Braskem BRKM5: do salto em maio à forte queda em junho

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Braskem BRKM5: do salto em maio à forte queda em junho

As ações da Braskem (BRKM5) passaram por uma montanha-russa nos últimos meses. Após um salto expressivo em maio, os papéis da petroquímica despencaram em junho, renovando as mínimas do ano. O que explica essa reviravolta? A combinação de um movimento de short squeeze, dificuldades na reestruturação com credores e alertas sobre a liquidez de curto prazo da companhia.

Salto em maio e short squeeze

Em maio, as ações da Braskem (BRKM5) registraram alta significativa. Operadores de mercado destacaram que o movimento foi impulsionado por um short squeeze, em meio à alta taxa de aluguel das ações na Bolsa brasileira. Esse fenômeno ocorre quando investidores que apostaram na queda do papel são forçados a recomprar as ações para cobrir posições, elevando ainda mais os preços.

Além disso, a gestora IG4 Capital recebeu a aprovação final para assumir a participação de 50,1% detida pela Novonor na Braskem. A notícia trouxe otimismo ao mercado, que via na mudança de controle uma possível reestruturação positiva. No entanto, essa visão mais positiva foi ofuscada por dificuldades na reestruturação da petroquímica.

Resultados do primeiro trimestre

A Braskem divulgou lucro líquido de R$ 1,45 bilhão no primeiro trimestre, mais do que duplicando (+107%) o resultado positivo de R$ 698 milhões obtido no mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento, o resultado ficou abaixo das estimativas do BBI e do mercado. Mesmo assim, o banco projeta uma forte melhora no Ebitda no segundo trimestre de 2026.

Para o BBI, embora o desempenho recente não tenha surpreendido, as perspectivas de médio prazo seguem positivas. A fonte não detalhou, porém, os fatores que sustentam essa projeção.

Queda em junho e mínimas do ano

Em junho, a trajetória mudou. Na quinta-feira, BRKM5 chegou a desabar quase 12%, renovando mínima do ano, às R$ 7,40. Os papéis da Braskem passam por dificuldades nas últimas sessões, atingindo mínimas do ano nos últimos pregões. O movimento de baixa foi acentuado por alertas de analistas sobre a situação financeira da empresa.

Analistas do UBS BB chamaram a atenção para a situação desafiadora de liquidez de curto prazo enfrentada pela petroquímica. Eles afirmaram que o caminho da empresa para uma solução de liquidez permanece incerto e pode incluir risco de diluição para acionistas minoritários.

Dificuldades na reestruturação

Um dos principais entraves para a Braskem é a reestruturação extrajudicial. A Braskem e o IG4 Capital estão tendo dificuldades para obter apoio de credores suficientes para avançar com uma proposta de reestruturação extrajudicial. A falta de consenso entre as partes gera incerteza sobre o futuro financeiro da companhia.

Fontes ouvidas pela revista Veja afirmaram que a companhia descartava uma recuperação judicial e que buscaria um acordo. A fonte não detalhou, no entanto, os termos desse possível acordo ou o cronograma esperado.

Diante desse cenário, as ações da Braskem (BRKM5) seguem voláteis, refletindo tanto as expectativas de curto prazo quanto os desafios estruturais da empresa. Investidores acompanham de perto os desdobramentos das negociações com credores e os próximos passos da gestão.

Perguntas Frequentes

Por que a ação da Braskem (BRKM5) subiu em maio e caiu em junho?

Em maio, a ação saltou devido a um movimento de short squeeze, impulsionado pela alta taxa de aluguel das ações. Em junho, a forte queda foi causada por dificuldades na reestruturação da petroquímica, incluindo falta de apoio de credores e incertezas sobre a liquidez.

Qual foi o lucro da Braskem no primeiro trimestre e como isso impactou as ações?

A Braskem teve lucro líquido de R$ 1,45 bilhão no primeiro trimestre, mais que o dobro do mesmo período de 2023. Apesar do resultado positivo, ficou abaixo das estimativas do mercado, e as ações continuaram caindo devido a preocupações com reestruturação e liquidez.

A Braskem está em risco de recuperação judicial?

Fontes ouvidas pela revista Veja afirmaram que a companhia descartava uma recuperação judicial e buscaria um acordo. No entanto, analistas do UBS BB destacaram situação desafiadora de liquidez de curto prazo e risco de diluição para acionistas minoritários.

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