Braskem rebaixada pelo Citi e ações despencam 61%

Crédito: InfoMoney
O Citi rebaixou a recomendação das ações da Braskem de neutro para venda e cortou o preço-alvo em 61%, desencadeando uma nova derrocada dos papéis da petroquímica. O banco destaca que a companhia deve enfrentar fluxo de caixa livre negativo nos próximos períodos, pressionado pela compressão dos spreads petroquímicos e pelo aumento das necessidades de capital de giro. A notícia foi recebida com forte reação negativa no mercado, ampliando as perdas recentes.
Fluxo de caixa negativo e endividamento elevado
O Citi aponta que o fluxo de caixa livre negativo é impactado diretamente pela compressão dos spreads petroquímicos e pelo aumento das necessidades de capital de giro. Além disso, o balanço da Braskem já está fragilizado por níveis elevados de endividamento. A estrutura de capital apresenta vencimentos concentrados em um horizonte relativamente próximo, elevando o risco de refinanciamento. O banco avalia que esse conjunto de fatores aumenta o risco de um aperto de liquidez para a companhia.
Mediação com credores e incertezas sobre controladores
A Braskem anunciou o início de um processo de mediação com credores financeiros e pediu uma medida cautelar, com o objetivo de buscar uma solução consensual e ordenada para sua estrutura de capital. Para o Citi, a necessidade de uma renegociação ampla e uma eventual injeção de capital adiciona incerteza relevante para os acionistas. Há também falta de clareza sobre os próximos passos dos principais controladores da Braskem, como a Petrobras, o que contribui para o cenário de risco.
Spreads sob pressão e custos elevados
Os spreads petroquímicos seguem sob pressão, impactados por demanda mais fraca em mercados como Europa e Estados Unidos, além da volatilidade cambial. O custo de matérias-primas, em especial a nafta, continua elevado. A utilização da capacidade instalada permanece abaixo do potencial, limitando a recuperação das margens no curto prazo. A companhia pode reportar um resultado mais forte no segundo trimestre, impulsionado por um momento pontual de alta nos preços petroquímicos, mas o Citi avalia que isso não será suficiente para reverter o quadro estrutural mais desafiador.
Risco geológico em Alagoas
Há ainda o risco associado ao evento geológico em Alagoas, relacionado à subsidência do solo em áreas próximas a operações da companhia. As obrigações financeiras ligadas ao evento continuam gerando desembolsos recorrentes, pressionando o fluxo de caixa. A incerteza jurídica associada ao caso geológico representa um risco adicional relevante, classificado como tail risk no relatório do Citi.
Perguntas Frequentes
Por que o Citi rebaixou a Braskem para venda e cortou o preço-alvo em 61%?
O Citi rebaixou a Braskem para venda e cortou o preço-alvo em 61% devido a expectativas de fluxo de caixa livre negativo, compressão dos spreads petroquímicos, aumento das necessidades de capital de giro, balanço fragilizado por alto endividamento e risco de refinanciamento com vencimentos concentrados no curto prazo.
Quais são os principais riscos financeiros e operacionais que a Braskem enfrenta atualmente?
Os principais riscos incluem fluxo de caixa livre negativo, spreads petroquímicos pressionados por demanda fraca na Europa e EUA, custo elevado de nafta, baixa utilização da capacidade instalada, risco de aperto de liquidez, necessidade de renegociação ampla da dívida e incerteza sobre os próximos passos dos controladores, como a Petrobras.
Como o evento geológico em Alagoas impacta a situação financeira da Braskem?
O evento geológico em Alagoas gera desembolsos recorrentes que pressionam o fluxo de caixa, além de representar um tail risk devido à incerteza jurídica associada, aumentando o risco de aperto de liquidez e adicionando pressão sobre a estrutura de capital já fragilizada.




























