Australianas investem R$ 4 bilhões em terras raras em Minas Gerais

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Australianas investem R$ 4 bi em terras raras Minas Gerais

Empresas australianas avançam em terras raras com quase R$ 4 bilhões em Minas Gerais, concentrando projetos de mineração, processamento, pesquisa e infraestrutura em Poços de Caldas, Caldas e Araxá. Os principais investimentos, captações e aquisições já anunciados somam aproximadamente R$ 3,96 bilhões. O movimento reforça o papel do estado como polo estratégico para minerais críticos no Brasil.

Projeto Colossus lidera investimentos em Poços de Caldas

Em Poços de Caldas, um dos empreendimentos de maior porte é o Projeto Colossus, controlado pela australiana Viridis Mining and Minerals. O investimento previsto chega a R$ 1,35 bilhão e está associado ao desenvolvimento de uma cadeia de produção de terras raras na região. A iniciativa sinaliza a intenção de verticalizar etapas que vão além da extração mineral.

Outra empresa australiana, a Power Minerals, entrou no mercado regional por meio da aquisição do projeto Morro do Ferro, operação que pode alcançar aproximadamente R$ 83 milhões. A transação amplia a presença de capital australiano no território mineiro e indica confiança no potencial geológico local.

Relações bilaterais e padrões de governança

Brasil e Austrália completaram 80 anos de relações diplomáticas, e o setor mineral aparece como uma das áreas de maior potencial para aprofundamento das relações econômicas. Na avaliação da embaixadora, os dois países podem ganhar relevância na reorganização das cadeias globais de fornecimento. A declaração foi feita em contexto de aproximação institucional entre os dois países.

Sophie Davies também destacou que a expansão das companhias australianas no exterior deve preservar critérios ambientais, sociais e de governança adotados no país de origem. “Essas empresas australianas sempre vêm com padrões de alto nível de meio ambiente, de social e de governança.” A fala reforça o compromisso com práticas sustentáveis nos novos empreendimentos.

Minas busca agregar valor à produção mineral

A expansão dos projetos ocorre em um momento no qual Minas Gerais busca ampliar sua participação nas etapas industriais ligadas aos minerais críticos, evitando que a atividade econômica fique restrita à extração e à exportação da matéria-prima. O objetivo é reter maior parte da cadeia produtiva no estado, gerando empregos qualificados e receita local.

Nesse cenário, o interesse internacional pelas reservas de Minas Gerais envolve não apenas a disponibilidade dos minerais no subsolo, mas também a capacidade de desenvolver tecnologias de separação, processamento, refino e aplicação industrial. A presença de empresas estrangeiras pode acelerar a transferência de conhecimento técnico, mas exige contrapartidas locais.

Novo ciclo mineral exige investimento em tecnologia

A secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Mila Corrêa, afirmou que o estado começa a atravessar uma nova etapa de sua história mineral. “A gente sai do ciclo do ouro, sai do ciclo do ferro, minério de ferro, e entra agora nesse novo ciclo que vai envolver os minerais críticos, elementos das terras raras.” A declaração aponta para uma mudança estrutural na economia mineira.

Para a secretária, a existência das reservas não garante, sozinha, os ganhos econômicos esperados. Minas Gerais e o Brasil precisarão ampliar investimentos em tecnologia e conhecimento para agregar valor à produção. Sem essa capacitação, o estado corre o risco de permanecer como exportador de matéria-prima bruta, com benefícios limitados para a população local.

Perguntas Frequentes

Quais empresas australianas estão investindo em terras raras em Minas Gerais e quanto pretendem investir?

A Viridis Mining and Minerals controla o Projeto Colossus em Poços de Caldas, com investimento previsto de R$ 1,35 bilhão. A Power Minerals adquiriu o projeto Morro do Ferro por aproximadamente R$ 83 milhões.

Em quais cidades de Minas Gerais estão concentrados os projetos australianos de terras raras?

Os projetos estão concentrados em Poços de Caldas, Caldas e Araxá.

Qual é o valor total dos investimentos australianos em terras raras em Minas Gerais?

Os principais investimentos, captações e aquisições já anunciados somam aproximadamente R$ 3,96 bilhões.

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