Energia eólica Palmas busca expansão após 27 anos

Crédito: Tribuna do Paraná
Palmas, no Sudoeste do Paraná, tenta destravar a expansão do seu parque eólico, projetada há 27 anos. O município foi o primeiro do Sul do Brasil a abrigar uma usina de energia eólica, inaugurada em 1999, e agora busca investidores para retomar o crescimento do complexo. A retomada pode gerar R$ 100 milhões anuais em ICMS, segundo informações da Tribuna do Paraná.
A usina de Palmas foi instalada no último ano do governo Jaime Lerner, a partir de um projeto privado que previa, originalmente, a implantação de 200 turbinas. Com a mudança de gestão estadual e o desinteresse de órgãos de fomento e da própria Copel em investir no estado, a expansão ficou só no papel. A estagnação paranaense contrastou com o avanço do estado vizinho.
Do outro lado da divisa, Santa Catarina aproveitou o mesmo potencial eólico e consolidou o parque de Água Doce por volta de 2002, hoje com mais de 100 aerogeradores em operação. Na época, o debate em Brasília destacou o contraste entre o potencial técnico da “Rota dos Ventos” do Paraná e a falta de avanço estrutural ao longo de quase três décadas.
Parque eólico Palmas busca investidores
O Parque eólico Palmas busca investidores para expandir o complexo inaugurado em 1999. O projeto pode gerar R$ 100 milhões anuais em ICMS, um montante significativo para as contas públicas municipais. Para o município, a consolidação dos novos parques representa uma transformação estrutural nas contas públicas e no mercado de trabalho.
A reunião serviu para alinhar o planejamento energético federal com as demandas locais do estado, reforçando que o destravamento das licenças ambientais e a instalação dos novos aerogeradores não representavam apenas uma pauta municipal, mas uma oportunidade para reintegrar o estado ao mapa das grandes geradoras de energia limpa no país. A fonte não detalhou os participantes ou a data exata do encontro.
Tecnologia moderna reduz torres pela metade
A modernização da tecnologia eólica nos últimos 25 anos transformou a viabilidade do projeto em Palmas. Enquanto as estruturas instaladas em 1999 possuem torres de 44 metros e geram 500 kW cada, os equipamentos de nova geração chegam a 150 metros de altura — o que exige inclusive autorização do tráfego aéreo.
“As torres antigas do Paraná têm 44 metros. As novas tecnologias têm 150 metros e, acima dessa altura, é necessária a anuência da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) pelo uso do espaço aéreo. Com essa evolução, um parque que antes precisava de 200 torres hoje atinge a mesma produção com apenas 80”, destaca o vereador. A fonte não detalhou o nome do parlamentar.
Impacto econômico e próximos passos
Para o município, a consolidação dos novos parques representa uma transformação estrutural nas contas públicas e no mercado de trabalho. A geração de ICMS pode financiar serviços públicos e atrair novas empresas, especialmente no setor de serviços e comércio local. A expansão também pode criar empregos diretos e indiretos durante a instalação e operação dos aerogeradores.
A fonte não detalhou o cronograma para a captação de investidores ou os próximos passos do processo. No entanto, o alinhamento com o planejamento energético federal indica que o projeto pode avançar nos próximos meses. A reintegração do Paraná ao mapa das grandes geradoras de energia limpa depende, agora, da atração de capital privado e da agilidade nas licenças ambientais.
Perguntas Frequentes
Qual é a cidade paranaense pioneira em energia eólica e por que sua expansão está travada?
Palmas, no Sudoeste do Paraná, foi o primeiro município do Sul do Brasil a abrigar uma usina eólica, inaugurada em 1999. A expansão, projetada há 27 anos, ficou travada devido à mudança de gestão estadual e ao desinteresse de órgãos de fomento e da Copel em investir no estado.
Quanto o projeto de expansão do parque eólico de Palmas pode gerar em ICMS anualmente?
O projeto pode gerar R$ 100 milhões anuais em ICMS, representando uma transformação estrutural nas contas públicas e no mercado de trabalho do município.
Como a evolução tecnológica impactou a viabilidade do parque eólico de Palmas?
As torres antigas têm 44 metros e geram 500 kW cada, enquanto as novas chegam a 150 metros, exigindo anuência da ANAC. Com essa evolução, um parque que antes precisava de 200 torres hoje atinge a mesma produção com apenas 80.




























