Exportações Brasil EUA 2025: participação dos EUA cai ao menor nível desde 1997

Crédito: Brasil 247
A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu para 9,4% no primeiro semestre de 2025, o menor nível desde 1997. O dado reflete o impacto do tarifaço imposto pelo governo americano, que reduziu a fatia dos EUA nas vendas externas do Brasil ao menor patamar em quase três décadas.
Queda no fluxo comercial bilateral
O fluxo total de comércio entre Brasil e Estados Unidos caiu 12,8% no primeiro semestre, para US$ 36,4 bilhões, segundo dados oficiais. A retração foi puxada principalmente pelas exportações de itens sobretaxados, que recuaram 16,6% no período. Mesmo os produtos que não foram alvo direto das medidas comerciais tiveram queda de 8,7%, indicando um efeito generalizado sobre as vendas brasileiras.
Esse cenário preocupa empresários e exportadores, especialmente em regiões como o noroeste paulista, onde setores como o agronegócio e a indústria de calçados dependem do mercado americano. A redução nas exportações pode impactar o emprego formal e a receita de pequenas e médias empresas.
Recuperação pontual em junho
Apesar do quadro negativo, junho trouxe sinais pontuais de recuperação nas exportações brasileiras para os Estados Unidos. Após dez meses consecutivos de queda, o valor vendido ao país cresceu 3,7% no mês passado. No entanto, em volume, ainda houve retração, o que sugere que a melhora pode ter sido influenciada por preços mais altos ou por embarques de produtos de maior valor agregado.
Especialistas avaliam que a recuperação ainda é frágil e pode não se sustentar caso novas tarifas sejam aplicadas. O Representante Comercial dos Estados Unidos avalia a possibilidade de aplicar tarifas adicionais contra o Brasil a partir do dia 15, o que poderia agravar ainda mais o cenário.
Impacto no comércio do interior paulista
Para a região de Araçatuba, Birigui e cidades vizinhas, a queda nas exportações para os EUA representa um desafio adicional. Muitas empresas locais, especialmente dos setores calçadista e de alimentos processados, têm os Estados Unidos como um dos principais destinos de suas vendas. A redução na demanda americana pode levar a ajustes na produção e até mesmo a demissões, caso o quadro não se reverta.
Entidades como a Associação Comercial e Industrial de Araçatuba (ACIA) monitoram de perto a situação e orientam os empresários a diversificar mercados. A dependência excessiva de um único parceiro comercial, como os EUA, expõe as empresas a riscos cambiais e tarifários.
Perspectivas e incertezas
O cenário para o segundo semestre é de incerteza. A possibilidade de novas tarifas americanas, combinada com a lenta recuperação econômica global, pode manter a participação dos EUA nas exportações brasileiras em níveis historicamente baixos. Por outro lado, a melhora pontual em junho, ainda que modesta, traz alguma esperança de que o pior já passou.
Empresários e analistas aguardam os próximos desdobramentos das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Enquanto isso, a recomendação é buscar novos mercados e reduzir a exposição a riscos tarifários.
Perguntas Frequentes
Qual foi a participação dos EUA nas exportações brasileiras no primeiro semestre de 2025?
A participação dos EUA nas exportações brasileiras caiu para 9,4% no primeiro semestre de 2025, o menor nível desde 1997.
Como o tarifaço afetou o comércio entre Brasil e EUA?
O fluxo total de comércio entre Brasil e EUA caiu 12,8% no primeiro semestre, para US$ 36,4 bilhões. As exportações de itens sobretaxados recuaram 16,6%, enquanto produtos não alvo direto tiveram retração de 8,7%.
Houve alguma recuperação nas exportações brasileiras para os EUA em junho?
Sim, após dez meses consecutivos de queda, as exportações brasileiras para os EUA cresceram 3,7% em junho, embora em volume ainda tenha havido retração.




























