um conhecido por R$ 15 mil.




























