Mercado imobiliário para 50+: adaptação de moradias

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O envelhecimento acelerado da população começa a mudar o mercado imobiliário nacional. Depois de décadas voltadas para famílias com filhos pequenos, incorporadoras investem em apartamentos, condomínios e serviços destinados a pessoas de 50, 60 e 70 anos. A tendência, conhecida como “aging in place”, define a possibilidade de envelhecer na própria casa com segurança e independência.

Mudança de perfil e demandas

Com famílias menores, mais divórcios e aumento da expectativa de vida, cresce o número de pessoas que voltam a repensar a moradia. Muitos trocam imóveis grandes por apartamentos menores. Outros buscam bairros e cidades onde seja possível resolver a rotina a pé. A velocidade da mudança tem surpreendido até empresas especializadas em moradia para idosos.

No Rio Grande do Sul, estado que envelhece mais rapidamente que a média nacional, o empresário Luciano Zuffo, que desenvolve projetos imobiliários voltados para idosos, viu as premissas do negócio serem revistas em poucos anos. “Quando montamos a operação, os estudos indicavam que cerca de 80% dos moradores seriam acamados. Hoje, 75% dos nossos moradores são totalmente independentes, ativos e autônomos”, afirma Luciano Zuffo.

Tecnologia e segurança

Sensor de monitoramento, tecnologia para detecção de queda e áreas de lazer adaptadas são valorizados. A preocupação vai além das quedas. Projetos mais recentes passaram a incorporar espaços voltados à estimulação cognitiva e à convivência social, dois fatores cada vez mais associados ao envelhecimento saudável.

Segundo Milton Bigucci Junior, diretor técnico da MBigucci, entre os espaços mais procurados estão hortas elevadas, spas, academias, quadras de beach tênis, minimercados e áreas de descanso integradas ao paisagismo.

Exemplo prático no ABC

O securitário Milton Torrez Moran, 56, morou décadas na casa construída sobre a laje do sogro e decidiu que era hora de ter um imóvel pensado para a próxima etapa da vida. Ele e a esposa, Mercês Celia Barbosa, também com 56 anos, buscaram um condomínio em Santo André (ABC paulista). “Nossa ideia era encontrar um local em que pudéssemos ter praticidade, ir ao mercado andando, ter uma padaria perto e levar uma vida menos estressante”, disse Milton Torrez Moran.

Para o engenheiro civil Norton Mello, especialista em longevidade, um dos maiores equívocos é acreditar que uma moradia preparada para o envelhecimento se resume a barras de apoio e corredores mais largos. A preocupação vai além das quedas, abrangendo aspectos cognitivos e sociais.

Essa transformação no mercado imobiliário reflete uma demanda crescente por moradias que atendam às necessidades de uma população que envelhece com mais saúde e autonomia. Para empresários e profissionais da região noroeste paulista, o movimento sinaliza oportunidades de negócio em um segmento em expansão.

Perguntas Frequentes

Quais características são valorizadas em moradias para pessoas com mais de 50 anos?

Sensor de monitoramento, tecnologia para detecção de queda e áreas de lazer adaptadas são valorizados. Além disso, projetos recentes incorporam espaços para estimulação cognitiva e convivência social, como hortas elevadas, spas, academias e quadras de beach tênis.

O que é a tendência ‘aging in place’ e como ela influencia o mercado imobiliário?

A tendência ‘aging in place’ define a possibilidade de envelhecer na própria casa com segurança e independência. Com famílias menores, mais divórcios e aumento da expectativa de vida, cresce o número de pessoas que repensam a moradia, trocando imóveis grandes por apartamentos menores ou buscando bairros onde seja possível resolver a rotina a pé.

Como o perfil dos moradores de empreendimentos para idosos mudou no Rio Grande do Sul?

No Rio Grande do Sul, o empresário Luciano Zuffo viu as premissas do negócio serem revistas: inicialmente, estudos indicavam que cerca de 80% dos moradores seriam acamados, mas hoje 75% são totalmente independentes, ativos e autônomos.

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