Marcas chinesas no Brasil: ascensão e impactos no comércio

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Marcas chinesas Brasil: ascensão e impactos no comércio

A presença de marcas chinesas no Brasil tem se intensificado nos últimos anos, com investimentos bilionários e parcerias estratégicas. Segundo reportagem da The Economist, empresas chinesas lideram os investimentos estrangeiros no país, injetando pelo menos US$ 6 bilhões em diferentes setores em 2025. Esse movimento, no entanto, gera debates sobre os impactos no comércio local e nas relações trabalhistas.

Investimentos chineses batem recorde

Os investimentos chineses no Brasil atingiram patamares históricos. Em 2025, foram injetados pelo menos US$ 6 bilhões em setores como energia, tecnologia e manufatura. A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, quando ultrapassou os Estados Unidos. Em 25 de junho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o Brasil tomaria empréstimos em yuan pela primeira vez, reforçando os laços financeiros entre os dois países.

Empresas como a Hisense e a Huawei têm ampliado sua atuação no Brasil. “Toda a atenção da nossa sede, todos os nossos recursos, estão voltados para o Brasil”, afirma Matheus Benatti, da Hisense Brasil. Já Atilio Rulli, diretor de relações públicas da Huawei Brasil, diz que, neste ano, o Brasil será o país que gerará mais receita para a Huawei, com exceção da China. Esses movimentos indicam uma aposta consistente no mercado brasileiro.

Parcerias e controvérsias trabalhistas

No setor automotivo, a montadora chinesa BYD anunciou, em 17 de junho, que sua próxima fase de investimentos no Brasil seria em baterias. A empresa também é alvo de polêmicas. Em 2024, a polícia brasileira resgatou mais de 160 trabalhadores chineses trazidos para construir a fábrica da BYD na Bahia, que viviam em condições precárias e recebiam salários baixíssimos. A BYD afirmou desconhecer as condições e culpou uma subcontratada; a empresa alega ter corrigido as irregularidades.

Em abril, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi acusado de demitir um funcionário do Ministério do Trabalho por incluir a BYD em uma lista de empregadores acusados de submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão. A fonte não detalhou a veracidade da acusação, mas o episódio levanta questionamentos sobre a fiscalização de empresas estrangeiras no país.

Impacto no comércio local e no agronegócio

A ascensão das marcas chinesas também preocupa setores da economia brasileira. A Duquesa de Tax, em declaração ao programa ‘Não vou passar raiva sozinha’, afirmou: “Brasil pode ser inundado por produtos chineses em meio ao tarifaço de Trump”. No programa, Maria Carolina Gontijo falou sobre como o Brasil pode ser prejudicado pelo excesso de produtos chineses. A preocupação é que a entrada maciça de mercadorias chinesas afete a indústria nacional e o comércio local, especialmente em regiões como o noroeste paulista, onde pequenas e médias empresas enfrentam concorrência acirrada.

No agronegócio, a demanda chinesa por lítio tem atraído investidores. Daniel Abdo, da Sigma Lithium, a maior empresa de lítio do Brasil, afirma que a principal mina da empresa em Araçuaí, Minas Gerais, tem estado “lotada de visitantes chineses”. Além disso, espera-se que o primeiro leilão de baterias do Brasil, previsto para dezembro, arrecade US$ 1,5 bilhão em investimentos em células projetadas para armazenar o excedente de energia de painéis solares e turbinas eólicas, e alimentar data centers.

Marcas chinesas no cotidiano brasileiro

Além dos investimentos, marcas chinesas têm buscado associar sua imagem a personalidades brasileiras. Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert são embaixadores da marca Geely no Brasil, movimento que visa aproximar a empresa do público local. A estratégia de marketing reflete a intenção das companhias chinesas de consolidar sua presença no mercado brasileiro, que se mostra cada vez mais receptivo a esses produtos.

Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial.

Perguntas Frequentes

Quanto as empresas chinesas investiram no Brasil em 2025?

Em 2025, empresas chinesas injetaram pelo menos US$ 6 bilhões em diferentes setores no Brasil.

Por que o Brasil pode ser inundado por produtos chineses segundo a Duquesa de Tax?

Segundo a Duquesa de Tax, o Brasil pode ser inundado por produtos chineses em meio ao tarifaço de Trump.

Qual foi o problema trabalhista envolvendo a BYD no Brasil em 2024?

Em 2024, a polícia brasileira resgatou mais de 160 trabalhadores chineses que viviam em condições precárias e recebiam salários baixíssimos na construção da fábrica da BYD na Bahia. A BYD afirmou desconhecer as condições e culpou uma subcontratada, alegando ter corrigido as irregularidades.

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