Leilão de baterias de R$ 20 bilhões movimenta setor elétrico

Crédito: NeoFeed
O governo federal deu um passo significativo para impulsionar o setor elétrico com o lançamento do edital do leilão de reserva de armazenamento de energia por meio de baterias (BESS). Com potencial para gerar R$ 20 bilhões em investimentos, o certame está marcado para dezembro e já atrai grandes players nacionais e internacionais.
Disputa bilionária por contratos
Entre as empresas que devem participar estão Axia, ISA Energia, Auren, Eneva, Weg, Newave Capital, Petrobras, Matrix, Taesa, além de gigantes globais como Tesla e BYD. O leilão, organizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), promete movimentar o mercado de armazenamento de energia no país.
No entanto, ainda não há certeza sobre o percentual destinado exclusivamente para as empresas brasileiras. O governo federal discute um patamar de conteúdo a ser fabricado no Brasil para os equipamentos ofertados, que varia entre 20% e 40%. Para a disputa ampliada, não haverá exigência de montagem de fábrica no país.
Divisão de projetos prometida
A divisão de projetos já havia sido prometida pelo ministro Alexandre Silveira no ano passado. A secretária nacional substituta de Transição Energética e Planejamento do MME, Lorena Perim, explicou que o leilão atende a uma necessidade de aumento da demanda de energia e de garantir segurança energética.
O período para cadastramento dos projetos começou em 15 de junho e vai até 31 de julho. As inscrições devem seguir as regras estabelecidas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao MME.
Setor reage positivamente
O setor, de forma geral, recebeu positivamente as diretrizes iniciais do leilão. Parte das regras foi discutida diretamente pela associação com o governo federal, que escutou as demandas.
Enquanto isso, empresas já investem em soluções de armazenamento. A Axia, responsável por 17% da capacidade de geração nacional, concluiu em 17 de junho, no município baiano de Casa Nova, uma planta híbrida inteligente que reúne geração eólica, fotovoltaica, sistema de armazenamento de energia em baterias e um data center. A unidade conta com investimentos de R$ 85 milhões e é composta por uma planta fotovoltaica de 1 MW, um gerador eólico de 1,5 MW, um banco de baterias de lítio (BESS) de 1 MW de potência e 1,4 MWh de armazenamento, além de um data center de 1 MW.
Em abril, a paranaense Pacto Energia tornou-se a primeira distribuidora do país a fechar contrato para receber um sistema de armazenamento de energia em bateria. O fornecimento é da Matrix Energia, que pode estar entre as participantes do leilão. Com investimento de R$ 30 milhões, a distribuidora passou a contar com 10 baterias de alta performance, totalizando capacidade de armazenamento de 20 MW, instaladas na cidade de Coronel Vivida.
O leilão de baterias representa um marco para o setor elétrico brasileiro, com potencial de atrair investimentos bilionários e impulsionar a transição energética. A expectativa é que a disputa aqueça o mercado e traga novas soluções para garantir a segurança do abastecimento.
Perguntas Frequentes
Quais empresas estão disputando o leilão de baterias de R$ 20 bilhões?
Axia, ISA Energia, Auren, Eneva, Weg, Newave Capital, Petrobras, Matrix, Taesa, além de gigantes globais como Tesla e BYD, devem disputar os contratos bilionários do leilão de baterias, marcado para dezembro.
Qual é o prazo para cadastramento de projetos no leilão de baterias?
O período para cadastramento dos projetos começou no dia 15 de junho e vai até 31 de julho, seguindo as regras estabelecidas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Qual é o percentual de conteúdo nacional exigido para os equipamentos no leilão de baterias?
O governo federal discute um patamar de conteúdo a ser fabricado no Brasil para os equipamentos, que varia na ordem de 20% a 40%. Ainda não há certeza sobre o percentual destinado exclusivamente para empresas brasileiras.




























