Dólar sobe a R$ 5,23 com eleições e petróleo

Crédito: economia.uol.com.br
O dólar comercial iniciou outubro em alta ante o real, cotado a R$ 5,229 para venda às 15h desta segunda-feira, variação positiva de 1,04% sobre o fechamento de sexta-feira, quando recuou 0,81%. O movimento reflete a cautela dos investidores com a reta final das eleições gerais no Brasil e a pressão externa do petróleo, que subiu mais de 4% no mercado internacional.
No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice de ações da B3, operava com leve alta de 0,21%, aos 186.797 pontos, após oscilar entre 184.848 e 187.398 pontos ao longo do pregão. A sessão foi marcada por ajustes de posições após o índice acumular ganho de 5% em setembro, o quinto mês consecutivo de valorização.
Petróleo em alta pressiona mercados globais
O contrato futuro do barril de petróleo tipo Brent, referência internacional, subia 4,6% às 13h50, negociado a US$ 102,57 para entrega em dezembro. A valorização da commodity influencia diretamente as bolsas globais e reforça a pressão sobre moedas de países emergentes, como o real.
Além do petróleo, os juros longos dos Estados Unidos permanecem em níveis elevados, o que fortalece o dólar no exterior. Esse cenário externo mais pressionado se soma à volatilidade doméstica típica de períodos eleitorais, conforme apontam especialistas.
Eleições e ajustes de carteira no radar
No ambiente doméstico, as atenções se voltam para o primeiro turno das eleições, que ocorre no próximo domingo. Hoje e amanhã, os agentes de mercado fazem os ajustes finais em suas posições, o que tende a ampliar a oscilação dos ativos.
“Aqui dentro, a reta final da eleição deixa o mercado mais sensível. Lá fora, o ambiente também ficou mais pressionado. Os juros americanos longos continuam em níveis elevados, o petróleo voltou a subir e o dólar ganhou força”, avaliou Gustavo Danilo, especialista em renda fixa da Manchester Investimentos.
Setembro positivo para a Bolsa brasileira
O Ibovespa encerrou setembro com alta de 5%, elevando o ganho acumulado no ano para 15,7% e para 27,4% em 12 meses. O desempenho refletiu a expectativa de queda dos juros e a melhora de indicadores de inflação, que ajudaram tanto a Bolsa quanto os juros futuros.
“O terceiro trimestre foi marcado por uma forte disputa entre fatores positivos e negativos para os ativos brasileiros. A expectativa de queda dos juros e a melhora de alguns indicadores de inflação ajudaram a Bolsa e os juros futuros, enquanto o cenário fiscal e eleitoral trouxe volatilidade”, comentou Marcos Bassani, sócio da Boa Brasil Capital.
Petrobras recebe novas parcelas de subvenção
No noticiário corporativo, a Petrobras recebeu R$ 1 bilhão em novas parcelas de subvenção de combustíveis, elevando o total recebido pela companhia a R$ 13,3 bilhões. As ações preferenciais (PN) da estatal fecharam ontem a R$ 49,12, próximas da máxima histórica de R$ 50,43, registrada em 15 de setembro.
O repasse de recursos públicos para a petroleira é um dos fatores que podem influenciar o desempenho das ações no curto prazo, especialmente em um contexto de alta do petróleo no mercado internacional.
Impacto para o comércio do interior paulista
Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, a alta do dólar tende a pressionar custos de insumos importados e produtos atrelados à moeda americana. Ao mesmo tempo, setores exportadores, como o agronegócio, podem se beneficiar da desvalorização do real.
O cenário de juros elevados nos Estados Unidos e a volatilidade eleitoral no Brasil exigem cautela na gestão de estoques e na precificação de mercadorias. A recomendação de analistas é acompanhar de perto a evolução do câmbio e das taxas de juros nas próximas semanas.
Perguntas Frequentes
Por que o dólar subiu para R$ 5,23 em outubro?
O dólar subiu para R$ 5,23 influenciado pela reta final das eleições no Brasil e pelo ambiente externo pressionado, com juros americanos elevados, alta do petróleo e fortalecimento global da moeda americana.
Qual foi o desempenho do Ibovespa em setembro?
O Ibovespa subiu 5% em setembro, alcançando o quinto ganho mensal, com alta acumulada de 15,7% no ano e 27,4% em 12 meses.
Como o preço do petróleo impactou o mercado financeiro?
O petróleo Brent subiu 4,6% para US$ 102,57, sustentando viés de alta e impactando as bolsas, além de contribuir para a pressão sobre o câmbio.



























