Embrapa potência agrícola: a revolução no campo

Crédito: Estadão
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), criada em dezembro de 1972 e implementada em abril de 1973, é considerada uma das principais responsáveis por transformar o Brasil de importador de alimentos em uma potência agrícola global. A estatal desenvolveu tecnologias aplicáveis à agricultura nacional, mudando a realidade do campo e da economia brasileira. O impacto desse trabalho é sentido até hoje, com reflexos diretos no agronegócio e na balança comercial do país.
Investimento em capital humano no exterior
Um dos pilares da transformação foi a capacitação de pesquisadores no exterior. Hoje, já são mais de 2,5 mil pessoas que passaram por essa formação externa, a cargo da empresa e de suas fontes financiadoras, como o próprio governo e mecanismos de fomento internacionais, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Esse intercâmbio permitiu trazer conhecimentos avançados em genética, sementes e manejo de solo. A estratégia foi fundamental para adaptar tecnologias às condições tropicais brasileiras.
Quando eles começaram a voltar ao Brasil, ajudaram a revolucionar o campo, criando soluções para produzir no Cerrado e aproveitar melhor o solo nacional, além de aprimorar a criação de animais e a fruticultura. Tudo isso permitiu que o País virasse a maior potência global em soja. O retorno desses especialistas impulsionou a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro.
Retorno econômico expressivo
O investimento em pesquisa agrária mostrou-se altamente rentável. Um estudo de pesquisadores das universidades MIT, Princeton e Notre Dame, com o BID, concluiu que o investimento público em pesquisa agrária gerou retorno de R$ 17 para cada R$ 1 investido. Esse dado evidencia a eficiência da Embrapa na geração de valor para a economia. Para empresários e produtores rurais, isso significa maior segurança para investir em tecnologia e inovação.
Pesquisadores que fizeram história
Romeu Afonso de Souza Kiihlele desenvolveu, durante 60 anos de profissão, mais de 150 variedades de sementes de soja adaptadas a várias regiões do País, em especial para o Cerrado. Seu trabalho foi essencial para a expansão da cultura no Brasil central. A dedicação de profissionais como ele consolidou a posição brasileira no mercado internacional de grãos.
Outro nome importante foi Eliseu, que sugeriu ao ministro mandar pesquisadores para as melhores universidades do mundo para estudarem as coisas básicas, como genética, semente especializada e solo, e depois pesquisarem esses produtos. Essa visão estratégica foi decisiva para a formação de uma base científica sólida no país. A partir dessa iniciativa, o Brasil passou a dominar tecnologias essenciais para a agricultura tropical.
Parcerias e colaboração acadêmica
Pastore aceitou prestar o serviço, com uma visita semanal à sede da associação, para não perder o trabalho a que se dedicava na Universidade de São Paulo (USP). “Ao chegar ao Rio, para começar o projeto, conheci pessoalmente o Eliseu, com quem falava apenas por telefone”, diz. Essa colaboração entre academia e pesquisa aplicada fortaleceu o desenvolvimento de soluções práticas para o campo. A integração entre instituições foi um diferencial para o sucesso da Embrapa.
O legado da Embrapa vai além da produção de alimentos: ele impulsionou a economia regional, gerou empregos e transformou o Brasil em referência mundial em agricultura tropical. Para o noroeste paulista, região com forte vocação agropecuária, os avanços da pesquisa agrícola representam oportunidades de negócios e desenvolvimento. A história da Embrapa é um exemplo de como ciência e gestão podem mudar o destino de um país.
Perguntas Frequentes
Quando a Embrapa foi criada e qual foi seu objetivo inicial?
A Embrapa foi criada em dezembro de 1972 e implementada em abril de 1973, com o objetivo de desenvolver tecnologias aplicáveis à agricultura nacional.
Qual foi o retorno do investimento público em pesquisa agrária no Brasil, segundo estudo do MIT, Princeton e Notre Dame com o BID?
O estudo concluiu que o investimento público em pesquisa agrária gerou retorno de R$ 17 para cada R$ 1 investido.
Quantas variedades de sementes de soja adaptadas ao Cerrado foram desenvolvidas por Romeu Afonso de Souza Kiihlele?
Romeu Afonso de Souza Kiihlele desenvolveu mais de 150 variedades de sementes de soja adaptadas a várias regiões do País, em especial para o Cerrado.




























