Dívida pública atinge 82,9% do PIB em setembro

Crédito: O GLOBO
O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, enquanto a dívida bruta permaneceu estável em 82,9% do PIB, alcançando R$ 11,1 trilhões, conforme dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC). O resultado representa uma melhora significativa em relação ao mesmo mês de 2025, quando o déficit foi de R$ 17,5 bilhões.
O desempenho fiscal de setembro reflete, em parte, o superávit do governo federal de R$ 3,5 bilhões. No entanto, os estados e municípios tiveram déficit de R$ 5,6 bilhões, e as empresas estatais fecharam o mês no vermelho, com resultado negativo de R$ 3,4 bilhões. Esses números evidenciam a heterogeneidade das contas públicas entre os diferentes níveis de governo.
Governo central superavitário, entes subnacionais deficitários
O superávit do governo federal contrasta com o déficit dos governos regionais e das estatais. A fonte não detalhou os fatores que levaram a esse desempenho, mas o resultado conjunto ainda assim foi negativo. A melhora em relação a setembro de 2025, quando o déficit foi de R$ 17,5 bilhões, indica um ajuste nas contas públicas.
Para empresários e comerciantes do noroeste paulista, o déficit dos estados e municípios pode sinalizar pressão por aumento de tributos ou contenção de investimentos, afetando o ambiente de negócios local. A estabilidade da dívida, porém, traz algum alívio quanto à trajetória fiscal de curto prazo.
Dívida pública retorna a patamares da pandemia
Mesmo com a estabilidade neste mês, a dívida pública subiu mais de 10 pontos percentuais no terceiro mandato do governo Lula, que iniciou com um passivo de 71,7% do PIB ao final de 2022. Com essa alta, o endividamento público retorna aos patamares atingidos durante a pandemia, quando chegou ao recorde de 87,7% do PIB em dezembro de 2020.
Esse crescimento da dívida em relação ao PIB é um indicador relevante para o setor produtivo, pois pode influenciar as taxas de juros de longo prazo e a confiança dos investidores. Para as pequenas e médias empresas da região, o custo do crédito tende a ser impactado por essa dinâmica.
Juros da dívida pressionam déficit nominal
Em setembro, os juros da dívida pública somaram R$ 107,5 bilhões, acima dos R$ 84,7 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. No acumulado de 12 meses, a despesa com juros chegou a R$ 1,205 trilhão, equivalente a 8,99% do PIB. Considerando os juros e o resultado primário, o déficit nominal do setor público alcançou R$ 113 bilhões em setembro.
O Banco Central também calcula o déficit nominal, indicador que inclui, além do resultado primário, os gastos com juros da dívida pública. No acumulado de doze meses até setembro, o déficit nominal alcançou R$ 1,275 trilhão, equivalente a 9,51% do PIB, um aumento de 0,04 ponto percentual em relação ao resultado acumulado até agosto.
Para o comércio e a indústria do interior paulista, o elevado gasto com juros representa um desafio, pois consome recursos que poderiam ser direcionados a investimentos públicos e programas de apoio ao setor produtivo. A trajetória da dívida e do déficit nominal deve ser acompanhada de perto pelos empresários locais.
Perguntas Frequentes
Qual foi o déficit primário do setor público em setembro?
O déficit primário do setor público foi de R$ 5,5 bilhões em setembro.
Quanto a dívida bruta do setor público representou do PIB em setembro?
A dívida bruta do setor público ficou em 82,9% do PIB, alcançando R$ 11,1 trilhões.
Qual foi o valor dos juros da dívida pública em setembro?
Os juros da dívida pública somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, acima dos R$ 84,7 bilhões do mesmo mês do ano anterior.




























