Novo Tiguan 2024 ameaça SUVs chineses híbridos

Crédito: UOL
O mercado brasileiro de SUVs médios-grandes vive uma transformação desde 2023. Montadoras tradicionais perderam espaço para novas marcas chinesas. Dois segmentos puxam essa mudança: hatches elétricos de até R$ 150 mil e SUVs médios-grandes híbridos recarregáveis na tomada. Agora, a Volkswagen lança o novo Tiguan 2024, um veterano que promete reacender a concorrência.
Histórico do Tiguan no Brasil
O Tiguan não é novidade por aqui. Na geração anterior, o modelo era importado na versão Allspace, de sete lugares. Conquistou o brasileiro com espaço interno, tecnologia, dirigibilidade e motor de 220 cv. No auge, superava facilmente as mil unidades vendidas por mês. Havia uma demanda reprimida pelo produto, que fez grande sucesso no país.
No entanto, o carro deixou de ser importado. Quando voltou com leve reestilização, veio mais fraco, com apenas 184 cv. A tração integral por demanda foi substituída pela dianteira. Houve decepção, e o consumidor não aceitou o produto tão bem quanto a versão anterior. Agora, a nova geração chega para corrigir esses erros.
O que o novo Tiguan oferece
O Tiguan veio com muitos méritos. A tração 4×4 voltou, e o desempenho é fundamental: desta vez, temos um carro com motor 2.0 de 272 cv de potência. De 0 a 100 km/h, são pouco mais de 7 segundos. O carro veio do México e está disponível nas concessionárias brasileiras.
Globalmente, a nova geração já era conhecida e estava à venda na Europa. Agora, o modelo desembarca no Brasil para disputar um segmento aquecido.
Domínio chinês no segmento
Dois modelos chineses lideram as vendas de SUVs híbridos recarregáveis: o BYD Song Plus e o Haval H6. Em junho, o Song Plus vendeu 2.800 unidades, e o Haval H6, 3.500. É um grande triunfo para estreantes que custam cerca de R$ 300 mil. Ainda é um número modesto diante do potencial do mercado, mas suficiente para incomodar as marcas tradicionais.
O novo Tiguan custa entre R$ 30 mil e R$ 50 mil a mais que esses dois modelos, e sem ter eletrificação. Mesmo assim, a Volkswagen aposta que ainda há espaço para SUVs sem eletrificação no segmento que vem sendo dominado por modelos chineses.
Impacto potencial no mercado
Um carro veterano, que acaba de ser lançado em nova geração, pode representar uma ameaça para produtos como Haval H6 e Song Plus. Com mais unidades disponíveis – o que pode ocorrer, dependendo da demanda –, o Tiguan pode se tornar a pedra de veículos como Song e Haval, que estavam navegando com muita tranquilidade nesta categoria.
Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, a chegada do novo Tiguan representa uma opção a mais para frotas ou veículos corporativos. A concorrência acirrada pode beneficiar o consumidor com melhores condições de negócio. Resta saber se o apelo do motor a combustão e da tração 4×4 será suficiente para reverter a tendência de eletrificação.
Perguntas Frequentes
O novo Tiguan é um carro híbrido recarregável?
Não, o novo Tiguan não é eletrificado. Ele tem motor 2.0 de 272 cv e tração 4×4, mas não possui sistema híbrido recarregável.
Quanto custa o novo Tiguan em comparação com o Haval H6 e o Song Plus?
O novo Tiguan custa entre R$ 30 mil e R$ 50 mil a mais que o Haval H6 e o Song Plus, que são híbridos recarregáveis chineses.
Por que o novo Tiguan pode ser uma ameaça aos SUVs chineses recarregáveis?
O Tiguan tem desempenho superior (0 a 100 km/h em pouco mais de 7 segundos) e atende a uma demanda reprimida de consumidores que apreciavam a geração anterior. Com mais unidades disponíveis, pode competir com modelos como Song Plus e Haval H6, que dominavam o segmento.



























