Petrobras: investimentos seguem focados em petróleo, diz Itaú BBA

Crédito: InfoMoney
O Itaú BBA mapeou as principais frentes que podem disputar a alocação de capital da Petrobras (PETR3;PETR4) nos próximos anos, em um momento em que a estatal acelerou a execução de projetos e ampliou o debate sobre novos investimentos. A análise surge em meio à aceleração de projetos e à ampliação das discussões sobre onde a companhia deve concentrar seus recursos. Para o Itaú BBA, porém, exploração e produção continuam no centro da estratégia da estatal.
Petróleo permanece no centro da estratégia
De qualquer forma, segundo o banco, as discussões deixaram de se concentrar apenas em exploração e produção e passaram a envolver combustíveis, fertilizantes, petroquímica, minerais críticos, etanol e uma possível volta à distribuição de combustíveis e gás liquefeito de petróleo (GLP). Essa ampliação do leque de opções reflete um cenário de maior diversificação, mas sem abandonar o foco principal. O petróleo, portanto, segue como pilar central da tese de investimento da companhia.
Refinaria de Mataripe entra no radar
A refinaria de Mataripe também está no radar. O Itaú BBA estima um valor entre US$ 1,5 bilhão e US$ 3 bilhões para o ativo, dependendo principalmente das premissas de utilização e margens de refino. A Petrobras vendeu a refinaria em 2021 por US$ 1,65 bilhão. Essa possível recompra indica o interesse da estatal em retomar ativos estratégicos no refino.
GLP e distribuição podem voltar ao portfólio
No GLP, a Petrobras também avalia oportunidades de reentrada após ter vendido o negócio de distribuição em 2020 por R$ 4 bilhões. O Itaú BBA estima a Ultragaz em aproximadamente R$ 7 bilhões como referência de valor para uma eventual operação no segmento. A volta ao setor de distribuição poderia ampliar a presença da estatal no mercado consumidor final.
Petroquímica: possível aporte bilionário na Braskem
A petroquímica é outra frente potencial. A Petrobras detém 47% do capital votante e 36,2% do capital total da Braskem. Segundo o Itaú BBA, em um cenário de aumento de capital em que a Petrobras mantenha sua participação atual, a companhia poderia precisar aportar cerca de US$ 2 bilhões. Esse montante reforça a relevância da petroquímica na estratégia de diversificação da estatal.
Capex acima do plano estratégico até 2028
O Itaú BBA estima que o capex da Petrobras alcance US$ 22,7 bilhões em 2027 e US$ 22 bilhões em 2028, acima dos US$ 21 bilhões e US$ 20,5 bilhões previstos no atual Plano Estratégico. Para 2029 e 2030, as estimativas do banco são de US$ 17,3 bilhões e US$ 16,1 bilhões, respectivamente. Os números indicam um ciclo de investimentos mais intenso no curto prazo, com desaceleração gradual nos anos seguintes.
Visão positiva e preço-alvo elevado
O Itaú BBA mantém uma visão positiva para a Petrobras (PETR3;PETR4), com recomendação de compra e a companhia entre suas principais escolhas no setor. O preço-alvo foi elevado de R$ 63 para R$ 64 por ação. O banco destaca a robustez operacional da estatal, com crescimento da produção, maior utilização das refinarias e redução dos custos de extração, fatores que ajudam a sustentar a geração de caixa mesmo em um cenário de normalização dos preços do petróleo.
Perguntas Frequentes
Quais são as principais áreas de investimento da Petrobras além de exploração e produção?
Além de exploração e produção, a Petrobras avalia investimentos em combustíveis, fertilizantes, petroquímica, minerais críticos, etanol e uma possível volta à distribuição de combustíveis e GLP.
Qual é a estimativa de capex da Petrobras para 2027 e 2028 segundo o Itaú BBA?
O Itaú BBA estima que o capex da Petrobras alcance US$ 22,7 bilhões em 2027 e US$ 22 bilhões em 2028, acima dos valores previstos no atual Plano Estratégico.
Qual é a recomendação e o preço-alvo do Itaú BBA para as ações da Petrobras?
O Itaú BBA mantém recomendação de compra para as ações da Petrobras (PETR3; PETR4), com preço-alvo elevado de R$ 63 para R$ 64 por ação.



























