NDB segunda década: Dilma aponta caminhos na cúpula

Crédito: Brasil 247
Dilma Rousseff, presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), apresentou neste domingo (13), durante a XVIII Cúpula do BRICS, em Nova Déli, as principais diretrizes para a segunda década de atuação da instituição. A declaração ocorre em um momento de transformações na economia global e busca posicionar o banco como um ator relevante no financiamento ao desenvolvimento. O discurso destacou a necessidade de ampliar a escala de atuação e fortalecer o uso de moedas dos países-membros.
Ampliação de recursos para maior impacto
“A primeira década construiu a capacidade de financiamento do NDB. A segunda década deve mobilizar recursos em escala maior para multiplicar seu impacto no desenvolvimento”, afirmou Dilma. A fala sinaliza que o banco pretende ir além do papel de financiador tradicional, buscando atrair mais capital e diversificar suas fontes de recursos. Para empresários e comerciantes do noroeste paulista, a ampliação da capacidade do NDB pode abrir novas oportunidades de crédito para projetos de infraestrutura e desenvolvimento regional.
A fonte não detalhou os mecanismos específicos para essa mobilização, mas a ênfase em escala sugere uma busca por parcerias com investidores privados e outras instituições multilaterais. Essa expansão pode ter reflexos no comércio exterior e na indústria, setores estratégicos para a economia local.
Moedas nacionais ganham protagonismo
Um dos pontos de maior destaque do discurso foi o avanço do financiamento em moedas nacionais. Segundo Dilma, em 2025, quase 46% dos financiamentos aprovados pelo NDB foram denominados em moedas dos próprios países-membros. O dado demonstra que o uso de moedas nacionais deixou de ser apenas uma discussão política no BRICS e passou a ocupar espaço concreto nas operações do banco. A estratégia, segundo a presidenta do banco, busca reduzir a volatilidade cambial, enfrentar descasamentos nos fluxos de caixa dos investidores privados e fortalecer os mercados domésticos de capitais.
Para empresas que atuam com importação e exportação, a redução da dependência do dólar pode diminuir custos de transação e riscos cambiais, tornando o ambiente de negócios mais previsível. A medida também pode estimular o desenvolvimento de mercados financeiros locais, beneficiando pequenas e médias empresas que buscam crédito em moeda local.
Tecnologia como motor do desenvolvimento social
Dilma também colocou a inovação tecnológica no centro da nova etapa do NDB. “A inovação deve ser um motor do desenvolvimento social”, afirmou. A estratégia envolve ainda cooperação tecnológica entre os integrantes do BRICS. Dilma citou iniciativas que combinam capacidades de Índia, China e Rússia no desenvolvimento de tecnologias digitais e sistemas e instrumentos de inteligência artificial. O princípio apresentado é que o NDB não deve funcionar apenas como uma fonte de recursos.
O banco também pode servir como plataforma para aproximar capacidades tecnológicas, soluções e conhecimentos existentes nos diferentes países do bloco. Para o setor produtivo, essa abordagem pode facilitar o acesso a tecnologias avançadas e estimular a inovação em cadeias produtivas locais, com potencial impacto na competitividade das empresas da região.
Contexto global e urgência da cooperação
Dilma contextualizou essa transformação do NDB em um cenário internacional marcado por guerras, sanções, tarifas unilaterais, interrupções nos fluxos de comércio e investimento, vulnerabilidades relacionadas à dívida e compromissos não cumpridos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Diante desse quadro, afirmou que a cooperação multilateral se tornou urgente. Foi justamente para responder às insuficiências da arquitetura financeira internacional que, segundo Dilma, o BRICS criou o Novo Banco de Desenvolvimento. Essa visão reforça o papel do banco como alternativa para países emergentes, oferecendo instrumentos financeiros mais alinhados às suas necessidades.
Para o comércio e a indústria do interior paulista, um sistema financeiro internacional mais estável e diversificado pode significar melhores condições de acesso a mercados e financiamento.
Perguntas Frequentes
Qual é a meta do NDB para sua segunda década de atuação, segundo Dilma Rousseff?
A meta é mobilizar recursos em escala maior para multiplicar o impacto no desenvolvimento, após a primeira década ter construído a capacidade de financiamento do banco.
Qual percentual dos financiamentos aprovados pelo NDB em 2025 foi em moedas nacionais?
Quase 46% dos financiamentos aprovados pelo NDB em 2025 foram denominados em moedas dos próprios países-membros.
Como o NDB pretende atuar em relação à inovação tecnológica, conforme o discurso de Dilma?
O NDB colocará a inovação tecnológica no centro de sua nova etapa, servindo como plataforma para aproximar capacidades tecnológicas dos países do BRICS, incluindo cooperação em tecnologias digitais e inteligência artificial.


























