Fábrica de celulose no RS recebe licença prévia da Fepam

Crédito: G1
A chilena CMPC obteve nesta quinta-feira (23) a Licença Prévia da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para a construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O investimento estimado é de R$ 27 bilhões, o que, segundo o governo gaúcho, será o maior investimento privado da história do estado. A licença reconhece a viabilidade ambiental do projeto na localização proposta e permite avançar para as próximas etapas do processo de aprovação ambiental.
Licença prévia destrava etapas seguintes do licenciamento
A Licença Prévia (LP) é o primeiro passo formal no processo de licenciamento ambiental. Ela atesta que o empreendimento é ambientalmente viável no local indicado, mas não autoriza o início das obras. Para isso, a CMPC precisará obter a Licença de Instalação (LI), que permite a construção, e posteriormente a Licença de Operação (LO), que libera o funcionamento da planta. A emissão da LP pela Fepam sinaliza que os estudos ambientais apresentados foram considerados adequados pelo órgão estadual.
A obtenção da licença prévia é um marco importante para o projeto, pois destrava negociações com fornecedores, instituições financeiras e demais partes interessadas. A partir de agora, a empresa pode avançar com os projetos executivos e com os trâmites para a licença de instalação. A expectativa é que as obras comecem após a emissão da LI, ainda sem data definida pela fonte.
Projeto Natureza amplia capacidade produtiva da CMPC
Batizado de Projeto Natureza, a iniciativa prevê a implantação de uma nova unidade de produção de celulose em Barra do Ribeiro. A fábrica já instalada em Guaíba, município vizinho, continuará em funcionamento normalmente. A nova unidade terá capacidade estimada de produção de 2,5 milhões de toneladas anuais de celulose de fibra curta, ampliando significativamente a escala produtiva da companhia no Rio Grande do Sul.
A celulose de fibra curta é utilizada principalmente na fabricação de papéis de imprimir e escrever, papéis sanitários e papéis especiais. Com a nova planta, a CMPC busca atender à demanda crescente do mercado global por esse insumo, especialmente na Ásia e na Europa. O projeto reforça a posição do Brasil como um dos maiores produtores mundiais de celulose, aproveitando as condições climáticas e a disponibilidade de terras para o plantio de eucalipto.
Geração de empregos e impacto econômico regional
O empreendimento prevê a geração de 12 mil postos de trabalho durante a fase de obras e cerca de 6.000 empregos diretos e indiretos durante a operação. Esses números representam um impacto significativo para a economia da Região Metropolitana de Porto Alegre e para todo o estado. A construção da fábrica demandará mão de obra especializada em engenharia civil, montagem industrial, elétrica e instrumentação, além de serviços de apoio como alimentação, transporte e hospedagem.
Durante a operação, os empregos serão distribuídos entre a operação da planta, manutenção, logística, administração e áreas de apoio. A cadeia produtiva da celulose também movimenta setores como o de florestas plantadas, transporte rodoviário e ferroviário, e serviços portuários. Para empresários e comerciantes da região, a expectativa é de aumento na demanda por produtos e serviços, desde materiais de construção até alimentação e vestuário.
Terminal portuário próprio no Porto do Rio Grande
Para acompanhar a expansão produtiva, foi concedida à CMPC uma área no Porto do Rio Grande para a implantação de um terminal portuário próprio da empresa. O empreendimento terá investimento de R$ 1,5 bilhão. O terminal será fundamental para escoar a produção da nova fábrica, garantindo eficiência logística e redução de custos de exportação. A localização estratégica no Porto do Rio Grande, um dos principais portos do sul do Brasil, facilita o acesso aos mercados internacionais.
O terminal portuário próprio permitirá à CMPC maior controle sobre a cadeia logística, desde a saída da fábrica até o embarque nos navios. Isso pode resultar em prazos mais curtos e maior competitividade no mercado global de celulose. Além disso, a obra do terminal deverá gerar empregos adicionais na região de Rio Grande, contribuindo para o desenvolvimento econômico do sul do estado.
Contexto para o interior paulista e setor produtivo
Embora o projeto esteja localizado no Rio Grande do Sul, seus efeitos podem ser sentidos em todo o país, inclusive no noroeste paulista. A indústria de celulose é grande consumidora de insumos, equipamentos e serviços que podem ser fornecidos por empresas de outras regiões. Além disso, o aumento da produção nacional de celulose tende a fortalecer a balança comercial brasileira, gerando divisas que beneficiam a economia como um todo.
Para empresários de Araçatuba e região, o projeto serve como exemplo do potencial de investimentos no setor florestal e industrial. A cadeia produtiva da celulose envolve desde o plantio de florestas até a exportação, passando por transporte, manutenção e serviços especializados. Empresas do interior paulista que atuam nesses segmentos podem encontrar oportunidades de negócios, seja como fornecedoras ou como prestadoras de serviços.
A fonte não detalhou o cronograma de implantação do projeto, nem os prazos para obtenção das próximas licenças. No entanto, a emissão da Licença Prévia é um sinal claro de que o empreendimento caminha para se tornar realidade, com impactos significativos para a economia do Rio Grande do Sul e para o setor de celulose no Brasil.
Perguntas Frequentes
Qual é o valor do investimento da nova fábrica de celulose da CMPC em Barra do Ribeiro?
O investimento estimado é de R$ 27 bilhões, considerado o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul.
Qual a capacidade de produção da nova unidade da CMPC em Barra do Ribeiro?
A nova unidade terá capacidade estimada de produção de 2,5 milhões de toneladas anuais de celulose de fibra curta.
Quantos empregos serão gerados pelo projeto da CMPC em Barra do Ribeiro?
O empreendimento prevê a geração de 12 mil postos de trabalho durante as obras e cerca de 6.000 durante a operação.



























