Presidente Trump critica frigoríficos por monopólio da carne

Crédito: Revista Oeste
Presidente Trump critica frigoríficos por monopólio da carne
Trump afirmou haver monopólio no processamento de carne bovina nos EUA, após Navarro apontar quatro empresas com 85% do mercado. Além disso, o Departamento de Justiça investiga o setor. Ademais, a secretária de Agricultura citou risco à segurança alimentar.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 26, que existe um “monopólio” no setor de processamento de carne bovina do país. A declaração foi feita durante entrevista ao apresentador Glenn Beck, depois de o conselheiro comercial da Casa Branca, Peter Navarro, acusar quatro grandes empresas de controlarem 85% do mercado e formarem um cartel. Ademais, o Departamento de Justiça dos EUA mantém uma investigação antitruste sobre as principais processadoras de carne bovina.
Navarro acusa quatro empresas de cartel
De acordo com Navarro, a concentração do setor permite que as empresas pressionem os pecuaristas, ao pagar menos pelo gado. Ao mesmo tempo, elas conseguem cobrar mais dos supermercados, o que gera um desequilíbrio na cadeia. Ademais, o conselheiro comercial também destacou a participação brasileira entre as quatro maiores companhias. Isto é, essa menção ganha relevância porque uma das empresas citadas indiretamente pelo governo é a JBS, de origem brasileira.
Além disso, Navarro afirmou, ainda, que essa estrutura de mercado se aproxima de um cartel. Dessa forma, a acusação, ecoada por Trump, reforça a necessidade de apuração. No entanto, não foram apresentados detalhes sobre como ocorreria essa coordenação entre as empresas. Portanto, a declaração de Trump, ao usar o termo “monopólio”, alinha-se à avaliação de Navarro.
Investigação antitruste em curso
O Departamento de Justiça dos EUA conduz uma investigação antitruste sobre as principais processadoras de carne bovina. Dessa forma, a apuração busca identificar possíveis violações das regras de concorrência em meio à alta dos preços e à redução do rebanho norte-americano. Consequentemente, esses fatores têm pressionado o mercado e chamado a atenção das autoridades.
Contudo, até o momento, a fonte não detalhou o estágio atual da investigação. Ademais, também não foram divulgados eventuais alvos específicos ou prazos para conclusão. Ainda assim, a existência do inquérito indica que o governo americano trata o assunto com seriedade. Dessa forma, o mercado mantém-se atento aos desdobramentos.
Secretária cita risco à segurança alimentar
A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, fez um pronunciamento no qual falou em “risco da segurança alimentar”. Ademais, ela referiu-se indiretamente à JBS, dos irmãos Batista, como empresa com “histórico documentado de corrupção internacional e atividades ilícitas”. Consequentemente, a declaração adiciona um componente ético ao debate sobre a concentração do setor.
Trump questiona o domínio dos frigoríficos, incluindo a JBS, citada como empresa com esse histórico. A fala de Rollins, portanto, reforça a postura do governo em relação às grandes processadoras. Não há informações, porém, sobre medidas concretas que possam ser adotadas a partir desse posicionamento. Sobretudo, a referência à JBS tem peso político e econômico.
MBRF se defende e JBS silencia
A MBRF afirmou que opera em conformidade com as leis de concorrência e mantém políticas de governança e integridade. Além disso, a empresa também destacou sua parceria com cerca de 700 produtores norte-americanos. Dessa forma, a manifestação busca responder às acusações de monopólio e cartel, sem apresentar contraprovas específicas. Consequentemente, a MBRF, diante das suspeitas, buscou reforçar sua reputação.
Por outro lado, já a JBS não se pronunciou sobre as declarações de Trump ou de Rollins. O silêncio da companhia ocorre em meio à investigação antitruste e às referências indiretas feitas pela secretária. A empresa, até o momento, não comentou o caso publicamente.
Impactos para o setor de carnes
Efeitos sobre preços
A concentração no processamento de carne bovina pode afetar a formação de preços em toda a cadeia:
- Pecuaristas: podem receber menos pelo gado.
- Por outro lado, Supermercados e consumidores: arcam com custos mais altos.
Dessa forma, a apuração do Departamento de Justiça será fundamental para esclarecer se há violação das regras de concorrência. Sobretudo, essa possibilidade é uma das razões para o rigor na apuração.
Próximos passos
Enquanto isso, o governo dos EUA mantém o tema na agenda. Dessa forma, as declarações de Trump e de Brooke Rollins indicam que o setor seguirá sob escrutínio. Consequentemente, o desfecho das investigações deve trazer respostas sobre a estrutura do mercado de carne bovina no país. Em resumo, o tema deve continuar em discussão nas próximas semanas.
Leia ainda: “Sensação”, artigo publicado na Edição 336 da Revista Oeste.
Perguntas Frequentes
Qual foi a declaração de Donald Trump sobre a concentração no setor de carne bovina dos EUA?
Trump afirmou que existe um ‘monopólio’ no setor de processamento de carne bovina, durante entrevista ao apresentador Glenn Beck, após seu conselheiro Peter Navarro acusar quatro empresas de controlarem 85% do mercado e formarem um cartel.
O que Peter Navarro disse sobre o controle do mercado de carne pelas grandes empresas?
Navarro afirmou que a concentração permite às empresas pressionarem os pecuaristas, pagando menos pelo gado, e cobrarem mais dos supermercados. Além disso, ele também destacou a participação de uma empresa brasileira entre as quatro maiores companhias.
Qual é a resposta das empresas citadas e a situação da investigação antitruste?
Ademais, o Departamento de Justiça dos EUA mantém investigação antitruste sobre as processadoras de carne. Por outro lado, a MBRF afirmou que opera em conformidade com as leis de concorrência e mantém políticas de integridade, destacando parceria com cerca de 700 produtores; a JBS não se pronunciou. Além disso, a secretária de Agricultura, Brooke Rollins, citou ‘risco à segurança alimentar’ e referiu-se indiretamente à JBS como empresa com ‘histórico documentado de corrupção internacional’.




























