Brasil corre risco de apagão de 12 dias em 2028

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O Brasil pode enfrentar até 12 dias de risco de falta de energia em 2028, segundo alerta do Operador Nacional do Sistema (ONS). O motivo é a possível demora na realização do leilão de baterias ou a contratação de capacidade insuficiente, o que comprometeria a segurança energética do país. A expectativa do setor é de que, se o leilão ocorrer em agosto e contratar o volume ideal, seja possível evitar uma crise sistêmica.

Risco de apagão e prazos críticos

De acordo com a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae), é crucial que o certame ocorra até o fim deste ano e contemple um volume adequado. Caso o leilão seja realizado apenas em 2027, os sistemas de armazenamento não ficarão prontos a tempo da seca de 2028, aumentando o risco de apagões. O segundo semestre deste ano é o prazo-limite para o leilão.

Se o leilão ocorrer até dezembro, a homologação acontece no início de 2027 e, em 12 a 14 meses, os sistemas estariam operacionais para o período de seca de 2028. Por outro lado, se o leilão ficar para o ano que vem, os sistemas dificilmente estarão prontos a tempo de evitar esse risco. A última janela para este ano seria dezembro, o que exige uma portaria até meados de junho com as diretrizes publicadas.

Baterias e controle do sistema

As baterias do leilão estarão sob controle do ONS, carregando e descarregando conforme a necessidade centralizada. Já as baterias dos consumidores ajudam o sistema ao reduzir o consumo na ponta, mas ficam sob critério do próprio consumidor. A bateria desloca a energia no tempo, otimizando a geração e o consumo, tornando o sistema mais controlável e eficiente, combatendo o desperdício de energia barata e reduzindo o uso de termelétricas caras.

Próximos passos do governo

O governo precisa dar passos decisivos nos próximos 60 dias. Os projetos estão prontos e as empresas se prepararam nos últimos dois anos. Isso demandará um esforço concentrado do Ministério de Minas e Energia, Aneel, ONS e Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O primeiro marco legal foi aprovado em 2025 (Lei 15.269), e agora aguarda-se a resolução normativa da Aneel.

Estamos discutindo a portaria do MME para grandes sistemas, mas baterias já são usadas por indústrias e hotéis para reduzir o consumo noturno e aproveitar a geração solar. A fonte não detalhou os impactos específicos para o interior paulista, mas a segurança energética é fundamental para a continuidade dos negócios na região noroeste paulista, incluindo Aracatuba, Birigui e Penápolis.

Perguntas Frequentes

Por que o Brasil corre risco de apagão de 12 dias em 2028?

O Operador Nacional do Sistema (ONS) alerta que, sem medidas do Ministério de Minas e Energia, o país pode enfrentar até 12 dias de risco de falta de energia em 2028, devido à demora na realização do leilão de baterias ou contratação insuficiente de capacidade.

Qual é o prazo para o leilão de baterias evitar o apagão de 2028?

O segundo semestre de 2025 é o prazo-limite para o leilão. Se ocorrer até dezembro, a homologação se dá no início de 2027 e os sistemas ficam prontos em 12 a 14 meses para a seca de 2028. Se adiado para 2027, os sistemas não ficarão prontos a tempo.

Como as baterias do leilão e dos consumidores ajudam a evitar o apagão?

As baterias do leilão ficam sob controle do ONS, carregando e descarregando conforme necessidade centralizada. Já as baterias dos consumidores reduzem o consumo na ponta, mas sob critério próprio. Ambas deslocam energia no tempo, otimizando geração e consumo, combatendo desperdício e reduzindo uso de termelétricas caras.

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