Pix em disputa de controle do trilho do dinheiro

Crédito: Folha de S.Paulo
O Pix, sistema de pagamento instantâneo que revolucionou as transações financeiras no Brasil, está no centro de uma disputa pelo controle do trilho do dinheiro. O embate tem origem na guerra comercial e envolve influência geopolítica e soberania digital e monetária. Lançado em 2020, o Pix conta com mais de 170 milhões de usuários cadastrados, aproximadamente 80% da população, e se consolidou como infraestrutura crítica nacional.
Disputa vai além dos intermediários
A disputa não é só sobre intermediários financeiros, como bandeiras de cartão, mas também sobre poder. Meios de pagamento são instrumentos geopolíticos de poder. Os americanos querem manter controle sobre os sistemas de pagamento pelo mundo por influência geopolítica. A possibilidade de países criarem suas próprias redes de pagamento reduz a capacidade do governo americano de aplicar regras extraterritoriais.
Pix como ativo de soberania
No Brasil, o Pix é uma infraestrutura crítica e um ativo de soberania regulatória digital. O Pix é gerido pelo Banco Central, não é empresa pública nem privada. Trata-se de uma infraestrutura pública de mercado aberta, regulada e usada por bancos, fintechs, empresas de cartão e adquirentes. Após o governo Trump confirmar tarifa de 25%, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, comparou o Pix ao saneamento básico.
Expansão do uso de cartões
O uso de cartões cresceu no Brasil com a expansão do Pix. Em 2025, os cartões movimentaram R$ 4,5 trilhões no rastro da expansão do Pix. O crescimento dos cartões em 2025 foi de 10,1%, segundo a Abecs. Foram 48,1 bilhões de operações com cartões em 2025. O Pix facilitou a bancarização e o uso de cartões no Brasil.
Alternativas e geopolítica
Garibaldi destaca a importância de países terem alternativas, citando a Suécia que reintroduziu cédulas após a guerra da Ucrânia. A possibilidade de países criarem suas próprias redes de pagamento reduz a capacidade do governo americano de aplicar regras extraterritoriais. Para empresários de Araçatuba e região noroeste paulista, o Pix representa não apenas eficiência, mas também autonomia frente a pressões externas.
Perguntas Frequentes
Por que o Pix está em disputa de controle do trilho do dinheiro?
O Pix está em disputa de controle porque o embate tem origem na guerra comercial e envolve influência geopolítica e soberania digital e monetária. Os americanos querem manter controle sobre os sistemas de pagamento pelo mundo por influência geopolítica, e a possibilidade de países criarem suas próprias redes reduz a capacidade do governo americano de aplicar regras extraterritoriais.
Como o Pix influenciou o uso de cartões no Brasil?
O Pix facilitou a bancarização e o uso de cartões no Brasil. Em 2025, os cartões movimentaram R$ 4,5 trilhões no rastro da expansão do Pix, com crescimento de 10,1% e 48,1 bilhões de operações, segundo a Abecs.
O Pix é uma infraestrutura pública ou privada?
O Pix é uma infraestrutura pública de mercado aberta, regulada e usada por bancos, fintechs, empresas de cartão e adquirentes. É gerido pelo Banco Central, não é empresa pública nem privada, e é considerado uma infraestrutura crítica e um ativo de soberania regulatória digital.




























