Empresários cobram reformas de Lula e competitividade

Crédito: Terra
Representantes do setor empresarial cumprimentaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória nas urnas e aproveitaram para cobrar reformas, equilíbrio fiscal e medidas de aumento da competitividade. A manifestação ocorreu logo após a confirmação do resultado eleitoral, com entidades de diferentes segmentos divulgando notas e posicionamentos públicos. O tom geral foi de reconhecimento do processo democrático e de expectativa por diálogo com o novo governo.
Setor produtivo defende união nacional
Representantes do setor produtivo também defendem união nacional e avanços regulatórios para atrair investimentos. A ideia é que a estabilidade institucional e a previsibilidade das regras são condições essenciais para a retomada do crescimento econômico. Nesse sentido, as entidades ressaltam a importância de um ambiente de negócios favorável, com menos burocracia e mais segurança jurídica. A expectativa é que o novo governo priorize políticas que estimulem a produção e a geração de empregos.
Prioridades do setor de combustíveis
Para 2027, Salomon citou como prioridades a implementação da Lei do Combustível do Futuro, os desdobramentos do RenovaBio, as regras tributárias para a Zona Franca de Manaus no contexto da reforma tributária e a discussão sobre a chamada “bomba branca”. Esses temas são considerados estratégicos para o setor de combustíveis e para a transição energética do país. A implementação da lei, em especial, deve trazer impactos significativos para a cadeia produtiva e para os investimentos em biocombustíveis. A fonte não detalhou o posicionamento específico sobre cada item.
Telecomunicações pedem soberania digital
A Conexis, associação que representa Algar, Claro, Sercomtel, Vivo e TIM, parabenizou Lula e o vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin, e reiterou a disposição de manter o diálogo com o governo. Entre as pautas do setor, o presidente da entidade, Marcos Ferrari, destacou a soberania digital. “A soberania é um dos pontos importantes do conjunto de propostas que enviamos aos candidatos. E, nessa linha, temos convergência com as propostas do presidente reeleito”, afirmou. O tema envolve a capacidade do país de controlar sua infraestrutura digital e proteger dados estratégicos.
Bancos médios querem diálogo
A Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que representa instituições de médio porte, também manifestou disposição para dialogar com o novo governo sobre pautas de interesse do País. A entidade não especificou quais seriam essas pautas, mas sinalizou abertura para contribuir com o debate econômico. A expectativa é que temas como crédito, regulação e inclusão financeira estejam na agenda. A fonte não detalhou as propostas concretas.
Siderurgia foca em competitividade
O presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes, afirmou que a agenda da indústria siderúrgica independe do governo e destacou a relação com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), especialmente na defesa comercial. No campo macroeconômico, ele apontou o equilíbrio fiscal, a redução dos juros e a recuperação da competitividade como prioridades. A defesa comercial é vista como essencial para proteger a indústria nacional da concorrência desleal. O setor siderúrgico é um dos mais sensíveis às condições macroeconômicas e às políticas de comércio exterior.
Febraban oferece capacidade técnica
No setor financeiro, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) colocou sua “capacidade técnica à disposição” do presidente eleito e da equipe econômica para contribuir com a agenda de temas bancários. A entidade não detalhou quais temas seriam prioritários, mas o gesto indica disposição para colaborar na formulação de políticas para o setor. A Febraban representa os principais bancos do país e tem papel relevante nas discussões sobre crédito, regulação e estabilidade financeira. A fonte não detalhou as propostas específicas.
Perguntas Frequentes
Quais são as principais demandas dos empresários ao governo Lula após a reeleição?
Os empresários cobram reformas, equilíbrio fiscal e medidas de aumento da competitividade, além de união nacional e avanços regulatórios para atrair investimentos.
Quais prioridades o setor de combustíveis apontou para 2027?
Para 2027, o setor citou a implementação da Lei do Combustível do Futuro, os desdobramentos do RenovaBio, as regras tributárias para a Zona Franca de Manaus na reforma tributária e a discussão sobre a “bomba branca”.
O que a indústria siderúrgica destacou como prioridades no campo macroeconômico?
A indústria siderúrgica apontou o equilíbrio fiscal, a redução dos juros e a recuperação da competitividade como prioridades, além da relação com o Mdic na defesa comercial.




























