Abono salarial 2026: 4,5 milhões perderão benefício até 2030

Crédito: G1
O abono salarial passará por mudanças significativas a partir de 2026. De acordo com o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado ao Congresso Nacional neste mês pela equipe econômica, cerca de 4,5 milhões de trabalhadores perderão o benefício até 2030. A informação foi divulgada pelo Ministério do Trabalho, que estima que 4,56 milhões de pessoas deixarão de receber o abono em cinco anos, entre 2026 e 2030, por conta da alteração nas regras de concessão.
Mudança na correção do teto
Até 2025, o abono salarial era pago anualmente, no valor de até um salário mínimo, a trabalhadores que recebiam até dois salários mínimos. Com as mudanças propostas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no fim de 2024 e aprovadas pelo Congresso Nacional, essa regra começou a mudar a partir deste ano. A partir de 2026, o teto será corrigido apenas pela inflação, o que reduzirá o número de beneficiários.
Pela nova regra, terá direito ao abono o trabalhador que recebeu, em 2024, até 1,96 salário mínimo, e não mais dois salários mínimos. Com isso, 559 mil trabalhadores deixarão de ter acesso ao benefício já em 2026. O número de excluídos aumenta progressivamente nos anos seguintes.
Impacto progressivo até 2030
Em 2027, com a correção apenas pela inflação, terá direito ao abono o trabalhador que receber até 1,89 salário mínimo. Deste modo, o número de trabalhadores que perderá o benefício subirá para 1,58 milhão naquele ano. A tendência de exclusão continua até 2030, quando o total acumulado atinge 4,5 milhões de pessoas.
Apesar da economia prevista com a retirada de trabalhadores que teriam direito pela regra anterior, o governo estima que os valores pagos continuarão crescendo. Isso ocorre por conta do aumento no número de pessoas com carteira assinada. A expectativa é que o número de trabalhadores celetistas avance de 59,86 milhões em 2026 para 67 milhões em 2030.
Gastos anuais em alta
Com o crescimento do emprego formal, o gasto anual com o abono salarial saltará, segundo projeções do Ministério do Trabalho, de R$ 34,36 bilhões em 2026 para R$ 39,27 bilhões em 2030. Por conta do alto volume de gastos, o abono salarial é frequentemente citado por analistas como um benefício que deve ser aprimorado, ou até mesmo encerrado, pelo fato de não estar focado necessariamente na população mais pobre.
O abono salarial é um benefício anual concedido a trabalhadores que atendem a certos critérios, incluindo a participação em programas como PIS e Pasep. As novas regras visam conter o crescimento das despesas, mas geram impacto direto para milhões de trabalhadores nos próximos anos.
Perguntas Frequentes
Quantos trabalhadores perderão o abono salarial até 2030?
O Ministério do Trabalho estima que 4,56 milhões de trabalhadores deixarão de receber o abono salarial entre 2026 e 2030 devido à correção do teto pela inflação.
Qual será o novo teto do abono salarial em 2026?
Em 2026, terá direito ao abono o trabalhador que recebeu até 1,96 salário mínimo em 2024, e não mais dois salários mínimos, pois o benefício será corrigido apenas pela inflação.
O gasto com abono salarial vai diminuir com as novas regras?
Não, o gasto anual deve aumentar de R$ 34,36 bilhões em 2026 para R$ 39,27 bilhões em 2030, devido ao crescimento do número de trabalhadores com carteira assinada.


























