Petróleo despenca com oferta e temor de excesso global

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Petróleo despenca com oferta e temor de excesso global

Sentimento baixista domina o mercado

O mercado de petróleo enfrenta forte pressão baixista. A reabertura do Estreito de Ormuz e a retomada das exportações reacendem o temor de um excesso global da commodity. Apenas três meses após o principal benchmark físico atingir um recorde histórico, e poucas semanas depois de executivos alertarem sobre estoques criticamente baixos, o cenário mudou drasticamente.

Kitt Haines, chefe da área de petróleo da consultoria Energy Aspects, afirmou: “No momento, o sentimento dominante é baixista”. O excedente é visível tanto nas telas de negociação em Wall Street quanto nos superpetroleiros que cruzam os oceanos. O petróleo dos Emirados Árabes Unidos está viajando até os EUA e sendo oferecido inclusive para compradores no Havaí. Enquanto isso, um navio carregado com petróleo venezuelano navegou mais de 10 mil milhas até a costa da Índia e agora está parado há mais de duas semanas, sem comprador.

China reduz importações e aprofunda o excedente

A China cortou suas importações em cerca de 5 milhões de barris por dia em relação aos níveis pré-guerra e ainda não elevou as compras de forma relevante. Analistas do Citigroup, incluindo Francesco Martoccia, escreveram: “Os compradores chineses seguem visivelmente ausentes”. E completaram: “Sem uma retomada relevante da demanda chinesa, os barris adicionais despejados no mercado apenas aprofundam o excedente que está surgindo”.

Reservas estratégicas e possíveis recomposições

As liberações das reservas estratégicas de petróleo devem desacelerar para perto de zero no próximo mês, segundo a Agência Internacional de Energia. No entanto, alguns analistas esperam que governos passem rapidamente a recompor estoques. Essa medida adicionaria demanda e ajudaria a absorver parte do excedente.

Futuro depende de três fatores

O que vem pela frente provavelmente vai depender de três fatores: se o frágil acordo de paz vai se sustentar, se a Opep+ estará disposta a moderar a retomada da produção para defender os preços e, claro, da China. Jorge Leon, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy e ex-integrante do secretariado da Opep, afirma que a normalização dos fluxos em Ormuz vai impor questões difíceis ao grupo. Alguns acreditam que a perspectiva de preços bem mais baixos, à medida que produtores do Oriente Médio iniciarem um novo ciclo mensal de vendas nos próximos dias, pode atrair refinarias chinesas de volta ao mercado.

Perguntas Frequentes

Por que o petróleo está despencando?

A reabertura do Estreito de Ormuz e a retomada das exportações pressionam os preços, gerando temor de excesso global. Além disso, a China cortou importações em cerca de 5 milhões de barris por dia em relação aos níveis pré-guerra e ainda não elevou as compras de forma relevante, aprofundando o excedente.

Como a China influencia a queda do petróleo?

A China cortou importações em cerca de 5 milhões de barris por dia. Analistas do Citigroup afirmam que os compradores chineses seguem ausentes. Sem uma retomada relevante da demanda chinesa, os barris adicionais despejados no mercado aprofundam o excedente.

O que pode determinar o futuro dos preços do petróleo?

O futuro depende de três fatores: a sustentação do frágil acordo de paz, a disposição da Opep+ em moderar a retomada da produção para defender os preços e o comportamento da China. A normalização dos fluxos em Ormuz impõe questões difíceis ao grupo, e a perspectiva de preços mais baixos pode atrair refinarias chinesas de volta ao mercado.

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