Setor rebate desinformação sobre Flávio Bolsonaro e etanol

Crédito: Brasil 247
O setor de etanol rebateu as declarações do senador Flávio Bolsonaro, que comparou a mistura obrigatória de etanol à gasolina ao fenômeno conhecido como “reduflação”. Dessa forma, representantes da agroindústria e do setor de biocombustíveis acusaram o parlamentar de desinformação e afirmaram que ele desconsidera uma política energética desenvolvida pelo Brasil ao longo de aproximadamente cinco décadas.
Ou seja, essa política foi construída a partir do Proálcool, do RenovaBio e da Lei do Combustível do Futuro.
Comparação com reduflação é desinformativa
As entidades representativas do setor afirmam que a mistura do etanol à gasolina não é uma prática comparável à reduflação. Ou seja, trata-se de uma política de Estado baseada em critérios técnicos, desenvolvida ao longo de aproximadamente cinco décadas desde a criação do Proálcool.
A comparação, segundo os representantes, é desinformativa e ignora essa construção histórica. Ademais, essa política se consolidou com o RenovaBio e a Lei do Combustível do Futuro.
Além disso, a declaração do senador também desconsidera o fato de que o percentual de etanol na gasolina é definido a partir de estudos e avaliações técnicas, e não de forma arbitrária.
Política de Estado, não decisão arbitrária
A política de biocombustíveis no Brasil começou com o Proálcool e foi atualizada ao longo dos anos com programas como o RenovaBio. Dessa forma, mais recentemente, a Lei do Combustível do Futuro ampliou e consolidou instrumentos para a utilização de biocombustíveis no país.
Portanto, segundo as entidades, essa trajetória demonstra que a mistura é uma política de Estado, e não uma decisão arbitrária.
Contudo, além do equívoco conceitual, o setor aponta uma contradição no posicionamento do senador.
Lei do Combustível do Futuro gera contradição
As entidades lembram que Flávio Bolsonaro apoiou a tramitação da Lei do Combustível do Futuro no Congresso Nacional. Ou seja, essa legislação ampliou e consolidou instrumentos para a utilização de biocombustíveis no Brasil.
Assim sendo, o setor aponta uma contradição entre a participação do senador na aprovação da lei e as críticas posteriores à política de mistura.
A Lei do Combustível do Futuro, que ampliou e consolidou instrumentos para a utilização de biocombustíveis no Brasil, contou com apoio durante sua tramitação no Congresso Nacional, inclusive do próprio Flávio Bolsonaro.
Além disso, a legislação é parte de uma estratégia brasileira para ampliar a utilização de combustíveis renováveis, reduzir emissões e diminuir a exposição do país às oscilações internacionais do mercado de petróleo.
Em resumo, para o setor, existe uma contradição entre a participação do senador na aprovação da legislação e as críticas feitas posteriormente à política de mistura do etanol.
Ademais, o setor também detalha que a definição do percentual de etanol é um processo técnico, respaldado por agências reguladoras e testes científicos.
Estudos técnicos embasam a mistura
De acordo com as entidades, a porcentagem de etanol misturada à gasolina não é determinada arbitrariamente. Dessa forma, as decisões passam por avaliações do governo federal e de órgãos reguladores, sendo acompanhadas por fabricantes de veículos, importadores e instituições técnicas.
Por exemplo, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) participa desse processo regulatório, que envolve avaliações sobre qualidade, eficiência, segurança e compatibilidade dos combustíveis utilizados pela frota brasileira.
Consequentemente, as entidades sustentam que qualquer alteração na composição da gasolina é precedida por estudos e testes técnicos.
Testes realizados
Por exemplo, segundo o setor, ensaios laboratoriais e testes realizados em pista avaliaram o funcionamento de diferentes concentrações de etanol na gasolina em veículos de diversas gerações.
- 16 modelos de automóveis
- 13 modelos de motocicletas
- Fabricados entre 1994 e 2024
Os resultados demonstraram que misturas com até 32% de etanol não provocaram prejuízos ao desempenho dos motores avaliados. Assim sendo, esses testes são apresentados como evidência de que o aumento gradual da participação do biocombustível está amparado por avaliações técnicas, e não apenas por decisões políticas.
Consequentemente, a conclusão do setor é a de que a política de aumento gradual do etanol está amparada por evidências.
Em resumo, essas informações compõem a base da defesa do setor contra a acusação de desinformação.
Perguntas Frequentes
Como o setor de etanol rebateu a comparação de Flávio Bolsonaro entre a mistura de etanol e a reduflação?
Ou seja, o setor classificou a comparação como desinformativa, afirmando que a mistura é uma política de Estado baseada em critérios técnicos, desenvolvida ao longo de aproximadamente cinco décadas, desde o Proálcool até o RenovaBio e a Lei do Combustível do Futuro.
Quais testes técnicos sustentam a mistura de etanol na gasolina, segundo as entidades do setor?
Segundo as entidades, a porcentagem de etanol não é arbitrária: passa por avaliações do governo e da ANP, com estudos e testes técnicos. Por exemplo, ensaios laboratoriais e em pista com 16 modelos de automóveis e 13 motocicletas (1994-2024) mostraram que misturas até 32% não prejudicaram o desempenho dos motores.
Por que o setor de etanol aponta contradição no discurso de Flávio Bolsonaro sobre a mistura?
O senador apoiou a Lei do Combustível do Futuro durante sua tramitação no Congresso, mas depois criticou a política de mistura. Assim sendo, para o setor, isso é uma contradição, pois a lei ampliou e consolidou instrumentos para o uso de biocombustíveis.




























