IA nas empresas: adoção cresce, mas lucro estagna

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IA nas empresas: adoção cresce, mas lucro estagna

O sentimento em relação à inteligência artificial entre os americanos permanece negativo, conforme o novo índice mensal da Axios com a CivicScience, que registrou 41,8 pontos em uma escala de 0 a 100 em outubro. A pesquisa, que ouviu mais de 7.300 adultos pela internet entre 1º e 26 de outubro, será divulgada na primeira sexta-feira de cada mês a partir de dezembro. Apesar desse ceticismo, as empresas continuam investindo na tecnologia, especialmente em agentes de programação que automatizam a criação de software.

Essa dualidade entre percepção pública e adoção empresarial é um dos pontos centrais dos dados mais recentes. Enquanto o consumidor comum ainda vê a IA com desconfiança, o setor produtivo avança na implementação de ferramentas que prometem reduzir custos e aumentar a eficiência. A seguir, detalhamos os principais números e o que eles significam para o ambiente de negócios.

Empresas trocam compras por desenvolvimento interno

Cerca de uma em cada três empresas deixou de comprar pelo menos um software ou função porque agentes de programação — sistemas de IA que escrevem e testam código sozinhos — permitiram construir a ferramenta dentro de casa. O dado é da pesquisa State of AI, da McKinsey, realizada com 1.719 executivos. Essa substituição é mais comum nos setores de tecnologia (41%) e saúde (39%), seguidos por serviços profissionais e energia, ambos com 38%.

Para as empresas, essa mudança representa uma oportunidade de reduzir despesas com licenças e personalizar soluções de acordo com suas necessidades específicas. No entanto, também exige investimentos em capacitação e infraestrutura para que os agentes de IA sejam utilizados de forma eficaz. A fonte não detalhou os valores envolvidos nessa economia.

Grandes empresas aceleram uso de agentes

Entre empresas com receita acima de US$ 1 bilhão, a fatia que usa agentes de IA em escala em pelo menos uma área saltou de 27% para 40% em um ano. Já nas empresas menores, o percentual ficou estável em 22%. Essa diferença sugere que organizações de maior porte têm mais recursos para implementar e escalar essas tecnologias, enquanto as pequenas e médias ainda enfrentam barreiras.

Para o comércio e a indústria do interior paulista, onde predominam empresas de menor porte, o cenário exige atenção. A estabilidade na adoção entre as menores pode indicar falta de acesso a capital ou conhecimento técnico, o que pode ampliar a distância competitiva em relação às grandes corporações. A fonte não detalhou os motivos dessa estagnação.

Impacto nos lucros ainda é limitado

Apesar do avanço na adoção, apenas 37% das empresas atribuem algum impacto nos lucros à IA, o mesmo patamar do ano anterior. Esse número revela que, por enquanto, a tecnologia ainda não se traduziu em ganhos financeiros significativos para a maioria das organizações. A estabilidade nesse indicador contrasta com o aumento do uso de agentes em grandes empresas.

Especialistas apontam que a captura de valor da IA pode levar tempo, pois exige reestruturação de processos e mudanças culturais. Para os empresários da região noroeste paulista, isso significa que a adoção deve ser planejada com foco em eficiência operacional antes de se esperar retorno imediato. A fonte não detalhou os setores com maior impacto nos lucros.

O que isso significa para os negócios locais

Os dados apresentados têm implicações diretas para empresas de Araçatuba, Birigui, Penápolis, Andradina e Mirandópolis. A possibilidade de desenvolver softwares internamente com agentes de IA pode reduzir custos com fornecedores externos, mas exige investimento em treinamento e infraestrutura. Além disso, a estagnação na adoção entre pequenas empresas sugere que há espaço para iniciativas de capacitação e incentivo por parte de entidades como ACSP, CDL e Sebrae.

Para o comércio local, a IA pode ser uma ferramenta para otimizar estoques, personalizar atendimento e automatizar tarefas administrativas. No entanto, é fundamental que os empresários avaliem o custo-benefício e busquem apoio técnico para implementar soluções adequadas ao seu porte. A fonte não detalhou casos específicos na região.

Perspectivas e desafios

O cenário atual mostra que a IA nas empresas está em um momento de transição: a adoção cresce, mas os resultados financeiros ainda não aparecem de forma consistente. Para as grandes corporações, o uso de agentes em escala já é uma realidade em expansão. Para as pequenas e médias, o desafio é superar barreiras de acesso e conhecimento para não ficarem para trás.

À medida que o índice de sentimento sobre IA for divulgado mensalmente, será possível acompanhar como a percepção pública evolui e se isso influencia as decisões empresariais. Por ora, os números indicam que a tecnologia veio para ficar, mas seu impacto econômico ainda está em construção. A fonte não detalhou projeções futuras.

Perguntas Frequentes

Qual é o índice de sentimento sobre IA nos EUA em outubro de 2024?

O índice mensal de sentimento sobre IA da Axios com a CivicScience ficou em 41,8 numa escala de 0 a 100, indicando uma visão negativa sobre a tecnologia.

Quantas empresas deixaram de comprar software por causa de agentes de programação de IA?

Cerca de uma em cada três empresas deixou de comprar pelo menos um software ou função porque agentes de programação permitiram construir a ferramenta internamente, segundo pesquisa da McKinsey com 1.719 executivos.

Qual a porcentagem de empresas que usam agentes de IA em escala e como isso varia por tamanho?

Entre empresas com receita acima de US$ 1 bilhão, a fatia que usa agentes de IA em escala em pelo menos uma área saltou de 27% para 40% em um ano; nas menores, ficou estável em 22%.

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