Atraso do Brasil em baterias para energia limpa

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O Brasil enfrenta um atraso significativo na adoção de baterias para armazenamento de energia limpa, enquanto o governo mantém subsídios aos combustíveis fósseis. Apesar da queda expressiva nos custos dos sistemas de armazenamento, a promessa de um leilão de baterias ainda não se concretizou. Especialistas apontam que o país perde a oportunidade de liderar a transição energética.

Brasil se atrasa com baterias

O Brasil está atrasado na implementação de baterias para energia limpa, conforme apontam análises recentes. O governo brasileiro se viciou em combustíveis fósseis e vacila com o armazenamento de energia, o que compromete o avanço das fontes renováveis. A intermitência da energia solar e eólica é um dos principais desafios, e as baterias são a resposta para armazenar energia quando não há luz do sol ou ventos.

Lobistas de combustíveis fósseis, termelétricas e hidrelétricas que expulsam comunidades tradicionais e florestas retrucam com a questão da intermitência. No entanto, alternativas parecem caras porque não se contabilizam os subsídios diretos e ocultos aos fósseis que turbinam o aquecimento global. O ônus dos subsídios aos fósseis sobre o planeta vai de US$ 1 trilhão (OCDE) a US$ 7,4 trilhões (FMI) anuais, o que equivale a uns três PIBs brasileiros.

Custos de baterias caem rapidamente

A análise da Irena foi corroborada pela Bloomberg NEF: custos médios dos sistemas de armazenamento de energia caíram 75% entre 2018 e 2025 e devem cair mais 25% até 2035. O custo com baterias ficou entre US$ 88 e US$ 94 por MWh no Brasil em 2025, similar ao da Alemanha e Austrália. Em cinco anos, o custo com baterias recuará para algo entre US$ 49 e US$ 75/MWh.

Essa queda de custos torna as baterias cada vez mais competitivas, mas o Brasil ainda não aproveita essa oportunidade. Enquanto outros países avançam, o governo brasileiro mantém subsídios aos combustíveis fósseis, que distorcem a comparação de custos.

Promessa de leilão ainda não cumprida

Em 22 de maio, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), anunciou que publicaria em dias a portaria do primeiro leilão de baterias do país. Até a última sexta-feira (29), a promessa do ministro ainda era dívida. A demora na publicação do leilão preocupa o setor, que aguarda sinais claros de incentivo ao armazenamento de energia.

O Brasil é uma potência agrícola com vantagens comparativas, mas no campo da energia limpa o país se atrasa. O mesmo argumento se aplica às energias alternativas fotovoltaica e eólica, que dependem de baterias para superar a intermitência. Sem armazenamento, a expansão dessas fontes fica limitada.

Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, o atraso nas baterias pode significar custos maiores de energia e menos competitividade. A adoção de baterias poderia reduzir a dependência de termelétricas e hidrelétricas, beneficiando o comércio local com energia mais barata e estável. A expectativa é que o governo acelere as medidas para não perder o bonde da transição energética.

Perguntas Frequentes

Por que o Brasil está atrasado em baterias para energia limpa?

O Brasil se atrasa com baterias para energia limpa porque o governo se viciou em combustíveis fósseis e vacila com armazenamento, enquanto lobistas de combustíveis fósseis, termelétricas e hidrelétricas retrucam com a questão da intermitência.

Qual é o custo atual e futuro das baterias no Brasil?

O custo com baterias ficou entre US$ 88 e US$ 94 por MWh no Brasil em 2025, similar ao da Alemanha e Austrália. Em cinco anos, o custo recuará para algo entre US$ 49 e US$ 75/MWh.

O governo brasileiro já anunciou leilão de baterias?

Em 22 de maio, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que publicaria em dias a portaria do primeiro leilão de baterias do país, mas até a última sexta-feira (29) a promessa ainda era dívida.

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