Reforma tributária: desafios para empresas de TI

Crédito: Correio do Povo
Empresas de tecnologia enfrentam desafios para adaptar sistemas à reforma tributária. A adequação dos sistemas às novas regras da reforma tributária tem sido um desafio para as empresas de tecnologia, diante de definições que ainda dependem de anúncios do governo federal. O Fórum Reforma Tributária vai receber especialistas em tecnologia para debater o tema, em um painel mediado pelo CEO da DBC Company e diretor da TiRS, Edgar Serrano.
Alíquotas de referência ainda indefinidas
Entre as definições pendentes estão as alíquotas de referência da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). A fonte não detalhou os percentuais ou prazos para divulgação. Essa indefinição dificulta o planejamento das empresas de tecnologia, que precisam ajustar seus sistemas para calcular corretamente os novos tributos. Sem os valores oficiais, os desenvolvedores trabalham com cenários provisórios, o que aumenta o risco de retrabalho.
Além disso, a falta de clareza sobre as regras de transição e creditamento gera incertezas para os clientes. Muitos empresários do comércio e da indústria no interior paulista, como em Araçatuba e Birigui, dependem dessas informações para projetar seus custos. A fonte não detalhou quando o governo deve anunciar as alíquotas definitivas.
Críticas à demora do Fisco
Edgar Serrano critica a demora do Fisco em disponibilizar os sistemas aos quais as empresas deverão se conectar. Segundo ele, sem acesso às interfaces oficiais, as companhias de tecnologia não conseguem desenvolver e testar as integrações necessárias. Isso pode comprometer o cumprimento dos prazos legais e gerar multas para os contribuintes.
Para as pequenas e médias empresas da região noroeste paulista, a falta de sistemas prontos representa um obstáculo adicional. Muitas não possuem equipes internas de TI e dependem de fornecedores locais, que também aguardam as definições do Fisco. A fonte não detalhou se há previsão para liberação dos sistemas.
Níveis desiguais de preparação entre clientes
Luciana Santos, gerente de Portfólio dos Produtos Fiscais da TOTVS, afirma que os clientes apresentam diferentes níveis de preparação: enquanto alguns acompanham de perto as mudanças, outros ainda não conhecem os impactos e as especificidades da reforma. Para esses últimos, ela alerta que é urgente iniciar o processo de adequação.
No comércio varejista de Araçatuba, por exemplo, muitos lojistas ainda não avaliaram como a reforma afetará seus preços e margens. A recomendação é buscar orientação de contadores e empresas de software para mapear os processos internos. A fonte não detalhou o percentual de clientes em cada estágio de preparação.
Painel “Sistemas sob pressão” no Fórum
No Fórum Reforma Tributária, a gerente projeta que o painel “Sistemas sob pressão” terá como foco as mudanças práticas para as empresas, o papel das companhias de tecnologia nesse processo e a importância de iniciar a adequação o quanto antes. O painel ocorrerá das 14h10 às 15h, com mediação de Edgar Serrano.
Além de Edgar Serrano e Luciana Santos, o painel terá como palestrante o coordenador de Serviços da CIGAM, Rodrigo Strassburger. A presença de representantes de diferentes portes de empresas de tecnologia promete um debate abrangente sobre os desafios técnicos e operacionais.
Programação completa do evento
O Fórum Reforma Tributária terá dois painéis principais. O primeiro, “Sistemas sob pressão”, abordará a corrida das empresas de tecnologia para adaptar o Brasil à nova realidade tributária. O segundo, das 15h às 16h, tratará do impacto real na economia gaúcha, com o tema “Quem ganha, quem perde e como os setores produtivos estão se preparando”.
Embora o foco do segundo painel seja a economia gaúcha, as discussões podem trazer insights relevantes para empresários de outras regiões, como o noroeste paulista. A fonte não detalhou se haverá transmissão online ou disponibilização de materiais após o evento.
Urgência para iniciar adequação
Diante do cenário de indefinições, os especialistas reforçam a necessidade de as empresas começarem a se preparar imediatamente. Isso inclui revisar cadastros de produtos, mapear operações interestaduais e avaliar impactos no fluxo de caixa. Para as PMEs, o apoio de associações comerciais e escritórios de contabilidade pode ser decisivo.
Em Araçatuba e cidades vizinhas, entidades como a ACIA (Associação Comercial e Industrial de Araçatuba) podem desempenhar um papel importante na disseminação de informações e na capacitação dos empresários. A fonte não detalhou se haverá ações específicas na região.
A reforma tributária representa uma mudança estrutural que exigirá investimentos em tecnologia e treinamento. As empresas que adiarem a adequação correm o risco de enfrentar dificuldades operacionais e financeiras quando as novas regras entrarem em vigor.
Perguntas Frequentes
Quais são os principais desafios que as empresas de tecnologia enfrentam para adaptar sistemas à reforma tributária?
As empresas de tecnologia enfrentam desafios devido a definições que ainda dependem de anúncios do governo federal, como as alíquotas de referência da CBS, e à demora do Fisco em disponibilizar os sistemas aos quais as empresas deverão se conectar.
Qual é o nível de preparação dos clientes em relação à reforma tributária, segundo a gerente da TOTVS?
Segundo Luciana Santos, gerente de Portfólio dos Produtos Fiscais da TOTVS, os clientes apresentam diferentes níveis de preparação: alguns acompanham de perto as mudanças, enquanto outros ainda não conhecem os impactos e as especificidades da reforma, sendo urgente iniciar o processo de adequação.
Quem são os participantes do painel ‘Sistemas sob pressão’ no Fórum Reforma Tributária?
O painel ‘Sistemas sob pressão’ será mediado por Edgar Serrano, diretor da TiRS by SEPRORGS, e terá como palestrantes Luciana Santos, gerente de Portfólio dos Produtos Fiscais da TOTVS, e Rodrigo Strassburger, coordenador de Serviços da CIGAM.




























