Retrofit avança em SP e no Rio com benefícios fiscais

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O retrofit — processo de modernização de prédios antigos sem alterar sua identidade — avança em São Paulo e no Rio de Janeiro, impulsionado por benefícios fiscais. A capital paulista estima investir até R$ 1 bilhão em unidades habitacionais. Os programas de retrofit se tornaram uma opção para a requalificação e a atração de novos moradores para os centros dessas cidades.

Incentivos fiscais impulsionam o mercado

Em São Paulo, desde 2021, a lei Programa Requalifica Centro estabelece incentivos para retrofits na área central. O arquiteto Falcão afirma que, sem os incentivos municipais, este mercado não conseguiria crescer nesse ritmo. A medida tem sido fundamental para viabilizar projetos que, de outra forma, seriam inviáveis economicamente.

O retrofit costuma lidar com ativos mais complexos, envolvendo patrimônio histórico, regularização, estruturas existentes e riscos que não aparecem em um terreno vazio. Por isso, os benefícios fiscais são essenciais para compensar os custos adicionais e estimular investimentos.

Exemplos de retrofit em São Paulo

A incorporadora e construtora Somauma é uma empresa responsável por retrofitar edifícios como o Virgínia, na região da Consolação, e o Edifício Tebas, no centro histórico de São Paulo. Esses projetos demonstram o potencial do retrofit para revitalizar áreas centrais. Falcão diz que há regiões fora dos centros tradicionais que também apresentam potencial para retrofitar prédios, incluindo Mooca, Brás, Bom Retiro, Penha e Santo Amaro.

Desafios e critérios técnicos

Outro ponto é a escolha do prédio e do formato do retrofit. Os antigos hotéis têm muita área comum, o que acaba dificultando a criação de projetos de retrofit que sejam viáveis economicamente. Para a conversão ser bem-sucedida, o prédio precisa ter uma taxa de áreas privativas acima de 60%. Esse critério é determinante para a viabilidade financeira dos empreendimentos.

Mudanças demográficas favorecem o retrofit

A mudança no perfil da população, com o envelhecimento e o aumento no número de pessoas que moram sozinhas, reforça a necessidade de as pessoas ficarem mais próximas de uma infraestrutura mais consolidada e com menos dependência de deslocamentos de carro. O retrofit atende a essa demanda ao oferecer moradias em regiões centrais bem servidas de serviços e transporte.

Retrofit também no mercado de casas

O retrofit também é uma opção para o mercado de casas. Robson Queiroz se especializou em retrofit de casas, com atuação em condomínios no interior paulista e, principalmente, em Alphaville, na Grande São Paulo. Existem muitas casas degradadas dentro desses condomínios, seja por conta de dificuldades financeiras, de famílias que perderam seu provedor ou de famílias que se desinteressam por aquele imóvel. O retrofit surge como alternativa para recuperar esses imóveis e valorizar os condomínios.

Com os benefícios fiscais e a demanda por moradias em áreas centrais, o retrofit se consolida como uma tendência no mercado imobiliário de São Paulo e Rio de Janeiro. A expectativa é que mais projetos sejam viabilizados, contribuindo para a requalificação urbana e a atração de novos moradores.

Perguntas Frequentes

Quanto a capital paulista estima investir em retrofit habitacional?

A capital paulista estima investir até R$ 1 bilhão em unidades habitacionais por meio de retrofit.

Qual lei municipal de São Paulo incentiva retrofits na área central desde 2021?

A lei Programa Requalifica Centro, em vigor desde 2021, estabelece incentivos para retrofits na área central de São Paulo.

Qual a taxa mínima de áreas privativas necessária para um retrofit de hotel ser viável?

Para a conversão ser bem-sucedida, o prédio precisa ter uma taxa de áreas privativas acima de 60%.

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