CEOs brasileiros da Coca-Cola e Anheuser-Busch dividem palco

Crédito: Brazil Journal
Brasileiros no topo do setor de bebidas
No topo do setor de bebidas, dois CEOs dividem um palco — mas concordam muito. As duas maiores empresas de bebidas do mundo estão sob a liderança de brasileiros. Henrique Braun assumiu o posto de CEO da Coca-Cola em março. Michel Doukeris está à frente da Anheuser-Busch. Os dois CEOs dividiram o palco durante o Brasil Project, evento em Harvard e no MIT. O Brasil Project reuniu algumas das principais cabeças do País para discutir os dilemas e problemas brasileiros. Os dois CEOs compartilharam lições de liderança e aprendizados que os ajudaram a chegar no topo.
Volatilidade do Brasil como escola
A volatilidade e a incerteza do Brasil podem afastar investimentos e assustar executivos. No entanto, para Braun e Doukeris, essa mesma volatilidade e incerteza foi a “escola” que permitiu a eles aprenderem a navegar um setor igualmente volátil. Braun ressaltou a importância de aprender a navegar pelo desconhecido e não se deixar ser consumido por ele. Segundo o CEO da Coca-Cola, é preciso “não tirar os olhos” do longo prazo enquanto se lida com as incertezas do curto prazo. Essa visão estratégica foi fundamental para sua trajetória.
Resiliência segundo o MIT
Doukeris trouxe uma definição acadêmica para o conceito de resiliência. “Resiliência, pela definição do MIT, não é que você não quebra ou não muda. É que você consegue absorver os choques e voltar ao seu estado original,” disse Doukeris. Essa capacidade de absorver impactos e retomar o equilíbrio é uma característica que ambos os líderes consideram essencial no ambiente de negócios atual. A experiência brasileira, marcada por crises e instabilidades, forjou essa habilidade nos executivos.
Inteligência artificial como alavanca
Questionados sobre os impactos do uso de ferramentas de inteligência artificial nos negócios, os dois concordam que ela não é um fim em si mesma, mas uma alavanca para ampliar vantagens competitivas já existentes. “De forma simples, a aplicação de IA pela Coca-Cola é que estamos usando a tecnologia para fazer melhor o que já fazemos de melhor, amplificando nossa vantagem competitiva,” disse Braun. Ele disse que a empresa já usa IA há quase quatro anos. As ferramentas de IA estão “na linha de frente” das campanhas publicitárias da marca. A Anheuser-Busch também adota a tecnologia de forma similar, embora a fonte não tenha detalhado aplicações específicas. Ambos os CEOs veem a inteligência artificial como uma aliada estratégica, e não como uma revolução disruptiva que substituirá o negócio principal.
Perguntas Frequentes
Quem são os CEOs brasileiros das duas maiores empresas de bebidas do mundo?
Henrique Braun é CEO da Coca-Cola desde março, e Michel Doukeris está à frente da Anheuser-Busch.
O que os CEOs da Coca-Cola e Anheuser-Busch disseram sobre a volatilidade do Brasil?
Eles afirmaram que a volatilidade e a incerteza do Brasil foram a ‘escola’ que os ensinou a navegar em um setor igualmente volátil.
Como a Coca-Cola está usando inteligência artificial, segundo seu CEO?
Henrique Braun disse que a empresa usa IA há quase quatro anos para amplificar vantagens competitivas, aplicando a tecnologia para fazer melhor o que já fazem de melhor, inclusive na linha de frente das campanhas publicitárias.


























