Milhões de barris podem inundar mercado de petróleo da China

Crédito: InfoMoney
Cenário de superávit no horizonte
Milhões de barris podem inundar o mercado de petróleo, e a China é determinante na equação, de acordo com análise do JPMorgan. Refinarias da Ásia e da Europa conseguiram garantir suprimento suficiente para julho e agosto, reduzindo a necessidade de novas compras. Esse movimento já sinaliza um possível excesso de oferta nos próximos meses.
O JPMorgan projeta que o mercado começará a registrar superávit a partir de agosto. A expectativa é que os fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz se recuperem para cerca de 93% da capacidade normal, ampliando a disponibilidade global do produto. O principal risco, segundo o banco, é que o conflito tenha acelerado mudanças estruturais no comportamento do consumo.
Comportamento chinês sob análise
Segundo o JPMorgan, o comportamento da China será determinante para os preços globais do petróleo. O petróleo tipo Dubai está em um patamar historicamente atrativo para refinarias chinesas, mas o país permanece cauteloso. Autoridades chinesas avaliam se a retração representa uma reação temporária aos preços elevados ou uma mudança estrutural no padrão de consumo de energia do país.
O principal risco, aponta o banco, é que a economia chinesa se torne menos dependente do petróleo do que o mercado historicamente considerava. Ainda assim, o cenário-base do JPMorgan continua sendo de recuperação gradual da demanda chinesa. O banco observa sinais iniciais de retomada, como a reativação de parte da capacidade de produção de etileno, melhora das margens das plantas de desidrogenação de propano e estabilização do tráfego aéreo.
Projeções de demanda e importações
O JPMorgan projeta que a demanda chinesa por petróleo cairá cerca de 600 mil barris por dia em 2026. No entanto, a expectativa é que volte a crescer 800 mil barris por dia em 2027, com o consumo total ligeiramente superior ao observado em 2025. Essas projeções indicam uma trajetória de recuperação, ainda que com oscilações no curto prazo.
Com o início do ciclo de carregamentos de setembro, em agosto, as importações chinesas de petróleo devem começar a se recuperar. A recuperação é favorecida pela expectativa de redução dos preços oficiais de venda do petróleo produzido no Golfo Pérsico para a Ásia. A projeção é que as importações marítimas de petróleo da China subam para cerca de 9 milhões de barris por dia em setembro.
O aumento das importações marítimas de petróleo da China em setembro é de quase 2 milhões de barris por dia em relação aos níveis de maio. A projeção é que essas importações avancem para aproximadamente 10,5 milhões de barris por dia até o fim de 2026. Esse incremento gradual reforça a visão de que a demanda chinesa, embora volátil, mantém potencial de crescimento.
Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, o comportamento do mercado de petróleo impacta diretamente os custos de logística e insumos. Acompanhar as decisões chinesas e as projeções do JPMorgan pode ajudar na tomada de decisões estratégicas para os negócios locais.
Perguntas Frequentes
Qual é a projeção do JPMorgan para a demanda chinesa de petróleo em 2026 e 2027?
O JPMorgan projeta que a demanda chinesa por petróleo cairá cerca de 600 mil barris por dia em 2026 e voltará a crescer 800 mil barris por dia em 2027, com o consumo em 2027 ligeiramente superior ao de 2025.
Por que as importações chinesas de petróleo devem se recuperar em setembro?
Com o início do ciclo de carregamentos de setembro em agosto, as importações chinesas devem começar a se recuperar, favorecidas pela expectativa de redução dos preços oficiais de venda do petróleo do Golfo Pérsico para a Ásia.
Qual é o principal risco para o mercado de petróleo segundo o JPMorgan?
O principal risco é que o conflito tenha acelerado mudanças estruturais no comportamento do consumo, tornando a economia chinesa menos dependente do petróleo do que o mercado historicamente considerava.




























