Banco aponta 2 fatores que limitam correção de ativos no Brasil

0
6
Banco vê 2 fatores que limitam correção ativos Brasil

O banco suíço UBS divulgou nesta segunda-feira (26) um relatório no qual afirma esperar uma reversão de parte do rali recente dos ativos brasileiros após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, a instituição identifica dois fatores capazes de limitar uma correção mais profunda no mercado. O documento foi publicado logo após o resultado final das eleições.

Segundo o UBS, o primeiro fator é a composição do Congresso Nacional. O banco avalia que um Legislativo de inclinação à direita tende a impor limites à atuação do Executivo. Na avaliação da instituição, essa composição pode funcionar como um contrapeso para a política econômica do novo governo.

O UBS considera que um Legislativo mais à direita deve restringir a capacidade de ação do Executivo, reduzindo o risco de uma deterioração mais profunda das condições fiscais. Esse cenário, de acordo com o banco, pode evitar que os ativos brasileiros sofram perdas mais acentuadas.

Congresso como contrapeso fiscal

O relatório destaca que a presença de um Congresso de inclinação à direita pode atuar como um freio a medidas que ampliem o desequilíbrio das contas públicas. Para o UBS, essa dinâmica institucional tende a reduzir a probabilidade de uma piora fiscal significativa.

O banco não detalhou quais políticas específicas poderiam ser contidas pelo Legislativo, mas ressaltou que o equilíbrio de forças tende a moderar o ímpeto do Executivo. A fonte não detalhou projeções numéricas para o impacto fiscal.

Esse fator aparece no relatório como um dos elementos que podem limitar a intensidade da correção dos ativos brasileiros. A avaliação considera o ambiente político como um amortecedor para eventuais excessos.

Relevância estratégica do Brasil

O segundo fator apontado pelo UBS é a crescente relevância estratégica do Brasil na economia global. Segundo o banco, a importância do país em áreas como minerais críticos e manufatura avançada pode continuar atraindo investimento estrangeiro.

Esse fluxo, na avaliação do UBS, pode ajudar a amortecer parte da pressão sobre os ativos locais mesmo em um ambiente de maior incerteza fiscal. A posição do Brasil como fornecedor de insumos essenciais para a transição energética e tecnológica é vista como um suporte estrutural.

O banco não especificou quais minerais ou setores da manufatura avançada teriam maior potencial de atração de capital. A fonte não detalhou valores ou projeções de investimento estrangeiro.

Esse fator aparece no relatório divulgado hoje, logo após o resultado final das eleições, como um dos elementos que podem limitar a intensidade da correção dos ativos brasileiros.

Cenário-base ainda é de correção

Apesar desses fatores, o cenário-base do UBS continua sendo de correção após o forte movimento observado desde o primeiro turno. O banco afirma que ações, real e juros podem voltar para níveis mais próximos dos registrados antes da primeira votação.

Há possibilidade de desempenho temporariamente pior do que esses patamares, segundo o relatório. A instituição não detalhou a magnitude esperada para essa correção.

Para empresários e comerciantes da região de Araçatuba, a perspectiva de volatilidade nos mercados pode influenciar decisões de investimento e custos de crédito. A fonte não detalhou impactos setoriais específicos.

Perguntas Frequentes

Quais são os dois fatores que o UBS aponta como capazes de limitar uma correção mais profunda nos ativos brasileiros após a reeleição de Lula?

O UBS destaca a composição do Congresso com inclinação à direita, que tende a impor limites à atuação do Executivo, e a crescente relevância estratégica do Brasil em minerais críticos e manufatura avançada, que pode continuar atraindo investimento estrangeiro.

Como a composição do Congresso pode influenciar a política econômica do novo governo, segundo o UBS?

O UBS avalia que um Legislativo de inclinação à direita tende a funcionar como um contrapeso, restringindo a capacidade de ação do Executivo e reduzindo o risco de uma deterioração mais profunda das condições fiscais.

Qual é o cenário-base do UBS para os ativos brasileiros após o forte movimento desde o primeiro turno?

O cenário-base do UBS é de correção, com ações, real e juros podendo voltar para níveis mais próximos dos registrados antes da primeira votação, com possibilidade de desempenho temporariamente pior do que esses patamares.

Fonte

Leave a reply