Bond de US$ 350 milhões da Alloha Fibra

Crédito: Brazil Journal
A Alloha Fibra, empresa de telecomunicações formada pela consolidação de provedores regionais, captou US$ 350 milhões em sua primeira emissão de bond, título de dívida no exterior. Ademais, a operação, com yield de 12,25% e vencimento em fevereiro, foi liderada pelo Goldman Sachs. Segundo o CEO Roger Solé, o objetivo é refinanciar dívidas da companhia.
Expansão e endividamento
Desde 2018, a Alloha realizou uma série de aquisições e ampliou sua presença para mais de 860 cidades em 22 estados. Dessa forma, esse crescimento acelerado foi bancado com recursos próprios e dívidas, o que explica o atual endividamento. Ademais, a companhia foi criada a partir da consolidação de diversos provedores regionais, o que exigiu investimentos constantes em infraestrutura de rede. O ciclo de expansão, portanto, é a origem do passivo que a empresa busca reestruturar com o bond.
Detalhes da emissão do bond
O bond da Alloha saiu a um yield de 12,25%, com vencimento em fevereiro. Além disso, os títulos têm como garantia a infraestrutura de rede da empresa, um ativo tangível que reduz o risco para os investidores. A colocação foi liderada pelo Goldman Sachs, com consórcio composto por Bradesco BBI, Itaú BBA e UBS BB. Segundo Duda, essa é uma primeira emissão num setor que nunca tinha feito isso no Brasil, em contexto bastante adverso. Portanto, esse ineditismo torna a operação um marco para o segmento de telecomunicações.
Demanda e roadshow
Para apresentar a operação, a Alloha realizou um roadshow internacional. Em seguida, o CEO Roger Solé e o CFO Felipe Matsunaga conversaram com mais de 80 investidores. A demanda pelo bond chegou próxima de US$ 500 milhões, segundo Duda. Além disso, mais de 95% do book ficou com investidores internacionais, o que demonstra o apelo do papel fora do Brasil. Todavia, esse nível de interesse ocorreu mesmo diante de um cenário econômico adverso, reforçando a confiança do mercado na empresa.
Refinanciamento e custo da dívida
O CEO Roger Solé afirmou que o projeto da emissão é de refinanciamento. Após a proteção cambial, o custo da nova dívida ficará pouco acima de CDI mais 4%, de acordo com Eduardo Sirotsky Melzer. Ou seja, esse custo efetivo é menor do que o yield nominal, pois o hedge cambial reduz o impacto da desvalorização do real. Dessa forma, a operação contribui para alongar o perfil da dívida e reduzir a exposição a oscilações de curto prazo. Ademais, a estrutura foi desenhada para otimizar o resultado financeiro da companhia.
eB Capital busca sócio estratégico
Paralelamente, a eB Capital está rodando um processo para dar saída aos investidores minoritários da Alloha, que detêm 30% do capital. Além disso, a gestora também avalia combinar o ativo com um player estratégico do setor. Consequentemente, essa movimentação pode alterar a composição societária e gerar novas sinergias para a operação. A iniciativa ocorre em um momento em que a Alloha reforça sua estrutura de capital com a captação externa.
Dívida líquida e alavancagem
A Alloha encerrou o primeiro trimestre com dívida líquida de aproximadamente R$ 2,36 bilhões. Além disso, a alavancagem da companhia era de 3,5 vezes o EBITDA, indicador de geração de caixa. Cerca de R$ 400 milhões correspondem a empréstimos de curto prazo, que a emissão deve ajudar a refinanciar. Contudo, a empresa obteve um waiver no fim do ano passado, elevando temporariamente o teto do indicador para evitar vencimento antecipado das dívidas. Portanto, com o bond, a empresa ganha fôlego para reduzir essas obrigações e dar continuidade ao plano de expansão.
Em resumo, a Alloha levantou US$ 350 milhões para refinanciar dívidas, em uma operação inédita no setor. Enquanto isso, a eB Capital busca uma solução para os acionistas minoritários, o que pode redesenhar o controle da empresa. Assim sendo, com dívida líquida de R$ 2,36 bilhões e alavancagem de 3,5 vezes, a companhia aposta na captação para dar fôlego financeiro.
Perguntas Frequentes
Quanto a Alloha Fibra captou com seu primeiro bond e quais foram as principais condições da emissão?
A Alloha levantou US$ 350 milhões com yield de 12,25% e vencimento em fevereiro. Ademais, a colocação foi liderada pelo Goldman Sachs, com Bradesco BBI, Itaú BBA e UBS BB no consórcio.
Qual é a finalidade do bond da Alloha e qual o custo efetivo da dívida após o hedge cambial?
O CEO Roger Solé afirmou que o projeto é de refinanciamento. Segundo Eduardo Sirotsky Melzer, após a proteção cambial, o custo da nova dívida ficará pouco acima de CDI mais 4%.
O que a eB Capital pretende fazer com os 30% de capital dos minoritários da Alloha?
Paralelamente, a eB Capital está rodando um processo para dar saída aos investidores minoritários, donos de 30% do capital, e potencialmente combinar o ativo com um player estratégico.




























