Alta do preço de SSD deve continuar até 2030, diz Phison

Crédito: GameVicio
A crise que vem encarecendo SSDs e memórias RAM não tem previsão de melhora e agora ganhou um prazo assustador. Além disso, o CEO da Phison, Pua Khein-Seng, afirmou que os preços da tecnologia devem continuar subindo até 2030. Assim sendo, consumidores podem conviver com SSDs cada vez mais caros até 2030 ou além.
Segundo reportagem do Commercial Times, Pua destacou que a alta é reflexo de um descompasso estrutural entre demanda e oferta. Ademais, a Phison é um dos maiores fabricantes mundiais de controladores de NAND flash, e a visão do executivo traz preocupação para o setor. Ou seja, o prazo de quatro anos, explicou, é o tempo necessário para que novas fábricas de memória comecem a operar.
- Projeção: preços devem subir até 2030 ou além.
- Causa estrutural: há um intervalo de quatro anos entre investimento e fornecimento real.
- Demanda de inteligência artificial: principal impulsionadora do consumo de memória.
- Estratégia da Phison: acumular estoque, mas o gargalo na oferta de NAND flash persiste.
Quatro anos entre investimento e fornecimento
Pua explicou que o prazo de quatro anos é estrutural: ou seja, há um intervalo enorme entre o investimento na construção de novas fábricas de NAND e o momento em que essas unidades começam, de fato, a colocar produto no mercado.
“Há um tempo de quatro anos desde o investimento em novas instalações até o fornecimento real” — Pua Khein-Seng, CEO da Phison
Ou seja, mesmo que o dinheiro para novas instalações já esteja sendo investido agora, os frutos dessa expansão ainda vão demorar para chegar às prateleiras. Dessa forma, essa defasagem explica por que a oferta de memórias não reage rapidamente à demanda. Ademais, a indústria de semicondutores opera em ciclos longos, e o consumidor sente o impacto na forma de preços elevados. Portanto, o cenário tende a persistir até que as novas fábricas entrem em operação, o que justifica a projeção de alta até 2030.
Demanda de inteligência artificial é o vilão
O grande vilão da situação é a demanda explosiva da indústria de inteligência artificial. Além disso, Pua apontou que clientes de infraestrutura de IA, entre outros segmentos, devem aumentar ainda mais o consumo de memória do final de 2026 até o início de 2027. Em resumo, a lógica é simples e cruel para o consumidor:
- Data centers de IA podem ser montados com relativa rapidez;
- Fábricas de semicondutores levam anos para sair do papel.
Enquanto os investimentos em IA continuam crescendo, a capacidade de produção de memórias não acompanha. Dessa forma, esse descompasso é apontado como o principal motivo para a escalada de preços. Assim sendo, empresas que dependem de tecnologia precisam se preparar para um período de custos mais altos.
Phison acumula estoque antecipadamente
Dessa forma, a Phison vem acumulando estoque antecipadamente para tentar garantir fornecimento estável pelos próximos dois anos. No entanto, o gargalo real, segundo o CEO, está justamente no abastecimento de NAND flash, que simplesmente não cresce no ritmo que a demanda exige. Todavia, a estratégia da empresa minimiza riscos imediatos, mas não resolve o problema de fundo.
A companhia busca assegurar que seus clientes tenham acesso a componentes em meio à escassez. Apesar disso, a limitação da cadeia de produção global impõe desafios que vão além do estoque. Ademais, o executivo reconhece que a oferta de NAND flash é o ponto mais sensível do sistema.
Micron também alerta para dificuldades de expansão
Dessa forma, a declaração do CEO da Phison encontra eco nas palavras de Sumit Sadana, executivo da Micron, que na semana anterior também destacou as dificuldades de expandir rapidamente as fábricas de memória para atender à demanda voraz da IA. Além disso, o reconhecimento público do problema por parte de dois grandes fabricantes aumenta a preocupação com a escalada de preços. Portanto, o alerta vindo do setor reforça a gravidade do momento.
A Micron reconhece que a expansão da capacidade produtiva é lenta. Assim sendo, a combinação de alta demanda e oferta limitada deve manter os preços em patamares elevados. Ou seja, para o mercado, isso representa um sinal de que a crise não tem solução rápida.
Planejamento é essencial para empresas
Para empresários e profissionais de Araçatuba e região, o cenário exige atenção redobrada. Portanto, a previsão de alta contínua até 2030 influencia desde a compra de equipamentos até a renovação de parques tecnológicos. Além disso, antecipar aquisições pode ser uma estratégia para evitar custos ainda maiores no futuro.
O impacto, no entanto, não se limita ao setor de tecnologia. Ademais, negócios que dependem de infraestrutura digital, como lojas virtuais e serviços online, também devem sentir reflexos. Dessa forma, com a oferta de memórias controlada por poucos fabricantes, a tendência é de manutenção dos preços elevados.
A orientação para o comércio local é monitorar o mercado e planejar investimentos com antecedência. Ademais, a indústria de semicondutores não dará respostas rápidas, e o consumidor final continuará exposto à alta. Assim sendo, decisões baseadas em previsões de curto prazo podem ser arriscadas.
Perguntas Frequentes
Por que os preços de SSDs e memórias RAM vão continuar subindo até 2030?
Segundo Pua Khein-Seng, CEO da Phison, há um prazo estrutural de quatro anos entre o investimento em novas fábricas de NAND e o fornecimento real de produto; além disso, a demanda explosiva de inteligência artificial supera o ritmo de crescimento da oferta de NAND flash, mantendo os preços altos até 2030 ou além.
O que o CEO da Phison disse sobre a alta de preços de memórias e SSDs?
Pua afirmou que os preços devem continuar subindo até 2030, pois “há um tempo de quatro anos desde o investimento em novas instalações até o fornecimento real”; ademais, a Phison está acumulando estoque para garantir fornecimento pelos próximos dois anos; contudo, o gargalo está no abastecimento de NAND flash.
Quais fatores estão causando a crise de preços de SSD e memória RAM?
O principal vilão é a demanda explosiva da indústria de inteligência artificial, somada à dificuldade de expandir fábricas de memória rapidamente. Por exemplo, um data center de IA pode ser montado com relativa rapidez, mas uma fábrica de semicondutores leva anos, e a oferta de NAND flash não cresce no ritmo da demanda.



























