Turistas chineses usam Pix para pagar com QR code no Brasil

Crédito: CPG Click Petróleo e Gás
A China conectou seus aplicativos de pagamento ao Pix, permitindo que turistas chineses paguem por QR code em 15 milhões de estabelecimentos habilitados no Brasil. Além disso, o projeto-piloto já está em operação e conecta a maior rede de pagamentos da China aos estabelecimentos brasileiros.
Assim sendo, a iniciativa resulta da cooperação entre o Banco Central do Brasil e o Banco Popular da China, e foi anunciada pela UnionPay International em conjunto com o Consulado-Geral da China no Rio de Janeiro.
Como funciona o pagamento de turistas chineses via Pix?
Na prática, o turista escaneia o código na maquininha com o mesmo aplicativo que já usa na China. Do outro lado, o lojista recebe o valor em reais, sem precisar se preocupar com câmbio ou conversão. Dessa forma, a transação utiliza a infraestrutura brasileira, mantendo a simplicidade do Pix para o estabelecimento. Ou seja, o processo é idêntico ao de um pagamento local, mas com aplicativo estrangeiro.
Lojista não precisa de adaptação
Para o comerciante, nada muda: não é preciso instalar equipamento novo, contratar serviço adicional ou aderir a plataforma estrangeira. Além disso, o QR code exibido é o mesmo já gerado hoje, e a rede utilizada continua sendo a brasileira. Consequentemente, a adaptação é zero para quem já opera com Pix no dia a dia.
A chegada dos turistas chineses não exige qualquer alteração no ponto de venda. Além disso, o lojista continua usando a mesma maquininha ou cartaz de QR code, sem precisar sequer identificar o cliente estrangeiro. Dessa forma, a integração acontece nos bastidores, no nível das plataformas de pagamento.
Essa característica é vista como essencial para a adesão do pequeno e médio varejo. Assim sendo, sem custo adicional e sem burocracia, qualquer estabelecimento habilitado no Pix passa automaticamente a poder receber pagamentos de aplicativos chineses.
15 milhões de estabelecimentos já aptos a receber
O Pix chega a cerca de 15 milhões de estabelecimentos no Brasil. Portanto, todos os habilitados passam automaticamente a poder receber esse tipo de pagamento sem providência do lojista. Em outras palavras, a base já está pronta para atender os visitantes internacionais.
Vale destacar que a integração não significa que cidadãos chineses passarão a operar o Pix diretamente com chave cadastrada e conta brasileira. Ou seja, a fase inicial do serviço é limitada a clientes do aplicativo próprio da UnionPay e usuários de aplicativos de bancos comerciais chineses conectados à plataforma de pagamento da rede. Ademais, essa arquitetura escalonada é comum em integrações financeiras transfronteiriças, permitindo que o serviço seja expandido gradualmente conforme a maturidade da operação.
Cooperação entre bancos centrais
A operação resulta da cooperação entre o Banco Central do Brasil e o Banco Popular da China. Além disso, o anúncio foi feito pela UnionPay International em conjunto com o Consulado-Geral da China no Rio de Janeiro.
Para a UnionPay, o projeto representa a criação de um canal de pagamento transfronteiriço entre as duas maiores economias emergentes de seus respectivos hemisférios. Ademais, observadores do setor tratam o piloto como marco no esforço da companhia para ampliar interoperabilidade internacional.
A estrutura escalonada adotada nesta primeira fase é um indicativo de que novas expansões podem ser gradualmente incorporadas, sempre respeitando a regulamentação local. Além disso, o projeto contou com articulação diplomática e técnica, reunindo autoridades monetárias dos dois países. Dessa forma, a união de esforços entre o Banco Central do Brasil e o Banco Popular da China evidencia a prioridade do tema na agenda bilateral.
Novas oportunidades para o comércio no noroeste paulista
Para os negócios do noroeste paulista, o efeito é prático: quem já oferece Pix está automaticamente apto a receber chineses. Ou seja, não é preciso cadastro extra, contrato adicional ou equipamento novo.
A maior rede de pagamentos da China está, agora, conectada ao mercado brasileiro, abrindo portas para um fluxo turístico que já é relevante em várias regiões do estado. O comércio da região, portanto, ganha um novo canal de vendas sem precisar mudar sua rotina.
Em resumo, a medida cria uma nova oportunidade para o comércio de cidades como Araçatuba, Birigui, Penápolis, Andradina e Mirandópolis.
Perguntas Frequentes
Como os turistas chineses poderão pagar com Pix no Brasil?
Os turistas chineses poderão escanear o QR code na maquininha com o mesmo aplicativo de pagamento que usam na China, como o app da UnionPay ou de bancos comerciais conectados. Dessa forma, o lojista recebe em reais, e a rede utilizada continua sendo a brasileira.
Os comerciantes brasileiros precisam se adaptar para receber pagamentos de turistas chineses via Pix?
Não. Ou seja, para o comerciante, nada muda: não é preciso instalar equipamento novo, contratar serviço adicional ou aderir a plataforma estrangeira. Além disso, o QR code é o mesmo já gerado hoje, e todos os cerca de 15 milhões de estabelecimentos habilitados passam a poder receber automaticamente.
Qual é o escopo do projeto-piloto que conecta aplicativos chineses ao Pix?
O projeto-piloto conecta a maior rede de pagamentos da China (UnionPay) aos 15 milhões de estabelecimentos brasileiros habilitados. No entanto, inicialmente, é limitado a clientes do aplicativo próprio da UnionPay e usuários de aplicativos de bancos comerciais chineses conectados à plataforma da rede. Ademais, a operação resulta da cooperação entre o Banco Central do Brasil e o Banco Popular da China.




























