Durigan revela pagamento de R$ 12 bilhões no caso BRB guardanapo

0
64
BRB guardanapo: Durigan revela pagamento de R$ 12 bilhões

O secretário da Fazenda, Dario Durigan, lançou duras críticas à operação que resultou no pagamento de R$ 12 bilhões pelo Banco de Brasília (BRB) ao Banco Master, afirmando que a instituição recebeu apenas um ‘guardanapo’ como garantia. Em entrevista à Rádio Jornal, o chefe da equipe econômica classificou o episódio como crime, isentou a União de responsabilidade e comentou as negociações em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) para socorrer a instituição.

Negócio de R$ 12 bi e um guardanapo

Fragilidade das garantias

“O BRB pagou R$ 12 bilhões ao Master e recebeu um guardanapo”, disparou Durigan. A metáfora escancara a fragilidade das garantias obtidas em uma transação desse porte, sugerindo que os controles internos do banco público falharam. A fonte não detalhou os pormenores do acordo, mas a revelação abala a confiança de investidores e correntistas.

Ativos de qualidade, mas decisões de alto risco

Na mesma entrevista, o secretário ponderou que o BRB “tem boas operações e boas carteiras”, indicando que o problema estaria em decisões pontuais de alto risco. Essa dualidade gera incerteza sobre a real situação financeira da instituição e sobre a qualidade de sua governança.

“É crime”, acusa Durigan

Pressão sobre o GDF

Sem meias-palavras, Dario Durigan classificou o caso do BRB e do Banco Master como “crime”. A acusação, embora genérica, aumenta a pressão sobre os gestores do banco e sobre o Governo do Distrito Federal, acionista controlador. Para Durigan, o GDF “dilapidou o patrimônio do DF e do banco”, sugerindo que houve má gestão deliberada de recursos públicos.

União se isenta

O secretário fez questão de separar a União do imbróglio: “a União não tem nada a ver com a crise do banco”. A declaração visa blindar o governo federal de eventuais pedidos de capitalização, em um momento em que o BRB busca um empréstimo bilionário.

BC afasta risco sistêmico

Durante as tratativas no STF, o Banco Central se manifestou, afirmando que não há risco sistêmico no caso de uma liquidação do BRB. Na prática, isso significa que o sistema financeiro não sofreria um abalo generalizado, o que tranquiliza o mercado. A avaliação é crucial para empresários e investidores, pois mantém a estabilidade das operações de crédito em âmbito nacional.

Ainda assim, a situação do banco do Distrito Federal é grave e exige uma solução rápida para evitar prejuízos a depositantes e aos cofres públicos. A alternativa encontrada foi um acordo judicial de grande alcance.

Acordo no Supremo e fiança de R$ 6,6 bi

Homologação pelo ministro Fux

No dia 28 de junho, o ministro Luiz Fux homologou um acordo para permitir que o BRB tome um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A operação, no entanto, ainda não foi concluída. Desde então, o banco negocia a fiança necessária com instituições financeiras públicas e privadas.

Contragarantias: cotas do FPE e FPM

Como parte do acerto, o Governo do DF se comprometeu a oferecer contragarantias nada triviais: as cotas de participação nos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). Esses fundos representam repasses constitucionais da União e são vitais para o equilíbrio fiscal de estados e municípios em todo o país.

Busca e apreensão no banco

Paralelamente, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nas dependências do BRB. O fato reforça a existência de investigações criminais sobre os negócios que levaram o banco à atual situação. A fonte não especificou os alvos ou os documentos procurados, mas a ação policial evidencia a escalada do caso para a esfera penal.

Alerta para o comércio e as PMEs

Impacto no crédito e nas taxas de juros

Embora o BRB tenha atuação concentrada no Centro-Oeste, o imbróglio acende um sinal de alerta para empresários de todo o Brasil, inclusive do noroeste paulista. A saúde financeira de bancos públicos afeta a oferta de crédito e as taxas de juros, impactando diretamente o dia a dia de pequenos e médios negócios. Em cidades como Araçatuba, Birigui e Penápolis, onde o comércio e a indústria dependem de linhas de financiamento para crescer, episódios de má gestão bancária podem restringir o acesso a capital.

Contágio fiscal e lições de governança

Além disso, o uso de cotas do FPE e do FPM como garantia expõe o risco de que desastres financeiros em um ente federativo prejudiquem repasses para outras regiões. A lição para o setor produtivo é clara: a transparência e a responsabilidade fiscal são pilares para a estabilidade do ambiente de negócios.

Perguntas Frequentes

O que Dario Durigan disse sobre o BRB ter pago R$ 12 bilhões ao Banco Master?

Durigan afirmou que o BRB pagou R$ 12 bilhões ao Master e recebeu um guardanapo como garantia, classificando o caso como ‘crime’.

Existe risco sistêmico se o BRB for liquidado, de acordo com Durigan?

Segundo Durigan, o Banco Central declarou durante negociações no STF que não há risco sistêmico caso o BRB seja liquidado.

Qual acordo foi homologado pelo STF envolvendo o BRB?

Foi homologado em 28 de junho um acordo para viabilizar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões do BRB com o FGC, e o Governo do DF se comprometeu a dar como contragarantias as cotas dos fundos de participação.

Fonte

Leave a reply