Petroleiras estudam ir à Justiça contra imposto sobre exportação

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Petroleiras estudam ir à Justiça contra imposto sobre exportação

Petroleiras avaliam nova ação judicial

As grandes petroleiras que atuam no Brasil já acionaram escritórios de advocacia para avaliar uma ação na Justiça, com pedido de liminar, contra a resolução do Gecex que manteve o imposto sobre exportação de petróleo.

A avaliação preliminar das empresas é que caberia nova ação judicial questionando o caráter regulatório da cobrança. Na visão do setor, há fragilidade jurídica na medida adotada pelo governo.

Resolução anunciada na véspera do fim da MP

A resolução foi anunciada nesta quinta-feira (9), na véspera da perda de vigência da MP 1340, medida provisória que originou a cobrança e nunca foi apreciada pelo Congresso Nacional.

O governo argumenta que o imposto sobre a exportação de petróleo tem caráter regulatório, e não função arrecadatória, por isso não precisa de uma lei específica ou medida provisória.

De acordo com nota do MDIC, a decisão de manter o imposto com alíquota de 12% busca a continuidade de “condições adequadas de refino” do petróleo no país e uma proteção contra eventual desabastecimento de combustíveis.

Empresas questionam fundamentação

As petroleiras, no entanto, contestam essa justificativa. Elas afirmam que a decisão sobre um investimento em novas refinarias ou ampliação do parque existente envolve projetos de longo prazo, com cinco a dez anos de maturação, o que afastaria argumentos imediatistas.

Outro tema que tem sido objeto de conversas nas empresas é a incerteza regulatória, em um momento em que multinacionais do setor têm procurado novas fronteiras exploratórias para produzir, e o Brasil concorre com outros países na atração de investimentos.

Histórico de ações judiciais

Logo depois da publicação da MP 1340, cinco petroleiras — Shell, Repsol Sinopec, Total Energies, Equinor e Petrogal — chegaram a obter uma liminar em abril suspendendo a cobrança do imposto de exportação.

O TRF-2 manteve a decisão, em um primeiro momento, por entender que a União não demonstrou risco grave ou irreversível que justificasse a retomada imediata da cobrança.

No dia 17 de abril, porém, o presidente do TRF-2 cassou a liminar e restaurou a cobrança. As petroleiras estudam recorrer ao órgão especial do tribunal e, em paralelo, no STF.

Nova estratégia jurídica

O entendimento agora, no entanto, é que uma nova ação com pedido de liminar pode ser aberta contra a forma de aplicação do imposto — por resolução do Gecex e sem lei específica ou MP.

As empresas avaliam que essa base legal é frágil e pretendem questioná-la judicialmente. A medida, se concretizada, pode gerar novo capítulo na disputa entre o setor petrolífero e o governo federal.

Perguntas Frequentes

Por que as petroleiras estão estudando ir à Justiça contra o imposto sobre exportação de petróleo?

As petroleiras avaliam que a cobrança por resolução do Gecex, sem lei específica ou MP, tem fragilidade jurídica, e estudam nova ação judicial questionando o caráter regulatório do imposto.

Qual foi a decisão judicial anterior sobre o imposto de exportação de petróleo?

Em abril, cinco petroleiras obtiveram liminar suspendendo a cobrança, mantida pelo TRF-2 por entender que não havia risco grave. Porém, em 17 de abril, o presidente do TRF-2 cassou a liminar e restaurou a cobrança.

Qual é o argumento do governo para manter o imposto sobre exportação de petróleo?

O governo alega que o imposto tem caráter regulatório, não arrecadatório, e que a alíquota de 12% busca garantir condições adequadas de refino e evitar desabastecimento de combustíveis.

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