Bolsas globais em queda: IA e big techs derrubam mercados

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As bolsas globais registraram queda expressiva nesta terça-feira (23), lideradas pelo recuo das grandes empresas de tecnologia. O movimento reflete o temor dos investidores com a possibilidade de alta nas taxas de juros nos Estados Unidos e a percepção de que as avaliações do setor, impulsionadas pelo boom da inteligência artificial (IA), podem estar excessivamente esticadas.

Queda nos EUA atinge tecnologia

O Nasdaq Composite abriu em queda de mais de 2% e fechou com baixa de 2,2%, estendendo um período volátil para o setor de tecnologia. O S&P 500 recuou 1,44%, enquanto o Dow Jones teve queda mais modesta, de 0,09%.

As perdas se somam a um mês turbulento para as big techs, que impulsionaram os mercados neste ano, mas agora enfrentam crescente preocupação dos investidores sobre valuations elevados. O Nasdaq Composite acumula queda de mais de 4% em junho, interrompendo dois meses de ganhos expressivos, período em que os investidores se concentraram em ações ligadas à IA.

A perspectiva de que o Federal Reserve (Fed) elevará as taxas de juros para conter a inflação aprofundou as preocupações, já que retornos maiores em títulos do governo americano reduzem o apelo de ações com alta valorização.

Europa e Ásia também recuam

Na Europa, o índice de referência STOXX600 caiu 0,81%, com destaque para a fabricante de chips ASML, maior empresa da região em valor de mercado, que despencou 7,83%.

O movimento negativo também atingiu a Ásia: o índice Kospi da Coreia do Sul, com forte peso em tecnologia, despencou 10% nesta terça. As fabricantes de chips SK Hynix e Samsung Electronics registraram quedas de dois dígitos.

As ações da SpaceX, que começaram a ser negociadas em 12 de junho a US$ 150, fecharam em alta de 1%, a US$ 156,11, mas oscilaram entre ganhos e perdas, chegando brevemente abaixo do preço inicial. A volatilidade do papel reflete o ambiente de incerteza no setor.

Juros e Fed no centro das atenções

O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos de referência subiu 0,04 ponto percentual neste mês, para 4,5%. O Fed, liderado pelo novo presidente Kevin Warsh, abalou os investidores na semana passada ao sinalizar inclinação para elevar as taxas, a fim de conter a ameaça inflacionária provocada pelo conflito no Oriente Médio.

Os mercados futuros agora mostram que um aumento de um quarto de ponto percentual nas taxas está totalmente precificado até outubro deste ano, muito antes da alta de abril de 2027 que estava precificada na segunda-feira da semana passada. Essa mudança abrupta nas expectativas contribui para a aversão ao risco e a realização de lucros no setor de tecnologia.

Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, o cenário global de juros mais altos pode impactar o custo do crédito e o fluxo de investimentos, exigindo atenção redobrada na gestão financeira.

Perguntas Frequentes

Por que as bolsas globais caíram nesta terça-feira (23)?

As bolsas caíram devido ao recuo das grandes empresas de tecnologia, temores de alta nas taxas de juros dos EUA e uma queda recente nas ações da SpaceX. O Nasdaq Composite abriu em queda de mais de 2% e fechou com queda de 2,2%, enquanto o S&P 500 recuou 1,44% e o Dow Jones, 0,09%.

Qual foi o impacto no índice sul-coreano Kospi?

O índice Kospi da Coreia do Sul, com forte peso em tecnologia, despencou 10% nesta terça, com a fabricante de chips SK Hynix e o grupo de chips de memória Samsung Electronics registrando quedas de dois dígitos.

Como a perspectiva de alta de juros do Fed afetou o mercado?

A perspectiva de que o Federal Reserve elevará as taxas de juros para conter a inflação aprofundou as preocupações com as avaliações, já que retornos maiores em títulos do governo dos EUA reduzem o apelo de ações altamente valorizadas. O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos subiu para 4,5%.

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