Ibovespa alterna sinais e fecha quase estável

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Ibovespa hoje: bolsa alterna sinais e fecha quase estável

O Ibovespa fechou quase estável nesta quinta-feira, após trocar de sinal algumas vezes no pregão. No entanto, o índice segue vulnerável às incertezas envolvendo as eleições e o cenário fiscal, além das preocupações com o nível de juros do país e seus reflexos na atividade econômica. Além disso, o cenário externo também pouco ajudou, com o avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e o fechamento do S&P 500 em baixa de 0,87%.

Ibovespa alterna sinais e fecha quase estável

O índice de referência do mercado acionário brasileiro registrou variação positiva de 0,06%, a 167.927,15 pontos, após marcar 169.752,35 pontos na máxima e 166.965,79 pontos na mínima do dia. Ademais, o volume financeiro no pregão somou R$28,4 bilhões. Por outro lado, na véspera, o Ibovespa havia avançado 0,9%, a 167.830,27 pontos, encerrando uma série de 11 fechamentos negativos seguidos.

Assim sendo, segundo agentes financeiros, a alta da véspera foi atrelada ao forte alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, sem mudanças no cenário brasileiro. Além disso, o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, afirmou que o alívio foi pontual e que não há nenhum fato novo que justifique uma virada no mercado. Sobretudo, ele ressaltou que papéis sensíveis à economia brasileira continuam pressionados.

Incertezas internas e externas minam apetite a risco

Ou seja, as preocupações se concentram nas eleições, no cenário fiscal e no nível de juros do país, com impactos sobre a atividade econômica. Por outro lado, no exterior, o cenário também se mostrou desfavorável ao apetite a risco, com o avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano. Por exemplo, o S&P 500 fechou em baixa de 0,87%, com dados do Walmart também sob o holofote.

Além disso, de acordo com dados da B3, a bolsa registra uma saída líquida de capital externo de R$20,4 bilhões em agosto até o dia 18. Dessa forma, para Pedroso, esse cenário deve manter o mercado mais lateralizado, no aguardo de novas notícias, principalmente acerca do fiscal local e das eleições. “A liquidez também deve reduzir bastante; e a volatilidade aumentar consideravelmente quando vier essa ‘notícia'”, afirmou.

Vale e Petrobras sustentam, bancos pressionam

Ademais, Vale e Petrobras representaram um suporte positivo relevante, enquanto os bancos continuaram enfraquecidos pelas preocupações com o cenário do crédito e da inadimplência no país. Em sentido oposto, a Vale operava próxima da estabilidade, com leve queda, acompanhando o recuo dos contratos futuros de minério de ferro na China. Consequentemente, a fraqueza também contaminava outras empresas ligadas à mineração e siderurgia, como Gerdau, CSN, CSN Mineração e Usiminas.

Análise técnica indica tendência de baixa

O analista técnico Gilberto Coelho, da XP, afirmou que, apesar da alta da véspera, o Ibovespa segue em tendência de baixa pelas médias de 21 e 200 dias. “Abaixo dos 166.300 poderia buscar suportes nos 160.000 ou 155.000. Teria sinal de repique altista fechando acima dos 170.340 mirando resistências nos 173.500 em teste de suas médias ou 180.500”, disse em relatório a clientes.

Pedroso, da Criteria, também comentou o fluxo estrangeiro: “No curto prazo, vale acompanhar para onde vai o fluxo estrangeiro. O mercado local está muito barato, mas falta ‘trigger’ (gatilho). Em algum momento, deve cessar o movimento de saída.” A avaliação é que o mercado permaneça sem direção clara até que haja novidades sobre os temas que dominam o noticiário.

Impacto para o interior paulista

Para comerciantes e empresários do noroeste paulista, o cenário de incertezas e de maior volatilidade tende a se refletir nas condições de crédito e na disposição para investir. Portanto, com os bancos mais cautelosos, o financiamento a pequenas e médias empresas pode se tornar mais restrito, exigindo planejamento e atenção às movimentações do mercado financeiro. A fonte não detalhou, no entanto, os desdobramentos regionais do movimento da bolsa.

Em resumo, com esse quadro, o mercado deve continuar sensível às notícias sobre juros, eleições e fiscal nos próximos dias.

Perguntas Frequentes

Qual foi o fechamento do Ibovespa nesta quinta-feira e qual o volume financeiro?

O Ibovespa fechou quase estável, com variação positiva de 0,06%, aos 167.927,15 pontos. O volume financeiro somou R$ 28,4 bilhões no pregão.

Quais fatores impediram uma alta maior do Ibovespa nesta quinta-feira?

O mercado seguiu vulnerável a incertezas sobre as eleições e o cenário fiscal, além de preocupações com juros e impacto na atividade. No exterior, o avanço dos rendimentos dos Treasuries e a queda do S&P 500 (0,87%) também pesaram, enquanto Vale e Petrobras deram suporte e bancos caíram por temores com crédito e inadimplência.

Qual é a projeção técnica do Ibovespa conforme o analista Gilberto Coelho, da XP?

Segundo Gilberto Coelho, o Ibovespa segue em tendência de baixa pelas médias de 21 e 200 dias. Abaixo dos 166.300 pontos, pode buscar suportes em 160.000 ou 155.000; acima de 170.340, miraria resistências em 173.500 e 180.500.

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