Sucessão em fundos de investimento: como gestores preparam substitutos

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Sucessão em fundos de investimento: como gestores preparam substitutos

Uma geração de grandes gestores de fundos já ultrapassou ou está perto dos 60 anos. Diante disso, as gestoras amadurecem e os investidores buscam garantias de que o desempenho e a cultura da casa sobreviverão à saída futura dos fundadores. Para o investidor, a pergunta deixa de ser apenas quem entrega retorno hoje e passa a ser quem administrará seu patrimônio quando esses nomes saírem de cena.

Modelos de sucessão em gestoras

Existem diversas maneiras de encaminhar a sucessão: participação societária vinculada ao desempenho, institucionalização das decisões e mecanismos de retenção. Na Kapitalo Investimentos, que tem R$ 32 bilhões sob gestão, a fatia na sociedade aumenta ou diminui conforme a alocação diária nos fundos. Bruno Cordeiro, gestor do fundo K10, tornou-se recentemente o maior sócio, superando Carlos Woelz e outros fundadores.

“Profissionalizamos algumas das tarefas mirando os próximos 10 anos do negócio”, aponta Woelz. O sócio-fundador da Kapitalo, Carlos Woelz, e o COO Bernardo Feijó, que assumiu as funções do sócio fundador João Carlos Pinho na virada do ano, ilustram esse movimento. Não ter uma participação societária variável pode ser um problema, especialmente em gestoras que lançam verticais do negócio, mas não integram a nova área na sociedade de forma sustentável e flexível desde o início, diz Woelz.

Transição gradual e rotatividade

Neste modelo, a sucessão não acontece da noite para o dia, mas de forma gradual. “Quando você percebeu, já aconteceu. O resultado é que temos uma das menores rotatividades da indústria”, afirma Carlos Woelz. Mas, por mais que haja um processo gradual que reconheça e dê poder político e econômico a novos sócios, se forem formados dois grupos com opiniões diferentes sobre como conduzir o negócio, a chance de ter um problema é grande, conta o gestor.

Institucionalização das decisões

Enquanto a Kapitalo resolveu esse desafio redistribuindo o poder societário ao longo do tempo, outras casas preferem um caminho diferente: institucionalizar o processo de decisão para reduzir a dependência de indivíduos. Embora Rodrigo Abbud seja o gestor registrado na CVM para todos os fundos imobiliários do Pátria, que tem R$ 38 bilhões sob gestão em fundos imobiliários, as decisões de investimento são compartilhadas em uma estrutura colegiada. Rodrigo Abbud, diretor de fundos imobiliários do Patria, exemplifica essa abordagem.

Essas estratégias mostram que, independentemente do caminho escolhido, a preparação de sucessores é uma prioridade para garantir a longevidade e a confiança dos investidores no mercado de fundos.

Perguntas Frequentes

Como a Kapitalo está preparando a sucessão dos seus fundadores?

A Kapitalo utiliza um modelo de participação societária variável, onde a fatia na sociedade aumenta ou diminui conforme a alocação diária nos fundos. Bruno Cordeiro, gestor do fundo K10, tornou-se recentemente o maior sócio, superando Carlos Woelz e outros fundadores, garantindo uma transição gradual.

Qual a diferença entre o modelo de sucessão da Kapitalo e do Patria?

Enquanto a Kapitalo redistribui o poder societário ao longo do tempo, o Patria institucionaliza o processo de decisão em uma estrutura colegiada, reduzindo a dependência de indivíduos. No Patria, as decisões de investimento são compartilhadas, mesmo que Rodrigo Abbud seja o gestor registrado na CVM.

Por que a sucessão em gestoras de fundos é uma preocupação crescente para investidores?

Uma geração de grandes gestores já ultrapassou ou está perto dos 60 anos, e investidores buscam garantias de que o desempenho e a cultura da casa sobreviverão à saída futura dos fundadores. A pergunta passa a ser quem administrará o patrimônio quando esses nomes saírem de cena.

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