Lula promete comprar distribuidora de combustíveis se reeleito

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Lula promete comprar distribuidora de combustíveis se reeleito

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que, em um eventual novo mandato, pretende adquirir uma distribuidora de combustíveis. A declaração foi dada durante entrevista, na qual o petista também criticou a privatização da BR Distribuidora, hoje denominada Vibra Energia S.A. Segundo Lula, a operação ajudaria no controle de preços dos derivados de petróleo.

O chefe do Executivo destacou que o governo já desembolsa cerca de R$ 47 bilhões em subsídios para evitar que os preços da gasolina e do óleo diesel cheguem integralmente ao consumidor. “Nós estamos pagando R$ 47 bilhões de subsídios para não deixar o preço da gasolina e do óleo diesel chegarem ao seu bolso. Para não chegar no preço do feijão”, declarou.

Críticas à privatização da BR Distribuidora

Lula voltou a criticar a venda do controle da BR Distribuidora, realizada em 2019, durante o governo anterior. A empresa, que passou a se chamar Vibra Energia, é hoje uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país. Para o presidente, a desestatização retirou do Estado um instrumento relevante de política de preços.

Na visão do mandatário, a recompra de uma distribuidora permitiria ao governo atuar de forma mais direta na contenção de oscilações. A fonte não detalhou, contudo, como seria viabilizada a aquisição nem qual empresa seria alvo. A declaração sinaliza uma possível mudança na estratégia de atuação estatal no setor de downstream.

Guerras e impacto nos preços globais

O presidente relacionou a pressão sobre os combustíveis a um “problema extra-Brasil”, citando as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Ele atribuiu parte da escalada às ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “O Trump foi se meter a matar o [então líder supremo do Irã, Ali] Khamenei e disse ao mundo: ‘Acabou a guerra’. Não, a guerra começou. Porque ele [Trump] não tinha noção da existência do estreito de Ormuz. Ele não tinha noção de que o preço do combustível ia subir”, afirmou.

Lula também comentou que Trump, “muitas vezes, não fala nada com nada”. A declaração foi feita quando o petista avaliava eventual interferência americana no resultado da eleição brasileira. Apesar das críticas, Lula disse não acreditar que Trump deixe de reconhecer o pleito caso ele seja reeleito.

Relação entre chefes de Estado

Questionado sobre a possibilidade de intervenção dos EUA na eleição brasileira, Lula afirmou que o Brasil está preparado para lidar com a situação. Ele ressaltou que a relação entre presidentes transcende divergências ideológicas. “Eu não me preocupo com isso, porque a relação entre chefes de Estado é uma coisa diferente da relação pessoal, da relação ideológica, da relação política, ou seja, eu não olho um presidente de um país, se ele é de esquerda ou de direita ou de centro.

[…] Mas ele tem me tratado com respeito e eu trato ele, como presidente dos Estados Unidos, com respeito”, disse.

Para empresários e comerciantes do noroeste paulista, a eventual compra de uma distribuidora pelo governo pode trazer reflexos na cadeia de suprimentos e na formação de preços dos combustíveis, insumo essencial para logística e produção. A fonte não detalhou prazos ou modelos de negócio para a operação.

Perguntas Frequentes

O que Lula prometeu fazer em relação à distribuição de combustíveis se for reeleito?

Lula prometeu comprar uma distribuidora de combustíveis em eventual novo mandato, criticando a privatização da BR Distribuidora (atual Vibra Energia S.A.).

Qual o valor dos subsídios que o governo paga para segurar o preço dos combustíveis, segundo Lula?

Segundo Lula, o governo paga R$ 47 bilhões em subsídios para evitar que o preço da gasolina e do óleo diesel cheguem ao consumidor final.

Como Lula relaciona as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio ao preço dos combustíveis?

Lula afirmou que as guerras são um “problema extra-Brasil” e criticou Trump por não ter noção da existência do estreito de Ormuz, o que teria contribuído para a alta do preço do combustível.

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