Petróleo sobe com pressões dos EUA sobre o Irã

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Alta do petróleo com pressões dos EUA ao Irã

Na quinta-feira, o mercado de petróleo voltou a fechar em alta, marcando a quinta sessão consecutiva de ganhos, depois que autoridades dos Estados Unidos voltaram a afirmar que a pressão econômica contra o Irã será mantida. No entanto, as conversas entre as partes seguem sem qualquer avanço, o que mantém o setor em estado de alerta. Em declaração nesta quinta-feira (20), o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o Irã terá as ‘sanções mais duras da história’; contudo, ressaltou que dificilmente ataques americanos serão retomados. Dessa forma, esse quadro de tensão continuou a sustentar os preços ao longo do dia.

Pressão econômica sobre o Irã

Na quarta-feira (19), o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia prometido sanções contra o regime persa, no que classificou como ‘guerra econômica’, e ameaçou países que ajudassem o Irã a driblá-las. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou a decisão de Trump e afirmou que a medida é uma ‘cortina de fumaça’ para esconder a crise americana, marcada por uma dívida pública sem precedentes. Além disso, a troca de declarações ocorre em meio à ausência de conversas programadas entre os dois países. Consequentemente, esse ambiente de confronto verbal mantém o mercado em estado de atenção, especialmente no que se refere à segurança do abastecimento.

Risco de oferta e tensões globais

Para a Sucden Financial, a falta de conversas programadas entre Estados Unidos e Irã e a tensão persistente no Estreito de Ormuz sustentam um prêmio de risco no mercado de energia. Ou seja, ‘Isso limita o quanto os investidores conseguem retirar da precificação o risco de inflação’, avalia a consultoria. Esse prêmio reflete a preocupação com possíveis interrupções no fluxo de petróleo pela região. Ademais, a avaliação da Sucden ocorre em um momento em que o mercado busca sinais sobre o rumo das relações entre Washington e Teerã.

Na guerra da Ucrânia, a Rússia voltou nesta quinta (20) a bombardear Kiev e seus arredores com dezenas de mísseis e drones, em um ataque aéreo que durou horas e matou pelo menos 16 pessoas. Em seguida, o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, pediu que os países enviem mais interceptores Patriot para defesa. No entanto, os estoques internacionais estão baixos em meio à guerra no Oriente Médio. Dessa forma, a situação na Ucrânia adiciona mais um elemento de incerteza ao cenário energético global.

Fechamento dos contratos

O contrato do petróleo WTI para entrega em outubro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou as operações desta quinta-feira com valorização de 2,89%, o que equivale a um acréscimo de US$ 2,44, levando o barril a US$ 86,83. Na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para o mesmo mês subiu 2,36%, o que corresponde a US$ 2,16, fechando cotado a US$ 93,78. Com esses resultados, os contratos acumulam ganhos pela quinta sessão consecutiva, um movimento que reflete a persistência das tensões geopolíticas. Portanto, essa trajetória de alta reflete o prêmio de risco que permanece embutido nas cotações, diante das incertezas no cenário internacional, que têm origem tanto nas tensões entre Estados Unidos e Irã quanto no conflito na Ucrânia.

Perspectiva de mercado

Em suma, o petróleo encerrou o dia em alta, na quinta sessão consecutiva de ganhos, depois que autoridades americanas reafirmaram a manutenção da pressão econômica sobre o Irã, enquanto as negociações entre os países seguem sem avanços. A ausência de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, somada à tensão no Estreito de Ormuz e à guerra na Ucrânia, mantém o mercado em estado de alerta. Assim sendo, os próximos passos do governo americano, bem como a reação de Teerã, serão determinantes para a trajetória das cotações. Por ora, os contratos futuros seguem precificando o risco de novas interrupções na oferta global, enquanto investidores monitoram cada sinal vindo das capitais envolvidas no conflito.

Perguntas Frequentes

Como as novas pressões econômicas dos EUA contra o Irã impactaram o preço do petróleo nesta quinta-feira?

Dessa forma, o petróleo encerrou em alta pela quinta sessão consecutiva, com o WTI para outubro subindo 2,89% (US$ 2,44) para US$ 86,83 por barril e o Brent para outubro subindo 2,36% (US$ 2,16) para US$ 93,78, após os EUA reafirmarem que manterão a pressão econômica sobre o Irã.

Quais foram as declarações do secretário do Tesouro dos EUA sobre sanções ao Irã?

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que o Irã terá as ‘sanções mais duras da história’; contudo, ponderou que dificilmente os ataques americanos serão retomados.

Por que os investidores mantêm prêmio de risco no mercado de petróleo?

Segundo a Sucden Financial, a falta de conversas programadas entre Estados Unidos e Irã e a tensão persistente no Estreito de Ormuz sustentam um prêmio de risco; consequentemente, isso limita a retirada do risco de inflação da precificação.

Fonte

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