Empresas fechadas na Argentina de Milei somam 32 mil

Crédito: UOL Notícias
Mais de 32 mil empresas deixaram de constar nos registros da Argentina desde que Javier Milei assumiu a Presidência do país, em dezembro de 2023. As informações foram divulgadas pelo jornal La Nacion, com base em dados oficiais. O levantamento aponta uma retração consistente no número de empregadores, refletindo o cenário econômico desafiador enfrentado pelo setor produtivo argentino.
Queda acumulada em 18 meses consecutivos
A Argentina registrou 32.290 empregadores a menos desde o fim de 2023. Apenas entre junho e julho deste ano, foram 948 registros a menos. O país acumula 18 meses consecutivos de queda no número de empregadores, evidenciando uma tendência persistente de fechamento de empresas e redução da atividade formal.
O total de julho é o menor desde 2007, segundo a série histórica. Em dezembro de 2023, a Argentina tinha 480.067 empregadores registrados. A fonte não detalhou o número absoluto atual, mas a diferença acumulada indica um recuo significativo no tecido empresarial do país.
Essa sequência de quedas mensais sugere que o ambiente de negócios permanece pressionado, com impacto direto na capacidade de manutenção de empresas ativas. A transição para um novo modelo econômico, com ajustes fiscais e desregulamentação, tem gerado efeitos colaterais no curto prazo.
Impacto no emprego formal privado
A diminuição no número de empregadores ocorre em paralelo à redução dos postos de trabalho formais na Argentina. Dados do Sistema Integrado Previdenciário Argentino (SIPA) indicam que o setor privado perdeu cerca de 121 mil empregos formais em junho, na comparação com o mesmo mês de 2025.
Esse dado reforça a conexão entre o fechamento de empresas e a destruição de vagas com carteira assinada. Quando um empregador deixa de operar, os postos de trabalho vinculados a ele tendem a desaparecer, ampliando o impacto social e econômico.
Para empresários e comerciantes, especialmente os de pequeno e médio porte, a conjuntura argentina serve de alerta sobre os riscos de políticas de ajuste brusco. A experiência do país vizinho pode oferecer lições sobre a importância de medidas de transição que preservem o tecido produtivo.
Relevância para o interior paulista
Embora o fenômeno seja argentino, seus efeitos podem reverberar em regiões como Araçatuba e o noroeste paulista, que mantêm laços comerciais com o país vizinho. A retração do mercado argentino pode afetar exportações de produtos industriais e agropecuários, impactando empresas locais que dependem desse fluxo.
Além disso, a instabilidade econômica na Argentina pode influenciar decisões de investimento e parcerias comerciais na região. Entidades como ACSP, CDL e Sebrae podem monitorar o cenário para orientar associados sobre riscos e oportunidades no comércio exterior.
A fonte não detalhou projeções futuras, mas a manutenção da tendência de queda pode exigir adaptações estratégicas por parte de empresas brasileiras com exposição ao mercado argentino.
Contexto econômico e perspectivas
O governo Milei implementou um programa de ajuste fiscal e desregulamentação desde o início da gestão. A redução no número de empregadores pode ser interpretada como parte do processo de reestruturação econômica, embora os custos sociais sejam evidentes.
Especialistas consultados pela fonte não emitiram opiniões conclusivas sobre a duração desse ciclo. No entanto, a série histórica de 18 meses consecutivos de queda indica que a recuperação ainda não se materializou no curto prazo.
Para o público empresarial, o caso argentino ilustra como mudanças estruturais podem gerar volatilidade no ambiente de negócios. Acompanhar indicadores como número de empregadores e empregos formais é essencial para antecipar tendências e ajustar planejamentos.
A fonte não detalhou medidas de mitigação adotadas pelo governo argentino para conter o fechamento de empresas. O foco permanece na divulgação dos dados e na análise da trajetória recente.
Perguntas Frequentes
Quantas empresas deixaram de operar na Argentina desde o início do governo Milei?
Mais de 32 mil empresas deixaram de constar nos registros da Argentina desde dezembro de 2023, totalizando 32.290 empregadores a menos.
Qual é a tendência recente no número de empregadores na Argentina?
O país acumula 18 meses consecutivos de queda no número de empregadores, com 948 registros a menos apenas entre junho e julho de 2024.
Como a redução de empresas afetou o emprego formal na Argentina?
O setor privado perdeu cerca de 121 mil empregos formais em junho de 2024, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o SIPA.




























