Dólar sobe mais de 1% e supera R$ 5,04; veja os motivos

Crédito: InfoMoney
O dólar comercial fechou em forte alta nesta sexta-feira (15), subindo 1,63% e atingindo R$ 5,067. O dólar futuro para junho, o mais líquido na B3, avançou 1,53%, cotado a R$ 5,081. Na semana, a moeda acumulou alta de 3,48%; no ano, ainda recua 7,70%. O movimento reflete uma combinação de fatores externos e domésticos que pressionam o real.
Impasse geopolítico entre EUA e Irã
O dólar à vista opera em forte alta frente ao real nesta sexta-feira (15), refletindo, em primeiro lugar, a aversão global ao risco em meio ao impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que sua paciência com o Irã está se esgotando. Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que Teerã não tem “nenhuma confiança” nos EUA e se interessa em negociar com Washington somente se for sério. A continuidade da guerra no Oriente Médio mantém o Estreito de Ormuz fechado ao transporte de petróleo e gás, alimentando a incerteza global.
Alta do petróleo e temores inflacionários
Em segundo lugar, a alta do petróleo reforça os temores inflacionários e aumenta as apostas de que o Federal Reserve poderá elevar os juros até o fim do ano. O preço do barril de petróleo Brent voltou a subir após a declaração de Trump. As crescentes pressões inflacionárias decorrentes da alta dos preços da energia alimentavam as apostas em um aumento da taxa de juros pelo Fed. Essa percepção é alimentada pela continuidade da guerra no Oriente Médio, que mantém o Estreito de Ormuz fechado ao transporte de petróleo e gás.
Fortalecimento global do dólar
Em terceiro lugar, a moeda norte-americana sustentou ganhos ante a maior parte das demais divisas ao redor do mundo, em sintonia com o avanço firme dos rendimentos dos Treasuries, com os investidores elevando as apostas de que o Federal Reserve precisará subir juros para conter a inflação. O cenário geopolítico turbulento fazia o dólar ter altas firmes ante moedas de países emergentes como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano, mas o real era a divisa global mais pressionada, liderando as perdas da sessão.
Risco político doméstico
Em quarto lugar, está o cenário doméstico, com a percepção de maior risco político. Isso porque, além do exterior, os investidores seguem atentos aos desdobramentos do escândalo que liga o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-dono do Master, Daniel Vorcaro. Esse fator adicional de incerteza contribui para que o real seja a moeda mais pressionada entre os emergentes nesta sessão.
Para mais informações, confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial.
Perguntas Frequentes
Quais são os 4 motivos que fizeram o dólar subir mais de 1% e superar R$ 5,04?
Os quatro motivos são: aversão global ao risco pelo impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã; alta do petróleo; reforço dos temores inflacionários que aumentam apostas de alta de juros pelo Fed; e cenário doméstico com percepção de maior risco político.
Qual foi a cotação de fechamento do dólar comercial e do dólar futuro no dia 15?
O dólar comercial fechou em alta de 1,63%, aos R$ 5,067. O dólar futuro para junho avançava 1,53% na B3, aos R$ 5,081.
Como o cenário geopolítico entre EUA e Irã afetou o dólar e o real?
O impasse nas negociações de paz e a alta do petróleo, com o fechamento do Estreito de Ormuz, aumentaram a aversão ao risco. O real foi a divisa global mais pressionada, liderando as perdas, também devido ao escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.



























