Novo CEO da B3 trata pane como chamado à ação

Crédito: InfoMoney
Christian Egan é o novo presidente da B3. Em teleconferência, ele afirmou que a falha técnica que atrasou a abertura dos mercados em 31 de julho funcionou como um “chamado à ação” para a companhia. Ou seja, o executivo declarou que a B3 ficou aquém do padrão esperado pelo mercado e do padrão exigido por ela mesma.
Essas declarações foram feitas durante a teleconferência da companhia. Além disso, na ocasião, outros temas também foram discutidos, como a evolução dos volumes negociados e a diversificação da receita. A administração aproveitou o momento para apresentar os primeiros passos da nova gestão, incluindo conversas com clientes, colaboradores, reguladores e demais participantes do mercado. Contudo, a fonte não detalhou esse ponto.
Reação à falha e escuta ativa
O novo presidente da B3, Christian Egan, dedicou suas primeiras semanas à frente da companhia a conversas com clientes, colaboradores, reguladores e demais participantes do mercado. Dessa forma, a estratégia da B3 permanece inalterada, com foco em acelerar a execução do plano existente. O plano é apoiado em três pilares: proximidade com clientes, tecnologia e desenvolvimento de pessoas. Em relação à falha técnica de 31 de julho, Egan afirmou que ela funcionou como um “chamado à ação”. Ou seja, o executivo declarou que a B3 ficou aquém do padrão esperado pelo mercado e do padrão exigido por ela mesma. No entanto, a companhia não detalhou quais medidas específicas serão adotadas para corrigir os problemas.
Tecnologia e orçamento
A B3 investe aproximadamente 10% de sua receita líquida em tecnologia, modernização de plataformas e desenvolvimento de produtos. Esse percentual reflete a importância dada à infraestrutura pela administração. A administração, no entanto, afirmou que o foco será acelerar algumas iniciativas já previstas. Além disso, está prevista a repriorização de recursos internos. O orçamento não deve ser ampliado de forma significativa, segundo a administração. Contudo, a fonte não detalhou quais projetos terão recursos remanejados.
A administração destacou que a repriorização de recursos será feita sem comprometer o orçamento. A companhia, no entanto, não revelou os critérios para escolher as iniciativas que receberão mais atenção. Ademais, a fonte também não detalhou como a repriorização será implementada.
Volumes e eleições
A evolução dos volumes negociados foi um dos temas centrais da teleconferência. O executivo afirmou que esse movimento já começou a aparecer. Ademais, Milanez afirmou que os volumes de agosto têm sido muito fortes até agora. Segundo ele, períodos eleitorais costumam aumentar a atividade dos investidores tanto no mercado de ações quanto, em menor grau, no de derivativos. Portanto, a expectativa da companhia é que a aproximação das eleições presidenciais mantenha elevado o interesse dos investidores e a volatilidade dos mercados nos próximos meses. No entanto, a empresa não divulgou projeções para o impacto das eleições nos negócios.
A companhia não forneceu números específicos sobre a alta dos volumes. Além disso, a empresa também não apresentou projeções para o restante do ano. Assim sendo, os executivos se limitaram a comentar o desempenho recente e o impacto eleitoral.
Diversificação de receitas
A defesa da estratégia de diversificação implementada pela companhia nos últimos anos foi outro destaque da teleconferência. Segundo Milanez, aproximadamente metade da receita da B3 já vem de negócios recorrentes e menos dependentes dos ciclos de mercado. Essas linhas registraram crescimento de 17% na comparação anual. Dessa forma, o crescimento dessas linhas compensou parcialmente oscilações dos mercados de ações e derivativos. O executivo destacou que parte importante da tese da B3 era reduzir a dependência dos negócios tradicionalmente mais voláteis. Contudo, o detalhamento sobre os segmentos que compõem essa receita não foi fornecido.
A companhia não detalhou os planos para ampliar essas linhas. Além disso, não informou se novas linhas serão criadas. Ademais, a administração não forneceu projeções para o crescimento dessas linhas.
A nova administração da B3, liderada por Christian Egan, sinaliza uma postura de reconhecimento dos desafios e de priorização do plano estratégico. As conversas com diferentes públicos e o investimento contínuo em tecnologia estão entre as primeiras frentes. Dessa forma, a expectativa é que os volumes negociados e as eleições favoreçam o desempenho no curto prazo. A diversificação, por outro lado, permanece como um pilar para reduzir a volatilidade da receita. No entanto, a administração não informou prazos para as mudanças planejadas.
Perguntas Frequentes
O que Christian Egan disse sobre a pane que atrasou a abertura da Bolsa em julho?
Christian Egan, novo presidente da B3, afirmou que a falha técnica de 31 de julho funcionou como um ‘chamado à ação’ para a companhia. Isto é, ele declarou que a B3 ficou aquém do padrão esperado pelo mercado e por ela mesma.
Qual é a estratégia da B3 após a pane e como ela pretende investir em tecnologia?
A estratégia da B3 permanece inalterada, com foco em acelerar a execução do plano existente, apoiada em três pilares: proximidade com clientes, tecnologia e desenvolvimento de pessoas. Ademais, a companhia investe aproximadamente 10% de sua receita líquida em tecnologia e pretende repriorizar recursos internos, sem ampliar significativamente o orçamento.
Como a B3 avalia os volumes negociados em agosto e o impacto das eleições?
Segundo Milanez, os volumes de agosto têm sido muito fortes até agora, e a expectativa é que as eleições presidenciais mantenham elevado o interesse dos investidores e a volatilidade dos mercados. Ele afirmou, portanto, que períodos eleitorais costumam aumentar a atividade tanto no mercado de ações quanto, em menor grau, no de derivativos.




























