CSN venda de infraestrutura atrai propostas de fundos

Crédito: Pipeline
A CSN recebeu mais de três propostas não vinculantes para a aquisição de seus ativos de infraestrutura, segundo apuração do Pipeline. As ofertas variam desde a compra do pacote completo até o interesse por ativos específicos, sinalizando um processo competitivo em andamento. A companhia ainda não divulgou detalhes sobre valores ou prazos para a conclusão das negociações.
O movimento faz parte da estratégia da CSN de monetizar parte de sua estrutura logística, que integra operações de mineração e siderurgia. A venda pode atrair recursos significativos para reduzir alavancagem e financiar novos investimentos, em um momento de atenção do mercado ao endividamento do setor.
Pacote avaliado em US$ 1 bilhão
O pacote de ativos foi avaliado inicialmente em US$ 1 bilhão e inclui participação na MRS Logística, nos terminais de Sepetiba e Itaguaí, e a Tora Logística, além de instalações rodoviárias e ferroviárias integradas à CSN Mineração. Esses ativos são estratégicos para o escoamento da produção de minério de ferro e aço, com localização privilegiada no Sudeste.
O CFO da CSN, Marco Rabello, afirmou durante a teleconferência do segundo trimestre que a empresa avalia vender entre 20% e 30% das participações nesses ativos. A decisão de manter o controle majoritário indica que a CSN pretende preservar influência sobre a logística, essencial para sua competitividade.
Para empresários do interior paulista, a movimentação pode ter efeitos indiretos na cadeia de suprimentos. A MRS Logística opera malhas que conectam regiões produtoras a portos, e mudanças na gestão ou investimentos podem impactar fretes e prazos de entrega para indústrias que dependem de insumos siderúrgicos e minerais.
Interessados incluem fundos e estratégicos
Entre os interessados estão fundos de private equity com foco em infraestrutura, como a gestora americana I Squared e o fundo Global Infrastructure Partners (GIP), da BlackRock. Estratégicos como a Multiterminais, que opera os terminais MultiRio e MultiCar no Rio, também estariam olhando os ativos.
A presença de fundos globais reflete o apetite por ativos de infraestrutura no Brasil, considerados estáveis e com receitas previsíveis. Já a Multiterminais, com atuação portuária, poderia buscar sinergias operacionais com os terminais da CSN, ampliando sua capacidade de movimentação de cargas.
Para o comércio e a indústria do noroeste paulista, a entrada de novos operadores logísticos pode trazer melhorias na eficiência do transporte de mercadorias. A região, que depende de rodovias e ferrovias para escoar produção agroindustrial e receber insumos, poderia se beneficiar de investimentos em infraestrutura.
Processo competitivo e próximos passos
As propostas não vinculantes representam a primeira etapa de um processo que deve evoluir para ofertas firmes após due diligence. A CSN ainda não definiu um cronograma público, mas a diversidade de interessados sugere uma disputa saudável pelos ativos.
Procurados, CSN, I Squared, GIP e Multiterminais não retornaram aos pedidos de comentários até a publicação desta reportagem. A falta de posicionamento oficial mantém o mercado atento a novos desdobramentos, que podem ser anunciados nas próximas semanas.
Especialistas do setor observam que a venda parcial de ativos logísticos é uma tendência entre grandes grupos industriais, que buscam destravar valor sem perder o controle operacional. Para os negócios do interior paulista, a transação pode influenciar desde custos de frete até a disponibilidade de rotas de escoamento.
Perguntas Frequentes
Quantas propostas a CSN recebeu pela venda de seus ativos de infraestrutura?
A CSN recebeu mais de três propostas não vinculantes para a aquisição dos ativos de infraestrutura.
Quais empresas estão interessadas em comprar os ativos de infraestrutura da CSN?
Entre os interessados estão a gestora americana I Squared, o fundo Global Infrastructure Partners (GIP), da BlackRock, e a Multiterminais.
Qual é o valor estimado do pacote de ativos de infraestrutura que a CSN está vendendo?
O pacote foi avaliado inicialmente em US$ 1 bilhão e inclui participação na MRS Logística, nos terminais de Sepetiba e Itaguaí, e a Tora Logística.




























