Lucro do Banco do Brasil atinge R$ 3,9 bi no 2º trimestre

Crédito: InfoMoney
O Banco do Brasil (BBAS3) fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 3,9 bilhões, uma alta de 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com o primeiro trimestre, o resultado avançou 13,9%. Além disso, o lucro líquido ajustado também ficou em R$ 3,9 bilhões, superando a projeção do IBES, que era de R$ 3,6 bilhões. Dessa forma, esses números são relevantes para o mercado financeiro.
Resultado acima da projeção do IBES
O lucro líquido ajustado somou R$ 3,9 bilhões no trimestre, com alta de 3,3% na comparação ano a ano. O valor veio acima da estimativa de R$ 3,6 bilhões do IBES, indicando um desempenho melhor do que o esperado pelo mercado. Ademais, a margem financeira bruta alcançou R$ 27,5 bilhões no período, um dos principais motores do resultado. Sobretudo, a margem financeira bruta é um dos indicadores mais acompanhados do balanço. Assim sendo, o lucro líquido reportado e o ajustado foram iguais, ambos em R$ 3,9 bilhões, o que reforça a consistência do balanço.
Carteira de crédito avança abaixo do guidance
A carteira de crédito expandida do Banco do Brasil totalizou R$ 1,3 trilhão, chegando a R$ 1,31 trilhão ao final de junho. Esses valores mostram um avanço tímido no período. O crescimento foi de 1,5% em doze meses e de 0,6% em relação ao trimestre anterior. No primeiro semestre, a carteira acumulou alta de 0,6%, o que representou a parte mais baixa do guidance, de 0,5% a 4,5%. Dessa forma, o banco ficou dentro do intervalo, mas no limite inferior. No detalhamento por segmento, todavia, a carteira de empresas recuou 6,4%, frente à expectativa de queda de 3% a alta de 1%. Esse resultado indica um desempenho pior que o previsto nesse nicho. Por outro lado, a carteira do agronegócio cresceu 4,1%, superando a projeção de variação entre -2% e 2%, e foi o destaque positivo. Contudo, a carteira pessoa física avançou 4,4%, abaixo do guidance de alta entre 6% e 10%, o que configura um desempenho fraco diante da meta.
Inadimplência atinge 5,61% dos contratos
O índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 5,61% no segundo trimestre, ante 3,96% um ano antes e 5,05% nos primeiros três meses de 2026. Esse avanço representa um aumento de 1,65 ponto percentual em doze meses. Já o custo do crédito cresceu 16,1% na comparação anual e caiu 2,1% na trimestral, para quase R$ 18,5 bilhões. A queda no custo do crédito na base trimestral é, portanto, um alívio, mesmo com a inadimplência em alta. Esses números indicam um cenário de maior risco financeiro, mas com algum ajuste no trimestre. A inadimplência em alta é, sobretudo, um ponto de atenção. Os investidores, no entanto, acompanham esses indicadores para avaliar a saúde do banco.
CEO destaca receita com serviços e custos
A CEO do Banco do Brasil afirmou que o aumento das receitas com prestação de serviços ganha potência pela complementariedade do conglomerado. Segundo ela, os custos permaneceram sob controle, com investimento em pessoas e tecnologia. Dessa forma, essa declaração sugere que a estratégia da instituição está focada em eficiência e diversificação de receitas. Além disso, a declaração destaca a importância das receitas recorrentes para o banco.
Analistas apontam período desafiador
Por outro lado, analistas de casas como JP Morgan, Bank of America e BBA consideravam que o Banco do Brasil ainda atravessa um período desafiador. A fonte não detalhou as razões dessa avaliação. Dessa forma, a visão dos analistas representa um contraponto ao tom positivo da administração.
No trimestre, o Banco do Brasil conseguiu elevar o lucro, apesar do aumento da inadimplência. A carteira de crédito cresceu em ritmo moderado, com desempenhos desiguais entre os segmentos. Os analistas, no entanto, seguem atentos aos desafios enfrentados pela instituição. Os resultados reforçam a leitura de que o banco segue gerando lucro, mas a inadimplência e o custo do crédito ainda merecem atenção. Em resumo, o acompanhamento dos próximos balanços será importante para avaliar a tendência desses indicadores.
Perguntas Frequentes
Qual foi o lucro líquido do Banco do Brasil no 2º trimestre?
Portanto, o lucro líquido ajustado do Banco do Brasil ficou em R$ 3,9 bilhões, com alta de 3,3% na comparação anual e de 13,9% na trimestral, superando a projeção IBES de R$ 3,6 bilhões.
Qual foi o índice de inadimplência do Banco do Brasil no 2º trimestre?
O índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 5,61%, ante 3,96% um ano antes e 5,05% nos primeiros três meses.
Como ficou a carteira de crédito expandida do Banco do Brasil no 2º trimestre?
A carteira expandida somava R$ 1,31 trilhão ao final de junho, alta de 1,5% ano a ano e 0,6% ante os três meses anteriores. Assim sendo, no primeiro semestre, o crescimento foi de 0,6%, na parte baixa do guidance.




























