Prejuízo dos Correios em 2026 soma R$ 2,4 bi no 2º trimestre

Crédito: Folha de S.Paulo
Os Correios registraram prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, conforme balanço divulgado pela estatal. O resultado representa uma queda de 5,5% em relação à perda de R$ 2,53 bilhões observada no mesmo período de 2025. Na comparação com o resultado negativo de R$ 3,16 bilhões dos primeiros três meses deste ano, o recuo foi de 24,4%.
No acumulado do primeiro semestre, a empresa soma um prejuízo de R$ 5,55 bilhões. Esse valor é 30,4% maior em termos nominais do que o saldo negativo de R$ 4,26 bilhões registrado em igual período de 2025. A piora reflete, em parte, o aumento das provisões para contingências judiciais.
Despesas com pessoal caem 3,8% no semestre
A despesa com empregados ficou em R$ 6,9 bilhões no primeiro semestre deste ano, uma queda de 3,8% em relação a igual período do ano passado, quando o gasto somou R$ 7,2 bilhões em termos nominais. Só no segundo trimestre, o gasto com pessoal ficou em R$ 3,5 bilhões, recuo de 4,9% em relação aos R$ 3,66 bilhões registrados de abril a junho de 2025.
A empresa destacou que a redução ocorreu mesmo diante do reajuste salarial linear de 5,1% acertado no ano passado. Contribuiu para o resultado o desligamento de 6.545 funcionários por meio de PDVs desde 2025. A queda nas despesas com pessoal ajudou a conter o avanço do prejuízo no trimestre.
Provisões judiciais sobem R$ 1,28 bilhão
Além disso, a empresa ampliou em R$ 1,28 bilhão a provisão para perdas em processos judiciais, o que acabou impactando a despesa total da companhia. Ao todo, essa conta subiu de R$ 4,86 bilhões em dezembro de 2025 para R$ 6,1 bilhões em junho deste ano. O aumento das provisões reflete a revisão de expectativas de desfechos desfavoráveis em ações judiciais.
Esse movimento pressionou o resultado mesmo com a redução de custos operacionais. A fonte não detalhou a natureza dos processos que motivaram o reforço das provisões. Ainda assim, o impacto foi relevante para o prejuízo semestral.
Receita líquida recua 5,4% no trimestre
Só no segundo trimestre, as receitas líquidas com vendas e serviços somaram R$ 4 bilhões, um recuo de 5,4% ante R$ 4,24 bilhões na mesma base de comparação. A queda na receita reflete a retração na demanda por serviços postais e de encomendas, em um cenário de maior concorrência no setor.
A estatal não detalhou os segmentos que mais contribuíram para a redução da receita. O desempenho mais fraco das vendas, combinado com o aumento das provisões, explica a manutenção do prejuízo elevado. A empresa busca reequilibrar suas contas por meio de ajustes operacionais e financeiros.
Empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos
Como parte desse plano, a companhia obteve em dezembro de 2025 um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a um grupo de cinco bancos, formado por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander. O financiamento visa reforçar o caixa e dar suporte às operações diante do cenário de prejuízos recorrentes.
A captação ocorreu antes do fechamento do segundo trimestre, mas seus efeitos sobre o endividamento ainda não foram detalhados no balanço. A fonte não informou as condições do empréstimo, como prazo e taxas. O aporte, porém, indica a necessidade de liquidez para honrar compromissos e investir em modernização.
Para empresários e comerciantes do noroeste paulista, a situação dos Correios tem impacto direto na logística de entregas, especialmente para pequenos negócios que dependem dos serviços postais para envio de mercadorias. A continuidade do prejuízo pode levar a reajustes de tarifas ou mudanças na oferta de serviços, afetando a competitividade do comércio local.
Perguntas Frequentes
Qual foi o prejuízo dos Correios no segundo trimestre de 2026?
Os Correios tiveram um prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 5,5% em relação à perda de R$ 2,53 bilhões em igual período de 2025.
Qual é o prejuízo acumulado dos Correios no primeiro semestre de 2026?
No primeiro semestre de 2026, a empresa acumula um prejuízo de R$ 5,55 bilhões, 30,4% maior em termos nominais do que o saldo negativo de R$ 4,26 bilhões registrado em igual período de 2025.
Quanto os Correios gastaram com pessoal no primeiro semestre de 2026?
A despesa com empregados ficou em R$ 6,9 bilhões no primeiro semestre de 2026, uma queda de 3,8% em relação a igual período do ano passado, quando o gasto somou R$ 7,2 bilhões em termos nominais.




























