Ações Nubank caem 2026: quase 30% de queda

Crédito: NeoFeed
Queda de quase 30% em 2026
As ações do Nubank caem quase 30% em 2026, acumulando perdas significativas no mercado. O movimento ocorre em meio a uma combinação de fatores que incluem a troca de CFO, recomendação de venda pelo Bank of America (BofA), corte de preço-alvo pelo Citi e preocupação com a qualidade do crédito. Esses elementos derrubam os papéis da fintech, que enfrenta um ambiente macroeconômico desafiador.
Em um momento em que todos os bancos enfrentam pressão decorrente dos juros altos, há uma cobrança maior pela qualidade dos ativos. O Nubank passou a ser observado com lupa pelos analistas justamente quando embarca em um processo de expansão global. A combinação de crescimento acelerado com um cenário de crédito mais restritivo gera incertezas entre os investidores.
Pressão dos juros altos sobre ativos
O cenário de juros elevados afeta todo o setor bancário, mas o Nubank, por sua trajetória de crescimento rápido, está sob escrutínio especial. A qualidade dos ativos tornou-se o principal foco dos analistas, que avaliam se a fintech conseguirá manter a saúde de sua carteira de crédito. O portfólio de crédito do Nubank, que inclui o volume de empréstimos e de cartões de crédito, cresceu 40% no trimestre, para US$ 37,2 bilhões. Esse avanço expressivo levanta questionamentos sobre a capacidade de gerenciar riscos em um ambiente de juros altos.
A avaliação é de que o Nubank pode precisar de dois ou três trimestres de boa qualidade de ativos e de margens de intermediação financeira (NIMs) ajustadas ao risco em trajetória de melhora para convencer os investidores. Enquanto isso não ocorre, as dúvidas persistem e pressionam as ações.
Analistas alertam para riscos
Os analistas do BTG escreveram que, se a qualidade dos ativos decepcionar e/ou o crescimento desacelerar, as preocupações aumentarão e haverá o risco de muitos investidores simplesmente jogarem a toalha. O alerta reflete o temor de que a fintech possa enfrentar uma crise de confiança caso não entregue resultados consistentes nos próximos trimestres.
Para mitigar parte das preocupações, o Nubank anunciou a criação do cargo de CFO para a operação brasileira. A medida visa reforçar a governança financeira em um momento crítico. Além disso, Lago permanecerá como conselheiro especial da diretoria executiva da Nu Holdings e de seu comitê de auditoria e riscos, garantindo alguma continuidade na gestão.
Expansão global sob escrutínio
O Nubank se tornou a maior instituição financeira privada em número de clientes no Brasil, com 112 milhões. Esse marco, porém, não basta para acalmar os ânimos do mercado. A expansão global, que inclui operações em outros países da América Latina, é vista como um movimento necessário, mas também arriscado. Os investidores questionam se a empresa conseguirá replicar no exterior o sucesso obtido no Brasil, especialmente em um ambiente de juros altos e concorrência acirrada.
Por ora, as dúvidas seguem maiores do que as certezas. O mercado aguarda sinais concretos de que a qualidade dos ativos está sob controle e que o crescimento não compromete a rentabilidade. Até lá, as ações do Nubank devem continuar voláteis, refletindo a incerteza que cerca o futuro da fintech.
O resumo foi gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed.
Perguntas Frequentes
Por que as ações do Nubank caíram quase 30% em 2026?
As ações do Nubank caíram quase 30% em 2026 devido à troca de CFO, recomendação de venda pelo BofA, corte de preço-alvo pelo Citi e preocupações com a qualidade do crédito.
Qual foi o crescimento do portfólio de crédito do Nubank no trimestre?
O portfólio de crédito do Nubank, incluindo empréstimos e cartões de crédito, cresceu 40% no trimestre, atingindo US$ 37,2 bilhões.
O que o Nubank fez para mitigar as preocupações dos investidores?
Para mitigar as preocupações, o Nubank anunciou a criação do cargo de CFO para a operação brasileira, enquanto o CFO anterior, Lago, permaneceu como conselheiro especial.



























