Brookfield vê muito telhado para GD solar no Brasil

Crédito: Brazil Journal
O negócio de instalação de painéis solares em telhados cresceu nos últimos anos num ritmo que surpreendeu técnicos do setor elétrico e reguladores – e está longe de se esgotar. Esta é a tese da Sol Agora, uma financeira controlada pela Brookfield e 100% focada no mercado de geração distribuída (GD). A companhia enxerga um horizonte amplo para o financiamento de sistemas fotovoltaicos residenciais e comerciais, mesmo diante de juros elevados e mudanças regulatórias.
A visão da companhia é de que o mercado de GD residencial é resiliente, com a demanda praticamente se estabilizando nos elevados níveis atuais mesmo diante de uma Selic alta há anos e mudanças legislativas que reduziram subsídios ao setor. Para empresários e comerciantes do noroeste paulista, isso sinaliza que a energia solar continua sendo um investimento atrativo, com potencial de redução de custos operacionais e previsibilidade energética.
Expansão acelerada surpreende setor elétrico
O número de sistemas solares em casas, prédios e estabelecimentos comerciais no Brasil chegou a 3,47 milhões, com 405 mil adicionados este ano. A potência instalada já é de 35,9 gigawatts, mais que duas Itaipus. Esses números refletem uma adoção massiva da tecnologia, impulsionada pela economia na conta de luz e pela busca por fontes renováveis.
Para cidades como Araçatuba, Birigui e Penápolis, o avanço da GD representa oportunidade para comércios e indústrias reduzirem despesas fixas. A instalação de painéis solares em telhados de lojas, galpões e pequenas fábricas pode gerar economia significativa, liberando capital para reinvestimento no próprio negócio. A fonte não detalhou dados regionais específicos, mas o cenário nacional indica tendência de crescimento contínuo.
Sol Agora já financiou R$ 2,2 bilhões
Desde sua criação, em 2022, a fintech já concedeu mais de R$ 2,2 bilhões em crédito, enquanto do outro lado captou R$ 3 bilhões junto a investidores institucionais por meio de FIDCs. A Sol Agora já atendeu quase 90 mil clientes, a maioria deles pessoas físicas. Esse volume demonstra a capilaridade do financiamento solar, que alcança desde residências até pequenos negócios.
Na mais recente transação, a Sol Agora levantou R$ 600 milhões – a Brookfield ficou com a tranche mezanino – o suficiente para financiar mais 30 mil novas instalações. Para o comércio local, isso significa maior acesso a linhas de crédito específicas para energia solar, permitindo que empreendedores invistam em sustentabilidade sem comprometer o capital de giro. A fonte não detalhou as condições de prazo e juros dessas operações.
Mercado de crédito solar movimenta R$ 9 bilhões
“Estimamos que esse mercado de crédito solar movimenta na casa de R$ 9 bilhões por ano, algo como R$ 750 milhões por mês”, afirma a Sol Agora. Esse montante reflete a demanda consistente por financiamento de sistemas fotovoltaicos, mesmo em um cenário de taxa Selic elevada. A resiliência do setor é um indicativo de que a energia solar deixou de ser um nicho para se tornar uma alternativa mainstream.
A Sol Agora compete nos financiamentos solares com players como BV, Santander, Solfácil, Sicred, Banco do Brasil, Bradesco e Caixa. Essa concorrência tende a beneficiar o consumidor final, com melhores taxas e prazos. Para empresas do interior paulista, a diversidade de ofertas facilita a comparação e a escolha da melhor condição para investir em GD.
Resiliência mesmo com juros altos
A visão da companhia é de que o mercado de GD residencial é resiliente, com a demanda praticamente se estabilizando nos elevados níveis atuais mesmo diante de uma Selic alta há anos e mudanças legislativas que reduziram subsídios ao setor. Isso indica que o consumidor brasileiro já incorporou a energia solar como uma estratégia de economia de longo prazo, não apenas como uma tendência passageira.
Para o empresário do noroeste paulista, essa estabilidade é um sinal de segurança para planejar investimentos em energia solar. A redução de subsídios, embora possa encarecer o retorno em alguns casos, não eliminou a atratividade econômica da GD. A fonte não detalhou os impactos específicos das mudanças legislativas, mas o tom da análise é de confiança no futuro do setor.
Oportunidade para o comércio regional
A expansão da GD solar abre espaço para empresas locais de instalação, manutenção e consultoria energética. Com mais de 3,47 milhões de sistemas já instalados no país, a demanda por serviços especializados tende a crescer, gerando empregos e movimentando a economia de cidades como Araçatuba e Andradina. A Sol Agora, ao financiar novos projetos, contribui indiretamente para o fortalecimento dessa cadeia produtiva.
Além disso, a economia na conta de luz pode ser reinvestida em outras áreas do negócio, como estoque, marketing ou contratação de funcionários. Para pequenos comércios, a previsibilidade dos custos energéticos é um fator competitivo relevante. A fonte não detalhou casos específicos, mas o cenário geral aponta para um ciclo virtuoso de investimento e retorno.
Perspectivas para os próximos anos
A Brookfield, por meio da Sol Agora, demonstra confiança no potencial de crescimento da GD solar no Brasil. Com R$ 600 milhões captados recentemente e capacidade para financiar mais 30 mil instalações, a fintech se posiciona como um agente relevante na transição energética do país. A expectativa é de que o mercado continue atraindo investidores e consumidores, mesmo com desafios macroeconômicos.
Para o noroeste paulista, a tendência é de aumento na adoção de energia solar por residências e empresas, impulsionada pela oferta de crédito e pela conscientização sobre sustentabilidade. A fonte não detalhou projeções regionais, mas o movimento nacional sugere que a GD solar veio para ficar. Empresários que ainda não avaliaram a instalação de painéis solares podem encontrar no momento atual uma janela de oportunidade para reduzir custos e ganhar competitividade.
Perguntas Frequentes
Qual é a tese da Brookfield sobre o mercado de geração distribuída solar no Brasil?
A Brookfield, por meio da Sol Agora, acredita que o mercado de instalação de painéis solares em telhados ainda tem muito potencial de crescimento, apesar do ritmo acelerado dos últimos anos.
Quantos sistemas de geração distribuída solar existem no Brasil e qual a potência instalada?
O Brasil possui 3,47 milhões de sistemas solares em casas, prédios e estabelecimentos comerciais, com potência instalada de 35,9 gigawatts, o que equivale a mais de duas usinas de Itaipu.
Quanto a Sol Agora já concedeu em crédito para financiamento solar e qual o volume da última captação?
Desde sua criação em 2022, a Sol Agora já concedeu mais de R$ 2,2 bilhões em crédito. Na mais recente transação, levantou R$ 600 milhões, suficientes para financiar mais 30 mil novas instalações.




























